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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

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domingo, 20 de dezembro de 2009

OS TRÊS INIMIGOS DA ALMA

O MUNDO, A CARNE E O DIABO
Por

Rev. Davi Nascimento



Uma das grandes falhas do povo de Deus, é pensar que uma vez salvos estão livres dos perigos e dos inimigos da alma. Nos conta uma ilustração que “Visitando uma fábrica de bússolas, um estudante curioso notou grande numero de aparelhos novos e polidos. Alguns tinham as agulhas apontadas para a direção norte e, mudando-se a posição da bússola, a pequena agulha voltava-se sempre para a mesma direção. Outros tinham as agulhas todas pa¬radas, não se mexiam: bússolas inúteis. Qual a explicação? O fato é que as primeiras estavam imantadas e as outras não. Da mesma forma, quando o amor de Cristo é comunicado a nós e ficamos cheios do seu poder, nossa vida aponta sempre para o rumo de Deus”. Precisamos, saber para que lado a nossa bússola está apontando, pois a Bíblia nos alerta para três inimigos poderosos que temos, são eles: O mundo, a carne e o diabo. Se não atentarmos para a bússola que é Cristo e a sua Palavra caminharemos para o lado errado da estrada, a qual conduz ao inferno. Aqueles que buscam caminhar nos caminhos do Senhor são conduzidos por Cristo que é a nossa bússola, até a glória eterna. Passemos a analisar as características dos nossos inimigos:

I. O MUNDO

Quando falamos em mundo, ou vida mundana, alguns chegam até a discordar dessa realidade, mas precisamos saber que quando o homem pecou, toda a criação foi corrompida pelo pecado da humanidade, o apostolo Paulo nos diz em Rm 8.20-22: “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que, também, a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto, até agora”. Vivemos em um mundo de pecado em que a vaidade impera nos corações, onde as pessoas estão mais preocupadas com estética do que a sua vida com o Deus criador. Hoje o jovem não namora mais, o namoro foi substituído por apenas ficar, e nesse ficar tudo é liberado, até mesmo o sexo fora do casamento. É justamente ai que o crente precisa ter cuidado, pois o que parece ser normal ao mundo, aos olhos de Deus é pecado.
A influência do mundo é tão grande, que se as pessoas não acompanharem o ritmo ficaram desatualizadas da vida e do convívio com a sociedade. Qual a postura do crente em meio a tantas turbulências? A Palavra de Deus nos diz: “Vós sois a luz do mundo... Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”, Mt 5. 14, 16. Como crentes, precisamos fazer a diferença neste mundo pecaminoso. É inadmissível uma pessoa dizer que é crente, e viver na pratica do pecado. Precisamos entender que Deus nos salvou em Cristo para vivermos em conformidade com a sua Palavra, nos diz a Palavra: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. A palavra conformar, significa concordar e é justamente neste ponto que muitos de nós pecamos, pois quando concordamos com as práticas mundanas, pecamos contra o Senhor nosso Deus, pois a palavra nos diz: “Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus, Tg 4.4. Diante de tudo isso temos um grande desafio, se escolhemos viver em conformidade com o mundo, somos inimigos de Deus, pois a amizade do mundo é inimizade contra Deus. O que vai ser? O que você escolhe? Vamos voltar a condição de inimigos de Deus? Uma vez que já fomos reconciliados com Deus, vamos voltar a ser inimigos novamente? Estamos com saudades da nossa velha natureza? Do velho homem? Paulo nos diz em Rm 5.10: “Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus, pela morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida”. Talvez você esteja pensando neste momento: “Eu nunca fui inimigo de Deus”, mas é o que a Palavra nos diz. Aqueles que são amigos do mundo, são inimigos de Deus. Se você continua amar esse mundo, ouça o que a Bíblia diz a respeito desse fato: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”, 1 Jo 2.15. Talvez você esteja se perguntando nesse momento: Por que se amamos o mundo o amor do Pai não está em nós? Deixe que a Bíblia responde a essa pergunta: Porque, tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo, v. 16. A Bíblia ainda responde que somos de Deus e que “todo o mundo está no maligno”, 1 João 5.19. Se de fato somos de Deus, não temos que andar em conformidade com o mundo, pois este pertence ao maligno, e este se opõe contra nós, sendo ele um dos grandes inimigos da igreja. Que possamos entender de uma vez por todas que vivemos nesse mundo, mas não pertencemos a ele, essa verdade foi dita pelo próprio Senhor Jesus: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece”.

II. A CARNE

Vimos antes que o mundo é um dos inimigos dos crentes, pelo fato dele pertencer ao maligno, sendo assim um dos maiores problemas do mundo são as tentações, as quais levam aos pecados carnais. A carne é o segundo inimigo dos crentes. Jesus alerta aos seus servos para uma vida de vigilância, pois se não vigiarmos, logo iremos ceder aos prazeres carnais, disse o Senhor Jesus: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”, Mc 14.38. Precisamos entender que as tentações são armadilhas que Satanás tem colocado nos caminhos dos servos de Deus, e o grande problema é que muitos tem caído nessas armadilhas e sabem porque? Há seis fatores que tem levado muitos a cair nas armadilhas de Satanás, são eles:

• Não tem uma vida de oração;
• Não medita na Palavra de Deus;
• Não tem comunhão com Deus nem com os irmãos;
• Não tem vida de testemunho;
• Anda como se não pertencesse a igreja de Deus;
• Pouco vem a casa de Deus.

Paulo nos diz em Ef 6.10-20 que devemos estar vestidos com todas a armadura de Deus “para que possais resistir no dia mau, e, havendo feito tudo, ficar firmes”, v. 13. Sabem o porque de tantas provações e tantas quedas? Talvez os parafusos da nossa armadura estão frouxos ou já não existem mais, fazendo com que nossa armadura se torne frágil, dando assim lugar para o nosso inimigo entrar e fazer atrocidades, levando-nos a pecar com prazeres carnais. Que ver um exemplo disso? Qual é a sua fraqueza?

• Bebidas;
• Mulheres;
• Jogos;
• Vaidade...

É justamente nesse ponto que satanás vai penetrar em nossa vida quando a nossa armadura não está bem ajustada. Você acha que pode resistir aos prazeres carnais? Seu grau de espiritualidade é alto? Quero lhe dizer que a sua resistência e o se alto grau de espiritualidade nada é, se você não tem uma vida ao lado do Senhor; se a sua armadura está com falhas. Talvez você se ache um super-crente, mas se você não tiver intimidade com Deus, você será uma presa fácil pra Satanás.
Precisamos entender que “o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”, Jo 3.6. Você é nascido da carne ou do Espírito, se do Espírito, trate de andar em Espírito. Paulo diz em Rm 8. 5-7: “Porque, os que são segundo a carne, inclinam-se para as coisas da carne; mas, os que são segundo o espírito, para as coisas do espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser”. Isso nos leva a pensar na nossa situação diante de Deus, pois Paulo nos diz que:

1. Quem é da carne, pratica as coisas da carne;
2. Quem anda segundo o Espírito, pratica as coisas do Espírito;
3. Quem é inclinado a carne está sujeito a morte eterna;
4. Quem é inclinado ao Espírito, herdará a vida eterna e a paz com Deus
5. Quem é inclinado a carne é inimigo de Deus.
6. “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus”, V. 8.

Estamos agradando a Deus com as nossas praticas? Deus está alegre com o nosso testemunho? A nossa vida evidencia amizade com Deus e inimizade com a carne? Precisamos nos lembrar que a carne é um inimigo poderoso daqueles que querem andar em conformidade com a Palavra do senhor. Que possamos afirmar como o apostolo Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo, na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”, Gl 2.20. Se não vivemos para nós mesmos. Significa que Cristo vive em nós, porém se achamos que devemos andar em conformidade com a carne, Cristo não habita em nós.

III. O DIABO

A Bíblia diz que devemos ser sóbrios e vigiar “porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”, 1 Pedro 5.8. Tem gente que acha que só o fato de apenas ser crente o livra das garras do diabo. Podemos ver nas palavras de Pedro que ele é o nosso adversário e que ele anda em nosso derredor como um leão feroz e faminto, buscando nos devorar. Precisamos entender, irmão que nesse momento acontece uma guerra no mundo espiritual, nós não podemos ver, mas a Bíblia nos revela esse fato e se não tivermos uma vida de fidelidade para com o nosso Deus, iremos ser devorados. O diabo tenta envergonhar o Senhor Deus e a arma que ele tem, somos nós. Uma vez convertidos, e praticamos pecado, logo estamos envergonhando o evangelho e escandalizando a Palavra de Deus, mas Jesus exorta o seu povo dizendo: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é necessário que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!”, Mt. 18.7. O diabo, o nosso inimigo, faz com que muitos escandalizem a igreja do Senhor, porém Jesus disse: “Ai daquele homem por quem vem o escândalo”.
Sabem por que muitos não são edificados na igreja? Sabem por que muitos ouvem a Palavra pregada, porém não se convertem ao Senhor? Jesus disse que “A semente é a palavra de Deus; E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois, vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que se não salvem, crendo”, Lc 8.11, 12. Se não estivermos atentos a Palavra de Deus, o inimigo verá uma brecha em nossa armadura e penetrará em nossa vida espiritual e quando percebemos estamos tão envolvidos nas praticas do mundo e da carne, e ficaremos desmotivados nos caminhos do Senhor. Será que isso já não aconteceu com muitos aqui? Se você sente que está nesta situação, aconselho que volte imediatamente para os caminho do Senhor, pois do contrário Satanás tragará a sua vida.
Em Ef 4.27 nos aconselha a não dar lugar ao diabo, em Tg 4.7, nos é aconselhado a sujeitai-nos, a Deus e resisti ao diabo, e ele fugirá de nós. Resistir ao diabo não é desafia-lo, pois Cristo já fez isso e venceu o desafio. Resistir ao diabo é ter o Senhor Jesus em nosso coração, ser fiel a Ele, servi-lo com sinceridade e o diabo fugirá de nós. Muitos entendem que resistir o diabo é desafia-lo, porém se esquecem da atrocidade que Satanás fez na vida de Jó, é claro que com a permissão divina. Não tente vencer o diabo com as suas próprias forças, mas pelo poder do Sangue de Cristo, sem essa verdade em mente, você será uma alvo fácil.
Como podemos entender que estamos fazendo a vontade de Deus? A resposta é: Andando em conformidade com os seus mandamentos, pois “o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes: que andeis nele”, 2 Jo 1.6. Do contrário conforme 1 João 3.8, 9: Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado, porque a sua semente permanece nele, e não pode pecar, porque é nascido de Deus.

Precisamos conhecer esses três inimigos se queremos ter uma comunhão plena com o Senhor Deus. A vida do crente deve ser de vigilância, pois se ele cochilar espiritualmente ele dará lugar o mundo, a carne e ao diabo. Precisamos irmãos deixar de ser meninos na fé e amadurecermos as nossas mentes de modo que a nossa vida glorifique Ao Nosso Deus. Que Deus possa abençoar as nossas vidas. Amém.

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*Sermão pregado pelo Rev. Davi Nascimento, na Igreja Presbiteriana Fundamentalista Betel, na cidade de Santa Terezinha - PE, no dia 20 de Dezembro de 2009.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A SUPREMACIA DE JESUS CRISTO

A SUPREMACIA DE CRISTO
Por

Eric J. Alexander


"Não importa quantos inimigos fortes planejem destruir a igreja, eles não têm poder suficiente para prevalecer contra o imutável decreto de Deus pelo qual Ele designou seu Filho como Rei eterno". João Calvino

É interessante, e acho que é significativo, o fato de que os eruditos, ao buscarem uma palavra para descrever a teologia, a pregação e o raciocínio de João Calvino, têm sido atraídos, muitas vezes, ao vocábulo cristocêntrico. Isso nos leva a concluir que, em todos os seus interesses, Calvino não permitia que nada ou ninguém tirasse o Senhor Jesus Cristo de seu lugar de supremacia em cada esfera da vida. Essa não era somente a maneira como Calvino pensava, escrevia e pregava; era a maneira como ele vivia e orava. Visando à completude, alguns eruditos preferem usar a palavra teocêntrico ou, pelo menos, acrescentá-la a cristocêntrico. Ser descrito de ambas as maneiras era o mais profundo desejo de Calvino.
Sem dúvida, ele tem sido mal interpretado e vituperado, de maneira notável, especialmente no âmbito da igreja que se declara cristã — e isso é surpreendente, quase além da compreensão. J. I. Packer sugere que “a quantidade de distorções às quais a teologia de Calvino tem sido submetida é suficiente para comprovar inúmeras vezes a sua doutrina da depravação total!”
Se os críticos de Calvino lessem suas obras, chegariam a uma conclusão diferente. Há duas fontes principais para a leitura de Calvino. Uma dessas fontes é As Institutas da Religião Cristã. Essa obra consiste de 80 capítulos, 4 livros e mais de 1.000 páginas. Packer chama-a de “uma obra-prima sistemática, que conquistou um lugar permanente entre os mais importantes livros cristãos”. Os comentários bíblicos de Calvino são outra fonte de leitura. Nenhuma dessas fontes apresenta linguagem obscura ou difícil.
Essas obras oferecem inúmeras percepções para o leitor. Mas revelam também, de modo conclusivo, que Calvino era um homem humilde, piedoso e semelhante a Cristo, um homem que se gloriava somente na pessoa e obra de Jesus Cristo, a quem ele se dedicava totalmente.
O desejo de Calvino de exaltar a Cristo a um lugar de supremacia singular é revelado em seus comentários do Novo Testamento. Até uma familiaridade superficial com esses comentários demonstra quão exata é a palavra cristocêntrico para descrever o evangelho que Calvino pregava e a ênfase que ele discerniu na teologia do Novo Testamento. Nos comentários, ele escreveu:

• Não há qualquer aspecto de nossa salvação que não possa ser achado em Cristo (Romanos).

• Todo o evangelho está contido em Cristo (Romanos).

• Todas as bênçãos de Deus nos alcançam por meio de Cristo (Romanos).

• Cristo é o começo, o meio e o fim — nada pode ser achado à parte de Cristo (Colossenses).

Sinclair B. Ferguson resumiu bem a supremacia de Cristo na teologia de Calvino, dizendo: “Tudo que nos falta, Cristo nos dá; todo o nosso pecado Lhe é imputado; e todo o julgamento que merecemos foi suportado por Cristo”.
Há diversas maneiras pelas quais se sobressai o desejo de Calvino de exaltar Jesus Cristo a um lugar de supremacia única. Neste artigo me limitarei a apenas uma dessas maneiras, ou seja, o ensino de Calvino sobre a obra de Cristo como Mediador por meio de seu ofício tríplice, como Profeta, Sacerdote e Rei.
Paul Wells escreveu que “João Calvino é indubitavelmente o maior teólogo da mediação por intermédio de Cristo”. E acrescentou: “Foi Calvino que desenvolveu o conceito do ofício tríplice de Cristo, como
sacerdote, profeta e rei, como uma maneira de apresentar as diferentes facetas da realização da salvação”. É claro que o Antigo Testamento é a sementeira dos três ofícios mediadores, que aguardavam sua plenitude em Cristo. Por nome e pela atividade de Deus em seu favor, Cristo é o “Ungido”.

O ofício de Cristo como Profeta

Quando começamos a entender todo o escopo da obra de Cristo como Mediador, compartilhamos imediatamente do senso de Calvino quanto à grandeza e à glória que pertencem a Cristo. Calvino escreveu: “A obra que seria realizada pelo mediador era incomum: envolvia o restaurar- nos ao favor de Deus, a ponto de tornar-nos filhos de Deus, em vez de filhos de homens; herdeiros do reino celestial, em vez de herdeiros do inferno. Quem poderia fazer isso, se o Filho de Deus não se tornasse igualmente Filho do Homem e, assim, recebesse o que nos pertence e nos transferisse o que Lhe é próprio, tomando o que Lhe pertence, por natureza, e tornando-o nosso por graça?”
O acontecimento clássico por meio do qual Cristo foi comissionado e revelado como Profeta foi sua unção e batismo. Calvino comentou: “A voz que trovejou do céu: ‘Este é meu Filho amado, a ele ouvi’ deu-lhe um privilégio especial acima de todos os mestres. De Cristo, como cabeça, essa unção é difundida aos seus membros, como Joel antecipou: ‘Vossos filhos e vossas filhas profetizarão’”.
No começo de seu ministério, Cristo anunciou sua vocação profética quando, na sinagoga, durante a adoração, manuseou o livro do profeta Isaías. É significativo o fato de que Ele leu uma passagem messiânica: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.17-19). Ele fechou o rolo, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Em seguida, os olhos de todos os presentes se fixaram nEle, que disse: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.21). E todos se maravilhavam das palavras de graça que saíam dos lábios de Jesus. Calvino explicou: O propósito desta dignidade profética, em Cristo, é ensinar-nos que na doutrina ministrada por Ele estava incluída substancialmente a sabedoria que é perfeita em todos os seus aspectos. Fora de Cristo, não há nada digno de conhecermos; aquele que pela fé apreende o verdadeiro caráter de Cristo, esse possui a ilimitada imensidão das bênçãos celestiais.

Uma aplicação importante do ofício profético de Cristo na vida de Calvino foi o seu compromisso total com o ensino e a pregação do texto das Sagradas Escrituras. Sua exposição de maior parte da Bíblia deixou a igreja, desde a Reforma, com um tesouro inestimável. Contudo, ainda mais vital era sua absoluta submissão à autoridade final das Escrituras. Em seu comentário sobre a visão relatada em Isaías 6, Calvino disse:
“Não me arrisco a fazer qualquer afirmação sobre assuntos a respeito dos quais as Escrituras silenciam”. De modo semelhante, ele concluiu com estas palavras uma discussão sobre julgamento: “Nossa sabedoria deve consistir em aceitar, com docilidade e sem qualquer exceção, tudo que é ensinado nas Sagradas Escrituras”.
A posição de Cristo como nosso Mestre ungido e designado tem implicações profundas em nossa atitude para com as Escrituras. Fazer separação entre a supremacia absoluta de Cristo e a supremacia absoluta das Escrituras — o que Calvino defendia com firmeza — seria para ele impossível e ridículo. De fato, ele descreveu as Escrituras como “o cetro real de Cristo”, significando que Ele nos governa por meio delas. Calvino concluía freqüentemente com estas palavras: “Ad verbum est veniendum” (“Vocês têm de vir à
Palavra”).

O ofício de Cristo como Sacerdote

O sacerdócio é o segundo dos ofícios para os quais Cristo foi ungido. Um sacerdote era um homem designado por Deus para agir em favor de outros nos assuntos relacionados a Deus. Em outras palavras, Ele era um mediador entre Deus e os homens.
O Antigo Testamento preparou o terreno para este conceito, e a Epístola aos Hebreus desenvolve-o intensamente. Calvino explicou a tarefa sacerdotal em palavras solenes: “A sua função consistia em obter o favor de Deus para nós. Contudo, visto que uma maldição merecida obstruía a entrada, e Deus, em seu caráter de Juiz, era hostil para conosco, a expiação tinha de intervir necessariamente, a fim de que, como sacerdote escolhido para aplacar a ira de Deus, Cristo pudesse restaurar-nos ao favor divino”.
Este é o aspecto singular do sacerdócio de Cristo: Ele é não somente sacerdote, mas também vítima — não somente o sujeito da obra de intercessão, mas também o meio de realizá-la. Ele apresentou a oferta e se tornou a oferta; por isso, se relaciona com os homens a favor de Deus e com Deus, a favor dos homens.
Havia três deficiências fatais no sacerdócio do Antigo Testamento. Primeira, o sacerdote tinha seus próprios pecados que exigiam expiação. Portanto, sendo imperfeito, ele não podia expiar seus pecados e, quanto menos, os dos outros. Segunda, “é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10.4). Esse sangue ensinava o caminho de salvação por meio da morte de um Cordeiro imaculado, mas não podia outorgar, nem outorgava a realidade da salvação. Terceira, os sacrifícios dos sacerdotes eram contínuos: aconteciam diariamente no templo. O trabalho do sacerdote do Antigo Testamento nunca acabava.
Calvino contrastou tudo isso com a perfeição do sacerdócio de Cristo descrito em Hebreus 9.12-14. Ele escreveu: “O apóstolo... explicou toda a questão na Epístola aos Hebreus, mostrando que sem derramamento de sangue não há remissão (Hebreus 9.22)... Todo o fardo de condenação do qual fomos livre foi lançado sobre Ele”. No entanto, Calvino chama nossa atenção para outras implicações do sacerdócio de Cristo. Este sacerdócio é permanente e eterno, não temporário e não limitado ao estado de encarnação de Cristo. No presente, Ele está assentado à mão direita de Deus, implicando que completou sua obra na cruz, mas ainda está ativo como nosso Advogado e Intercessor. Calvino escreveu: A fé percebe que o assentar-se de Cristo ao lado do Pai tem grande proveito para nós. Depois de haver entrado no templo não feito por mãos humanas, Ele comparece agora constantemente como nosso Advogado e intercessor à presença do Pai; dirige nossa atenção à sua própria justiça, a fim de afastá-la de nossos pecados; reconcilia-nos consigo mesmo e, por meio de sua intercessão, repleta de graça e misericórdia, prepara-nos um meio de acesso ao seu trono, apresentandoo a pecadores miseráveis, para os quais, de outro de modo, esse trono seria objeto de terror.
Calvino se referiu a diversos exemplos da intercessão de Cristo nos evangelhos. Um desses exemplos foi a segurança pessoal que Cristo outorgou a Pedro dizendo-lhe que, em face do ataque de Satanás, poderia contar com a intercessão dEle em seu favor. Todavia, o principal exemplo é a grande intercessão de Cristo em João 17. O valor crucial dessa oração é que Jesus garantiu a seus discípulos que Ele mesmo é o grande Intercessor em favor deles, não somente neste mundo, mas também quando ascendeu à direita do Pai. Pelo fato de que os crentes têm acesso ao Pai, nós mesmos possuímos um ministério sacerdotal de oração.

O ofício de Cristo como Rei

É claro que o ofício de Cristo como rei também está intimamente conectado com sua obra sacerdotal de oferecer um sacrifício suficiente na cruz; por isso, Calvino afirmou: “O reino de Cristo é inseparável de seu sacerdócio”. Esse reino ainda não está consumado, mas foi inaugurado por meio do triunfo de Cristo sobre o pecado e Satanás, na cruz. Foi este retrato maravilhoso do Christus Victor (“Cristo, o Vitorioso”) que Calvino nos apresentou ao comentar Colossenses 2.14-15: “Portanto, não é sem razão que Paulo celebra com magnificência o triunfo que Cristo obteve na cruz, como se a cruz, o símbolo
da ignomínia, tivesse sido convertida em uma carruagem de triunfo”.
Em certo sentido, esse reino já está estabelecido. Como R. C. Sproul escreveu: “É uma realidade presente. Está agora invisível ao mundo. Mas Cristo já ascendeu... Neste exato momento, Ele reina como o Rei dos reis e Senhor dos senhores... Os reis deste mundo e todos os governantes seculares podem ignorar esta realidade, mas não podem desfazê-la”.
Contudo, nesta vida sempre existe um “ainda não” em nossas convicções sobre o reino. Não somente nos gloriamos na inauguração invisível do reino, como também esperamos com alegria indizível aquele dia em que o invisível se tornará visível e todo joelho se dobrará diante do “herdeiro de todas as coisas” (Hb 1.2). Enquanto isso, precisamos reconhecer a verdade da afirmação de Calvino: “Todo o reino de Satanás está sujeito à autoridade de Cristo”. Novamente, em seu sermão sobre Isaías 53, Calvino nos exorta: “Não nos limitemos aos sofrimentos de Cristo, mas vinculemos a ressurreição à morte e saibamos que Ele, tendo sido crucificado, está assentado como substituto de Deus, seu Pai, para exercer domínio soberano e possuir toda a autoridade tanto no céu como na terra”.
Calvino enfatizou as seguintes características do ofício de Cristo como rei:

• O reino é espiritual, não material. Ele esclareceu essa afirmação citando as palavras de Jesus registradas no evangelho de João: “O meu reino não é deste mundo” (Jo 18.36). Calvino escreveu: “Vemos que tudo que é terreno e do mundo é temporário e logo se desvanece”. Em seguida, ele ressaltou essa verdade dizendo: “Temos, portanto, de saber que a felicidade prometida em Cristo não consiste de vantagens exteriores — tais como: levar uma vida tranqüila e prazerosa, ser bastante rico, estar protegido de toda injúria e ter abundância de deleites, vantagens essas que a carne está acostumada a anelar —, e sim da vida celestial”.

• O reino de Deus está dentro de vós (Lc 17.21). Calvino pensava ser provável que nessa ocasião Jesus estava respondendo aos fariseus que talvez Lhe houvessem pedido, em atitude de menosprezo, que mostrasse suas insígnias. Por isso, Calvino escreveu: Não podemos duvidar que seremos vitoriosos contra o Diabo, o mundo e tudo que pode prejudicar-nos... Mas, a fim de impedir aqueles que já estavam sobremodo inclinados às coisas terrenas, por viverem há muito em suas pompas, Ele os ordena a incutir em sua consciência o fato de que “o reino de Deus... é... justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”. Essas palavras nos ensinam brevemente o que o reino de Cristo nos outorga. Não sendo humano, nem carnal, nem, por isso, sujeito à corrupção, e sim espiritual, o reino nos ergue à vida eterna, de modo que possamos viver pacientemente, no presente, em meio a labuta, fome, frio, desprezo, desgraça e outras inquietações, contentes com isto: o nosso Rei jamais nos abandonará, mas suprirá nossas necessidades, até que nossa guerra acabe e sejamos chamados ao triunfo... Visto que Ele nos arma e nos capacita pelo seu poder, nos veste com seu esplendor e magnificência e nos enriquece com seus tesouros, encontramos nisso o mais abundante motivo de gloriar-nos.
Todo o conceito do ofício tríplice de Cristo foi aplicado por Calvino à necessidade espiritual do homem. Cegos por natureza e ignorantes da verdade, precisamos da revelação que veio por meio de Jesus Cristo, pois Ele é nosso Profeta e Mestre. Acima de tudo, Ele nos mostra onde achamos a verdade acerca de nós mesmos, do pecado, da salvação, do perdão para o pecado e da paz com Deus — e tudo isso, nas Sagradas Escrituras. Como J. F. Jansen disse, “Calvino, à semelhança de Lutero, jamais esqueceu
que toda a Bíblia é a manjedoura em que achamos a Cristo”.
No entanto, a triste situação do homem não é apenas que somos ignorantes quanto a Deus e à verdade. Somos também pecadores, culpados, objetos da ira de Deus e não temos esperança de salvar a nós mesmos. Nesta situação em que não temos qualquer acesso a Deus, Jesus Cristo surge como nosso Mediador, conduzindo-nos ao Pai mediante um novo e vivo caminho, oferecendo-se a Si mesmo como um perfeito sacrifício e expiando, por meio desse sacrifício, o nosso pecado. Calvino fez a distinção de que o sacerdócio anterior podia somente tipificar a expiação por meio do sacrifício de animais
e de que Cristo realizou a expiação pelo sacrifício de Si mesmo.
Finalmente, o pecador necessita do conhecimento da verdade e da reconciliação com Deus, mediante a morte de seu Filho. Necessita também da liberdade do poder de Satanás e de ser transportado para o reino de Deus. Precisamos que a poderosa mão do Rei dos reis esteja sobre nós para guiar-nos, governar-nos e subjugar, diariamente, em nós, tudo que O entristece.
A essência de toda a questão é que Calvino se preocupava, em todos os seus escritos, pregação, oração e viver, com aquilo que Abraham Kuper chamou de “um sistema de vida”. Esse sistema extraía seu poder de Cristo em uma vida na qual Ele tinha a supremacia completa. Foi em benefício de vidas transformadas que Calvino viveu, pregou, ensinou, orou e morreu — tudo que exaltasse e glorificasse a Cristo. “Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” (Ap 1.5b-6).
Sempre achei que nada resume tão admiravelmente a vida Calvino como as duas estrofes do hino “Saudação a Jesus Cristo”, que lhe é atribuído:

Saúdo a Ti, que és meu firme Redentor,
Única confiança e Salvador do meu coração,
Que sofreste tanta dor, aflição e infortúnio,
Por causa de minha indignidade e miséria;
Rogo-Te que de nosso coração todo pesar,
Angústia e tolice inúteis cuides em remover.
Tu és o Rei de misericórdia e graça,
Que reinas onipotente em todo lugar:
Vem, ó Rei, digna-te reger nosso coração
E dominar todo o nosso ser;
Brilha em nós por tua luz e leva-nos
Às alturas de teu dia puro e celestial.


Extraído do livro John Calvin: a heart for devotion, doctrine, and doxology. Capítulo 9. Editado por Burk Parsons (Reformation Trust, Orlando, 2008).

FONTE: Revista Fé Para Hoje, N. 35 - Ano 2009, Ed Fiel

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O PEREGRINO




peregrino é uma narrativa cheia de emoção e suspense. Bunyan relata a viagem de Cristão, um peregrino espiritualmente abatido que viaja rumo à Cidade Celestial. No decorrer da aventura, ele se encontra com personagens de carne e osso, mas que possuem nomes alegóricos, tais como Evangelista, Adulação, Malícia, Apoliom e Vigilância. Passa por lugares sombrios e medonhos, como o Desfiladeiro do Desespero, o Pântano da Desconfiança, a Feira das Vaidades e o Rio da Morte. Surge em cada encruzilhada um novo desafio que ameaça sua chegada ao destino final. O enredo mescla-se à interpretação simbólica, e o resultado é uma incrível experiência literária e espiritual.
O peregrino é a maior obra de ficção na história do cristianismo. Para milhões de leitores, a história de Cristão serve como supremo modelo de perseverança em meio a dificuldades.

Sobre o autor
John Bunyan (1628-1688) foi pastor e escritor inglês.


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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

JESUS, A LUZ DO MUNDO.



João 8.12
Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida, Jo 8.12


No dia 21 de Dezembro de 1879 um americano chamado Thomas Edson inventou a lâmpada incandescente e Como não adiantava de nada ter lâmpada sem ter eletricidade, ele criou em 1882 a primeira usina elétrica, em Nova York. Sendo assim, a lâmpada não é tão velha assim, ela completa 130 anos de idade, o Brasil é mais velho que a lâmpada.
Trazendo essa realidade para a Bíblia, notamos que o Senhor Jesus toma como exemplo a sua época e cultura para mostrar que o mundo está nas trevas profundas. Diante de tudo isso quero ilustrar uma história para que vocês compreendam o que realmente Jesus queria dizer com essas palavras:

Uma história fala de um homem que conhecia muito bem a estrada por onde andava, conhecia tanto que andava até a noite, sem nenhuma preocupação, porém durante o dia alguém cavou um buraco muito profundo, mas o homem desconhecia a existência desse buraco. Certo dia caminhando a noite por aquela estrada, o homem caiu naquele buraco e após alarmados pedidos de socorro ele deito esperando o dia amanhecer para sair do buraco e quando estava quase adormecendo ouviu algumas vozes pela estrada e voltou a pedir socorro, as pessoas correram para buscar uma lanterna e uma corda para tira-lo do buraco e enquanto não chegavam ele deitou-se e adormeceu novamente. Quando as pessoas chegaram para resgatá-lo, jogaram a corda e a lanterna para ele e quando ele ilumina o buraco, ele percebe que está cheio de serpentes, aranhas venenosas, escorpiões e lagartos.

Qual é a moral dessa história? Enquanto ele estava nas trevas e no escuro ele dormiu junto da morte. Mas quando chegou a luz ele pode então verificar o grande perigo que corria. Ao chegar a luz ele pode então ver o que estava ao seu redor.... Porque a luz nos mostra o perigo que está a nossa volta!! Enquanto os pecadores não buscarem a luz do mundo que é Cristo, eles continuaram correndo um grande perigo, perigo esse que está conduzindo a muitos para a condenação eterna.
O que é a “luz”? Todos sabemos que a luz é a ausência de trevas, mas devemos entender que a questão aqui é a separação entre a luz e as trevas. Lemos já no início da Bíblia: “...e (Deus) fez separação entre a luz e as trevas” (Gn 1.4b). Podemos notar que é impossível as trevas se unirem com a luz. Não há como fazer essa experiência, nem que a ciência tente ela irá unir as trevas com a luz.
A vinda de Jesus significa exatamente isso: separação! Ou você crê e aceita que Jesus Cristo veio em carne, viveu uma vida sem pecado e sacrificou a si mesmo, derramando Seu sangue na cruz do Calvário pelos seus pecados, e que assim você tornou-se um filho da luz; ou você rejeita essa verdade eterna e continua sendo um filho das trevas, andando assim nas trevas. Em Isaías 60.1, 2 nos é dito: “LEVANTA-TE, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti. Porque, eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti.” No versículo 2 de Isaías 60 não diz apenas “eis que as trevas cobrem a terra”, mas prossegue: “e a escuridão, os povos”. Essa é a realidade em nosso mundo. As trevas não encobriram apenas o mundo, mas a todos os povos. A escuridão é algo terrível, porque ela impede que vejamos qualquer coisa. Por exemplo, se você entrar no porão de uma casa ou em outro lugar escuro durante a noite, sem dispor de uma luz, correrá sério perigo de se machucar. É isso que a Bíblia nos comunica: todas as pessoas na terra estão em sério perigo, não apenas em sua vida presente, mas também quanto à eternidade. Portanto, é extremamente importante que se cheguem à luz.
Quando Jesus, a luz do mundo, o Verbo (a Palavra) de Deus, fez-se carne e habitou entre nós, Ele ofereceu a luz a todos, dizendo: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12). João, porém, declarou: “E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”, Jo 1.5. Podemos perguntar: Porque as trevas não compreenderam? A resposta está em Jo 3.19-20: “Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque, todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas”. As trevas não compreendem a luz, isso quer dizer que os homens amaram mais as trevas, ou seja mas o inferno. Enquanto o homem não se arrepender dos seus pecados e se voltar para Cristo, ele continua amando as trevas, pois “todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas” V. 20. Podemos até dizer que não fazemos o mal para ninguém, porém quando somos desobedientes a Deus, negando o Senhor Jesus Cristo, deixando de confessar a ele os nossos pecados e arrependidos não nos entregamos a Ele, tudo isso se constitui em mal, sendo assim passivo de punição eterna. Podemos observa alguns aspectos de Jesus como a luz deste mundo:

1. Santidade:

O nosso Senhor Jesus é Santo, e sua santidade lhe foi inerente mesmo quando caminhou com os homens neste mundo de pecado e horrores. Fez-se homem, viveu neste mundo, cumpriu Seu misericordioso propósito de ensinar o caminho da Salvação aos homens, permanecendo, sempre, Puro e Santo, sem pecados de qualquer sorte. Santidade esta que refletia-se em toda sua conduta, misericórdia e amor. Basta observarmos que Cristo, sendo Santo, estendeu sua mão para aqueles que, sendo pecadores, entregavam-se de todo coração. Vejam-se os exemplos de Zaqueu (Lc 19.1-10), da mulher adúltera (Jo 8.1-11), entre muitos outros. Jesus, em toda sua Santidade, é misericordioso para nos perdoar enquanto homens imperfeitos que somos.

2. Perfeição:

Jesus foi perfeito em seu agir, em suas palavras, em sua glória, em sua misericórdia, em seu esplendor, em seu amor, etc. O atributo da perfeição tem um papel fundamental, qual seja, o de diferenciar a natureza de Cristo da natureza dos Homens. Mesmo nesta terra, sendo homem de carne e osso tal qual somos todos nós, Cristo evidenciou sua perfeição, não podendo ser comparado com qualquer homem, pretérito ou futuro.

3. Justiça:

Pregamos sempre o amor de Cristo pelas almas perdidas, porém nos esquecemos de que o seu amor também é revelado na sua justiça. Cristo é Justo quando condena uma pessoa que sempre o tem negado em sua vida inteira. Em 1 Cor 15.52 nos é dito que “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. Essa palavra é para aqueles que durante a sua vida neste mundo serviram por inteiro ao Senhor Jesus, entregando-lhe assim a sua vida aos seus cuidados, pois aquele que crer em Cristo, nos diz a Palavra: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”, Jo 11.25. Mas aqueles que continuam negando o Senhor Jesus também será negado diante do Pai que está nos céus (Mt 10.33), e ouvirá no dia do juízo final: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos”, Mt 25.41. Diante de tudo isto eu quero lhe perguntar: O que você vai querer ouvir, quando Cristo voltar como Juiz? “Vinde, benditos do meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado, desde a fundação do mundo”, Mt 25.34 ou “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno...”, Mt 25 41. Espero que você observe o versículo 34, pois Jesus é Justiça.

Isso tudo nos faz refletir o quanto é importante para nós, termos Jesus como a nossa luz e em meio a isso tudo, podemos aprender que:

1. Quem segue a Jesus Jamais andará nas trevas, pois ele é a sua luz;

2. Além de não andar em trevas, aquele que segue a Jesus, são conduzidos a vida eterna;

3. Aquele que ouve a voz do bom Pastor que é Jesus, jamais se perderam nem cairão no abismo eterno – disse Jesus: “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido”, Jo 10.14. Jesus conhece as suas ovelhas porque quando Ele chama elas atendem a sua voz: “As ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz”, Jo 10.4.

Há uma oportunidade para o pecador ser perdoado e salvo, e essa oportunidade é seguir a luz do mundo e entrar pela porta da salvação que é Cristo, Jesus disse: “Eu sou a porta: se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens”, Jo 10.9. Devemos nos lembrar que a Bíblia nos diz que o ladrão veio para roubar, matar e destruir, mas Jesus veio a este mundo para que tenhamos vida em quantidade, mas para que hoje tivéssemos vida Jesus deu a sua própria vida, Jesus disse: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir: eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.
Eu sou o bom Pastor: o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”, Jo 10. 10, 11.
Se você deseja sair das trevas dos pecados, venha para a luz que é Cristo, se deseja mudar de vida, venha para a verdadeira vida que é Jesus e se você deseja ser salvo do inferno, entre pela porta da salvação que é Cristo.
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Rev. Davi Nascimento

sábado, 14 de novembro de 2009

A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO - Karl Barth


Deus utiliza como lhe apraz o serviço de um homem que fala em Seu Nome a seus contemporâneos, por meio de um texto bíblico. Este homem obedece assim a vocação que recebeu na Igreja e, por este ministério, à Igreja se conforma a sua missão.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

OS CINCO PONTOS DO CALVINISMO

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Aqui está uma resposta Biblica e fiel do que nós cremos no que diz respeito a nossa SALVAÇÃO em Cristo. Este livro e uma resposta aos cinco pontos do Arminianismo sobre a salvação. Baixe e seja edificado!

O CATECISMO MAIOR DE WESTMINSTER

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Este é um dos Simbolos de fé das Igrejas Presbiterianas Reformadas. Baixe e Conheça!

O BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER

O Breve Catecismo de Westminster é um dos Simbolos de Fé das Igrejas Presbiterianas Reformadas. Baixe e conheça!

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER


A Confissão de Fé de Westminster é um dos Simbolos de fé das Igrejas Presbiterianas Reformadas. Baixe e conheça.

A CRUZ DE CRISTO - JOHN STOTT

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Ao ousar escrever (e ler) um livro a respeito da cruz, há, é claro, um grande perigo de presunção. Isto, em parte, advém do fato de que o que realmente aconteceu quando "Deus estava reconciliando consigo mesmo o mundo em Cristo" é um mistério cujas profundezas passaremos a eternidade examinando; e, em parte, porque seria mui¬tíssimo impróprio fingir um frio desprendimento à medida que con¬templamos a cruz de Cristo. Quer queiramos, quer não, estamos envolvidos. Nossos pecados o colocou aí. De sorte que, longe de nos elogiar, a cruz mina nossa justiça própria. Só podemos nos aproximar dela com a cabeça curvada e em espírito de contrição. E aí perma¬necemos até que o Senhor Jesus nos conceda ao coração sua palavra de perdão e aceitação, e nós, presos por seu amor, e transbordantes de ação de graças, saíamos para o mundo a fim de viver as nossas vidas no serviço dele - John Stott.
Baixe este Livro e veja o quanto é importante para nós, nos aproximar-mos da cruz de Cristo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Como Ler a Bíblia - Charles H. Apugeon

Nesta obra o principe dos pregadores nos mostra o quão é importante para os verdadeiros servos do Senhor Ler A Bíblia. Baixe e veja você mesmo esta importância.

Teologia Sistemática - Loís Berkhof


Se prepare melhor na area de teologia Sistemática baixando este livro.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A DOUTRINA DO INFERNO

A Doutrina do Inferno
por
Vicent Cheung


Abaixo está um sumário da minha posição com respeito à doutrina do inferno. Alguns dos pontos (ou os detalhes específicos dentro daqueles pontos) são impopulares e controversos. Eu estou ciente das objeções; eu já as estudei e considerei cuidadosamente; e possuo respostas biblicamente e racionalmente definidas contra elas. Já fornecei algumas destas em meus livros e artigos, e pretendo tratar das restantes em escritos futuros. Assim, até que argumentos bíblicos inegáveis sejam oferecidos para refutar qualquer um dos pontos que se seguem, ou qualquer um dos detalhes dos mesmos, devo considerar todos eles como bíblicos e coerentes, e, dessa forma, necessários e inegociáveis.
Eu tenho fortemente declarado minha insistência sobre estes pontos, pois estou ciente de que algumas das minhas crenças sobre o assunto são apaixonadamente confrontadas por muitas pessoas, incluindo cristãos reformados. Contudo, a verdade é que, se removermos todas as suposições anti-bíblicas, desnecessárias e injustificadas que são tão amplamente afirmadas, tornar-se-á claro que os seguintes pontos representam a única posição bíblica e coerente.
Dito isto, apresento a você os seguintes 10 pontos:


1. O inferno é um lugar criado para os espíritos réprobos, tanto dos anjos como dos homens.


2. O inferno é um lugar cujos habitantes foram soberanamente e incondicionalmente criados por Deus para condenação.


3. O inferno é um lugar no qual Deus exige castigos não-redentivos, mas vindicativos, dos seus habitantes.


4. O inferno é um lugar no qual Deus ativamente causa tormento eterno, consciente e extremo nos seus habitanets.


5. O inferno é um lugar no qual Deus demonstra Sua justiça, retidão, ira e poder, e através do qual Ele glorifica a Si mesmo.


6. O inferno é um lugar que Deus soberanamente criou, e tudo o que Deus faz é certo e bom por definição; portanto, é certo e bom que Deus tenha criado o inferno.


7. O inferno é um lugar que Deus soberanamente criou, e através do qual Ele glorifica a Si mesmo; portanto, é pecaminoso desaprovar ou ter repulsa por sua existência ou propósito, de qualquer jeito.


8. O inferno é um lugar que Deus soberanamente criou, e através do qual Ele glorifica a Si mesmo; portanto, é certo e bom oferecer louvor reverente e exuberante e ação de graças à Deus por sua criação, existência e propósito.


9. O inferno é um lugar sobre o qual Deus adverte na Escritura, e sobre o qual Cristo pregou em Seu ministério na terra; portanto, é certo e bom para os crentes pregar sobre o inferno, e pregar sobre a única forma de evitá-lo, que é a fé em Jesus Cristo, soberanamente concedida por Deus àqueles que Ele escolheu para salvação.


10. O inferno é um lugar que Deus predestinou para os réprobos; portanto, embora seja certo e bom pregar indiscriminadamente o evangelho a todos os homens, para chamar os eleitos e endurecer os réprobos, é errado e pecaminoso pregar como se Deus desejasse sinceramente a salvação dos réprobos, ou como se fosse possível para os réprobos receberem a fé e serem salvos.

Nota sobre #2: Qualquer condição que pareça correlacionar com a reprovação de Deus de um indivíduo, foi, em primeiro lugar, soberanamente decretada por Deus para ser parte deste indívuduo. Uma pessoa é escolhida para o inferno não por (ou sobre qualquer condição determinada por) seu próprio “livre”-arbítrio (que não existe de forma alguma), mas pela vontade soberana de Deus, que também soberanamente decretou e ativamente forneceu todas as condições que o próprio Deus considera apropriadas e necessárias, tais como o pecado e a incredulidade.


Nota sobre #6: Encontramos uma analogia na existência/criação do mal. Embora o mal seja mal (o mal não é bom), visto que o mal existe somente porque Deus ativamente e soberanamente o decretou (não passivamente ou permissivamente), portanto, é bom que exista o mal. Em outras palavras, o mal é mal (o mal não é bom), mas o decreto de Deus é bom –– isto é, Seu decreto de que o mal deveria existir por Sua vontade e poder ativo. Colocando isso de uma forma simples: o mal é mal, e não bom, mas Deus não errou em decretar o mal; Ele fez uma coisa certa e boa em decretar o mal. Da mesma forma, Deus fez uma coisa certa e boa ao criar o inferno e ao soberanamente, ativamente e incondicionalmente pré-determinar a condenação dos réprobos.


Nota sobre #7: É certo e apropriado considerar e discutir o assunto com temor e tremor, conhecendo a severidade e o poder de Deus, mas é errado e pecaminoso considerar e discutir o assunto de uma forma que, mesmo remotamente, implique numa desaprovação ou repulsa para com o inferno, como que dizendo que Deus fez algo errado ao criá-lo. Desaprovar ou ter repulsa pelo inferno não é um sinal de compaixão bíblica, mas um sinal de rebelião pecaminosa, que deseja o bem-estar e o conforto humano aparte da fé e da santidade, e aparte da dependência da graça de Deus.
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Fonte: www.monergismo.com/

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

IGREJA CATÓLICA E O RECUO DO MARTELO

A IGREJA CATÓLICA E O RECUO DO MARTELO


A Igreja Católica Romana sempre foi contra o progresso do Reino de Deus pelo fato de negar a INERRÂNCIA DAS SAGRADAS ESCRITURAS. Ela perseguiu milhares de cristãos; fez vista grossa sobre o holocausto de seis milhões de judeus europeus durante a 2a Guerra Mundial; permite o celibato fazendo com que muitos dos seus sacerdotes enfraqueçam-se sexualmente, como é o caso de uma diocese nos E.U. A, que abriu falência após 133 casos de abusos sexuais, denunciados ao ministério publico americano, o bispo da diocese diz: "Entrar com um pedido no Capítulo 11 [da lei de falência] é a melhor oportunidade, dados os recursos limitados, para dar o tratamento mais justo possível a todas as vítimas de abuso sexual por padres da nossa diocese.”(Fonte: http://noticias.br.msn.com/), o advogado Thomas Neuberger, que representa 88 vítimas, rebateu as argumentações do bispo dizendo em nota à imprensa: "Este pedido é o mais recente e triste capítulo na história de décadas de acobertamento destes crimes condenáveis para manter em segredo a responsabilidade e cumplicidade do abuso de centenas de crianças católicas".
Com base nesta triste realidade em que se encontra milhares de pessoas que são iludidas por essa falsa religião só temos que clamar ao Senhor da Glória que venha intervir, para que milhões de pessoas não adentre o inferno sem conhecer a pureza da Palavra de Deus. Por séculos vimos a Igreja Católica ensinando que ela nunca falha, e que a autoridade do papa é suprema e inerrânte, portanto nem a igreja nem o papa erram em sua decisões e conceitos. Crescemos aprendendo esse falso ensino, mas de uns anos pra cá vemos a Igreja Católica reconhecendo que errou e o seu representante e cabeça (o papa), pedindo perdão publicamente. Não é estranho? Como pode, uma igreja que tem as chaves do céu e do inferno, errar e reconhecer que errou? Isso não contradiz a sua tão defendida e idolatrada tradição? E os seus dogmas? ...Preciso falar mais nada...
O fato é que podemos presenciar que nestes dias a Igreja Católica estar vivendo o “recuo do Martelo”. Meu caro leitor, você sabe o que significa o “recuo do martelo?” Não? Eu vou explicar: Quando você esta trabalhando em algum projeto ou até mesmo obras, e que você precisa pregar alguns pregos em uma tabua, o que você faz? Posiciona o prego no local desejado e se prepara para dar a primeira martelada, mas antes de dar a tão esperada martelada, você recua o martelo para traz e ai bate; o martelo baterá com muita força no prego, pois você recuou o seu martelo.
O que eu quero com essa breve ilustração? Lhe ensinar como trabalhar com o martelo? Não, meu bom leitor, eu não faria isso. O que eu quero dizer é que a Igreja católica tem usado outros recursos para enganar e perseguir as pessoas que pensam biblicamente. No passado ela usou a fogueira, a guilhotina, a forca e outros recursos para impor suas ideologias e conceitos dogmáticos, mas agora ela usa o chamado ecumenismo, a renovação carismática, o papa pedindo perdão pela pratica da inquisição e agora o “cabeça da igreja Católica e chefe supremo”(papa), deseja a volta dos anglicanos ao catolicismo romano: “Há 77 milhões de anglicanos no mundo, e nos últimos anos alguns setores estão descontentes com mudanças em sua Igreja, como a ordenação de sacerdotisas e a nomeação de bispos homossexuais. O documento aprovado pelo papa, uma Constituição apostólica, aceita que indivíduos ou grupos anglicanos se unam ao Catolicismo romano sem abrir mão de algumas das suas tradições. As novas regras, que entram em vigor brevemente, não afetam o celibato clerical católico, e mantém a antiga prática de permitir que um padre anglicano casado mantenha seu matrimônio caso se converta”, (Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/).
Satanás ataca de várias formas e uma delas é que ele se apresenta como anjo de luz. Como diz um ditado no nordeste, “o morcego morde e assopra”. Precisamos nos apegar mais aos ensinos da Sagradas Escrituras, pois ela nunca erra. A Confissão de Fé de Westminster nos diz em seu capitulo 10, Art. IV, que: “A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus” (II Tim. 3:16; I João 5:9, I Ts. 2:13). Isto quer dizer que para crer na autoridade das Escrituras, não dependemos de homens (papas), ou igrejas (Catolicismo e outras religiões que desprezam a Bíblia), mas única e exclusivamente de Deus. Mais na frente a Confissão de Fé nos diz que: “A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente”, Cap. 1, Art. IX (At. 15: 15; João 5:46; II Pedro 1:20-21). Não precisamos de tradições ou dogmas humanos para entender a vontade de Deus para a sua igreja, pois a Bíblia é infalível em nos revelar o que Deus quer de nós. O papa é falível, porem a Bíblia é infalível; a Igreja Católica é falível, porém a igreja gloriosa que é composta dos salvos é infalível (a igreja gloriosa é composta dos verdadeiros crentes que viveram no passado, os que vivem hoje e os que ainda hão de nascer, ou seja, só os que Deus escolheu).
As decisões e doutrinas que a igreja do Senhor professa, deve ser moldada e julgada pela Bíblia, e não pela tradição e dogmas: "O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura", Cap. 1, Art. X (Mt. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10).
Que nos aproximemos mais da Palavra de Deus; que venhamos a ser mais fiéis ao nosso Deus. Devemos estar vigilantes pois quanto mais longo o recuo do martelo, mais forte será a pancada. A igreja Católica está nesse período de paz, felicidade, não persegue mais ninguém, os seus adeptos até andam com a Bíblia hoje na rua, um fato que era proibido no passado, e quem fosse pego com a Bíblia na rua era condenado e a Bíblia era queimada em praça publica. Tenta se aproximar das pessoas e até mesmo de algumas igrejas protestantes quando, “na página 766, volume XIV, da Enciclopédia Católica, lemos: "A Igreja verdadeira (querem dizer a Igreja Católica) não pode tolerar nenhuma igreja estranha a ela". O décimo quarto artigo do decreto do Papa Pio IV, que é uma forma abreviada dos decretos do Conselho de Trento, é citado na página 768 do volume XIV da Enciclopédia da Católica, afirma que "os heréticos não devem ser só excomungados como também justamente executados". A espada, a tocha e a roda têm sido os instrumentos da Igreja Católica há séculos na evangelização e disciplina” (Fonte: http://www.palavraprudente.com.br; Autor: Laurence A. Justice; Tradução: Albano Dalla Pria.
Meditemos sobre este fato, e que sejamos vigilantes ás sutilezas de Satanás, pois ao que vencer: dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus, darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe, lhe darei poder sobre as nações, concederei que se assente comigo, no meu trono, assim como eu venci, e me assentei com meu Pai, no seu trono – Palavras de Jesus, (Ap. 2. 7, 17 , 23 – 3.21).

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espiríto diz ás igrejas, Ap. 3.22.
Pr. Davi Nascimento

sábado, 17 de outubro de 2009

A Presciência de Deus
Por
Arthur W. Pink

Que controvérsias têm sido engendradas por este assunto no passado! Mas que verdade das Escrituras Sagradas existe que não se tenha tornado em ocasião para batalhas teológicas e eclesiásticas? A deidade de Cristo, Seu nascimento virginal, Sua morte expiatória, Seu segundo advento; a justificação do crente, sua santificação, sua segurança; a Igreja, sua organização, oficiais e disciplina; o batismo, a ceia do Senhor, e uma porção doutras preciosas verdades que poderiam ser mencionadas. Contudo, as controvérsias sustentadas não fecharam a boca dos fiéis servos de Deus; então, por que deveríamos evitar a disputada questão da presciência de Deus porque, com efeito, há alguns que nos acusarão de fomentar contendas? Que outros se envolvam em contendas, se quiserem; nosso dever é dar testemunho segundo a luz a nós concedida.

Há duas coisas referentes à presciência de Deus que muitos ignoram: o significado do termo e o seu escopo bíblico. Visto que esta ignorância é tão amplamente generalizada, é fácil aos pregadores e mestres impingir perversões deste assunto, até mesmo ao povo de Deus. Só há uma salvaguarda contra o erro: estar firme na fé. Para isso, é preciso fazer devoto e diligente estudo, e receber com singeleza a Palavra de Deus infundida. Só então ficamos fortalecidos contra as investidas dos que nos atacam. Hoje em dia existem os que fazem mau uso desta verdade, com o fim de desacreditar e negar a absoluta soberania de Deus na salvação dos pecadores. Assim como os seguidores da alta crítica repudiam a divina inspiração das Escrituras e os evolucionistas a obra de Deus na criação, alguns mestres pseudo-bíblicos andam pervertendo a presciência de Deus com o fim de pôr de lado a Sua incondicional eleição para a vida eterna.

Quando se expõe o solene e bendito tema da preordenação divina, e o da eterna escolha feita por Deus de algumas pessoas para serem amoldadas à imagem do Seu Filho, o diabo envia alguém para argumentar que a eleição se baseia na presciência de Deus, e esta “presciência” é interpretada no sentido de que Deus previu que alguns seriam mais dóceis que outros, que responderiam mais prontamente aos esforços do Espírito e que, visto que Deus sabia que eles creriam , por conseguinte, predestinou-os para a salvação. Mas tal declaração é radicalmente errônea. Repudia a verdade da depravação total, pois defende que há algo bom em alguns homens, Tira a independência de Deus, pois faz com que os Seus decretos se apóiem naquilo que Ele descobre na criatura. Vira completamente ao avesso as coisas, porquanto ao dizer que Deus previu que certos pecadores creriam em Cristo e, por isso, predestinou-os para a salvação, é o inverso da verdade. As Escrituras afirmam que Deus, em Sua soberania, escolheu alguns para serem recipientes de Seus distinguidos favores (Atos 13:48) e, portanto, determinou conferir-lhes o dom da fé. A falsa teologia faz do conhecimento prévio que Deus tem da nossa fé a causa da eleição para a salvação, ao passo que a eleição de Deus é a causa , e a nossa fé em Cristo, o efeito .

Antes de continuar discorrendo sobre este tema, tão erroneamente interpretado, façamos uma pausa para definir os nossos termos. Que se quer dizer por “presciência”? “Conhecer de antemão”, é a pronta resposta de muitos. Mas não devemos tirar conclusões precipitadas, nem tampouco apelar para o dicionário do vernáculo como o supremo tribunal de recursos, pois não se trata de uma questão de etimologia do termo empregado. O que é preciso é descobrir como a palavra é empregada nas Escrituras. O emprego que o Espírito Santo faz de uma expressão sempre define o seu significado e escopo. Deixar de aplicar esta regra simples tem causado muita confusão e erro. Muitíssimas pessoas presumem que já sabem o sentido de certa palavra empregada nas Escrituras, pelo que negligenciam provar as suas pressuposições por meio de uma concordância. Ampliemos este ponto.

Tomemos a palavra “carne”. Seu significado parece tão óbvio, que muitos achariam perda de tempo examinar as suas várias significações nas Escrituras. Depressa se presume que a palavra é sinônima de corpo físico e, assim, não se faz pesquisa nenhuma. Mas, de fato, nas Escrituras “carne” muitas vezes inclui muito mais que a idéia de corpo. Tudo que o termo abrange, só pode ser verificado por uma diligente comparação de cada passagem em que ocorre e pelo estudo de cada contexto, separadamente.

Tomemos a palavra “mundo”. O leitor comum da Bíblia imagina que esta palavra equivale a “raça humana” e, conseqüentemente, muitas passagens que contêm o termo são interpretadas erroneamente. Tomemos a palavra “imortalidade”. Certamente esta não requer estudo! É óbvio que se refere à indestrutibilidade da alma. Ah, meu leitor, é uma tolice e um erro fazer qualquer suposição, quando se trata da Palavra de Deus. Se o leitor se der ao trabalho de examinar cuidadosamente cada passagem em que se acham “mortal” e “imortal”, verá que estas palavras nunca são aplicadas à alma, porém sempre ao corpo.

Pois bem, o que acabamos de dizer sobre “carne”, “mundo”, e “imortalidade”, aplica-se com igual força aos termos “conhecer” e “pré-conhecer”. Em vez de imaginar que estas palavras não significam mais que simples cognição, é preciso ver que as diferentes passagens em que elas ocorrem exigem ponderado e cuidadoso exame. A palavra “presciência” (pré-conhecimento) não se acha no Velho Testamento. Mas “conhecer” (ou “saber”) ocorre ali muitas vezes. Quando esse termo é empregado com referência a Deus, com freqüência significa considerar com favor, denotando não mera cognição, mas sim afeição pelo objeto em vista. “... te conheço por nome” (Êxodo 33:17). “Rebeldes fostes contra o Senhor desde o dia em que vos conheci ” (Deuteronômio 9:24). “Antes que te formasse no ventre te conheci ... “ (Jeremias 1:5). “... constituíram príncipes, mas eu não o soube ...” (Oséias 8:4). “De todas as famílias da terra a vós somente conheci ...” (Amos 3:2). Nestas passagens, “conheci” significa amei ou designei .

Assim também a palavra “conhecer” é empregada muitas vezes no Novo Testamento no mesmo sentido do Velho Testamento. “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci ...” (Mateus 7:23). “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido ” (João 10:14). “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele” (1 Coríntios 8:3). “... o Senhor conhece os que são seus...” (2 Timóteo 2:19).

Pois bem, a palavra “presciência”, como é empregada no Novo Testamento, é menos ambígua que a sua forma simples, “conhecer”. Se cada passagem em que ela ocorre for estudada cuidadosamente, ver-se-á que é discutível se alguma vez se refere apenas à percepção de eventos que ainda estão por acontecer. O fato é que “presciência” nunca é empregada nas Escrituras em relação a eventos ou ações; em lugar disso, sempre se refere a pessoas . Pessoas é que Deus declara que “de antemão conheceu” (pré-conheceu), não as ações dessas pessoas. Para provar isto, citaremos agora cada uma das passagens em que se acha esta expressão ou sua equivalente.

A primeira é Atos 2:23. Lemos ali: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos”. Se se der cuidadosa atenção à terminologia deste versículo, ver-se-á que o apóstolo não estava falando do conhecimento antecipado que Deus tinha do ato da crucificação, mas sim da Pessoa crucificada: “A este (Cristo) que vos foi entregue”, etc.

A segunda é Romanos 8:29-30. “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho; a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou”, etc. Considere-se bem o pronome aqui empregado. Não se refere a algo , mas a pessoas , que ele conheceu, de antemão. O que se tem em vista não é a submissão da vontade, nem a fé do coração, mas as pessoas mesmas .

“Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu...” (Romanos 11:2). Uma vez mais a clara referência é a pessoas, e somente a pessoas.

A última citação é de 1 Pedro 1:2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai...” Quem são “eleitos segundo a presciência de Deus Pai”? O versículo anterior nô-lo diz: a referência é aos “estrangeiros dispersos”, isto é, a Diáspora, a Dispersão, os judeus crentes. Portanto, aqui também a referência é a pessoas, e não aos seus atos previstos.

Ora, em vista destas passagens (e não há outras mais), que base bíblica há para alguém dizer que Deus “pré-conheceu” os atos de certas pessoas, a saber, o seu “arrependimento e fé”, e que devido a esses atos Ele as elegeu para a salvação? A resposta é: absolutamente nenhuma. As Escrituras nunca falam de arrependimento e fé como tendo sido previsto ou pré-conhecido por Deus. Na verdade, Ele sabia desde toda a eternidade que certas pessoas se arrependeriam e creriam ; entretanto, não é a isto que as Escrituras se referem como objeto da “presciência” de Deus. Esta palavra se refere uniformemente ao pré-conhecimento de pessoas; portanto, conservemos “... o modelo das sãs palavras. . .” (2 Timóteo 1:13).

Outra coisa para a qual desejamos chamar particularmente a atenção é que as duas primeiras passagens acima citadas mostram com clareza e ensinam implicitamente que a “presciência” de Deus não é causativa , pelo contrário, alguma outra realidade está por trás dela e a precede, e essa realidade é o Seu decreto soberano . Cristo “... foi entregue pelo (1) determinado conselho e (2) presciência de Deus” (Atos 2:23). Seu “conselho” ou decreto foi a base da Sua presciência. Assim também em Romanos 8:29. Esse versículo começa com a palavra “porque”, conjunção que nos leva a examinar o que o precede imediatamente. E o que diz o versículo anterior? “... todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles... que são chamados por seu decreto”. Assim é que a “presciência” de Deus baseia-se em Seu decreto (ver Salmo 2:7).

Deus conhece de antemão o que será porque Ele decretou o que há de ser . Portanto, afirmar que Deus elege pessoas porque as pré-conhece é inverter a ordem das Escrituras, é pôr o carro na frente dos bois. A verdade é esta: Ele as “pré-conhece” porque as elegeu . Isto retira da criatura a base ou causa da eleição, e a coloca na soberana vontade de Deus. Deus Se propôs eleger certas pessoas, não por haver nelas ou por proceder delas alguma coisa boa, quer concretizada quer prevista, mas unicamente por Seu beneplácito. Quanto ao por que Ele escolheu os que escolheu, não sabemos, e só podemos dizer: “Sim, ó Pai, porque assim te aprouve” (Mateus li :26). A verdade patente em Romanos 8:29 é que Deus, antes da fundação do mundo, elegeu certos pecadores e os destinou para a salvação (2 Tessalonicenses 2:13). Isto se vê com clareza nas palavras finais do versículo: “... os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”, etc. Deus não predestinou aqueles que “dantes conheceu” sabendo que eram “conformes”, mas, ao contrário, aqueles que Ele “dantes conheceu” (isto é, que Ele amou e elegeu), “predestinou para serem conformes”. Sua conformidade a Cristo não é a causa, mas o efeito da presciência e predestinação divina.

Deus não elegeu nenhum pecador porque previu que creria, pela razão simples, mas suficiente, de que nenhum pecador jamais crê enquanto Deus não lhe dá fé; exatamente como nenhum homem pode ver antes que Deus lhe dê a vista. A vista é dom de Deus, e ver é a conseqüência do uso do Seu dom. Assim também a fé é dom de Deus (Efésios 2:8-9), e crer é a conseqüência do uso deste Seu dom. Se fosse verdade que Deus elegeu alguns para serem salvos porque no devido tempo eles creriam, isso tornaria o ato de crer num ato meritório e, nesse caso, o pecador salvo teria motivo para gloriar-se, o que as Escrituras negam enfaticamente (veja Efésios 2:9).

Certamente a Palavra de Deus é bastante clara ao ensinar que crer não é um ato meritório. Afirma ela que os cristãos vieram a crer “pela graça” (Atos 18:27). Se, pois, eles vieram a crer “pela graça”, absolutamente não há nada de meritório em “crer”, e, se não há nada de meritório nisso, não poderia ser o motivo ou causa que levou Deus a escolhê-los. Não; a escolha feita por Deus não procede de coisa nenhuma existente em nós , ou que de nós provenha, mas unicamente da Sua soberana boa vontade.

Mais uma vez, em Romanos 11:5 lemos sobre “... um resto, segundo a eleição da graça”. Eis aí, suficientemente claro; a eleição mesma é “da graça”, e a graça é favor imerecido , coisa a que não tínhamos direito nenhum diante de Deus.

Vê-se, pois, como é importante para nós, termos idéias claras e bíblicas sobre a “presciência” de Deus. Os conceitos errôneos sobre ela, inevitavelmente levam a idéias que desonram em extremo a Deus. A noção popular da presciência divina é inteiramente inadequada. Deus não somente conheceu o fim desde o princípio, mas planejou, fixou, predestinou tudo desde o princípio. E, como a causa está ligada ao efeito, assim o propósito de Deus é o fundamento da Sua presciência. Se, pois, o leitor é um cristão verdadeiro, é porque Deus o escolheu em Cristo antes da fundação do mundo (Efésios 1:4), e o fez não porque previu que você creria , mas simplesmente porque Lhe agradou fazê-lo; você foi escolhido apesar da tua incredulidade natural. Sendo assim, toda a glória e louvor pertence a Deus somente. Você não tem base nenhuma para arrogar-se crédito algum. Você creu “pela graça” (Atos 15:27), e isso porque a tua própria eleição foi “da graça” (Romanos 11:5).


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Fonte: http://www.monergismo.com/
Bibliografia: Arthur W. Pink. Os Atributos de Deus. Editora PES.





sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O CRISTO DO ARMINIANISMO

O Cristo do Arminianismo
(A doutrina do livre-arbítrio)

por
Rev. Steven Houck
A Bíblia nos adverte de que nos últimos dias, nos quais já vivemos, haverá muitos falsos Cristos – aqueles que se chamando de Cristo são impostores. Jesus disse: “Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.” Mt 24:5
Nós que professamos ser cristãos devemos prestar atenção. Devemos ser muito cuidadosos para não sermos enganados. Fomos chamados para confiar, amar e seguir ao VERDADEIRO Cristo, e somente a Ele!
Nós conhecemos o Cristo das outras religiões. Ele é um homem bom, um profeta, a primeira criação de Deus, um grande espírito, o filho de Deus. Mas esse não é o Deus eterno e verdadeiro. Ele recebe a sua existência de outro que é maior que ele. Este não é o Cristo da Bíblia. Nós somos enganados por este Cristo. Ele é um falso Cristo.
Nós conhecemos o Cristo do Catolicismo romano. Eles professam que ele é o verdadeiro Deus. Ele sofreu e morreu para perdoar os pecadores. Ele ressuscitou, e ascendeu aos céus e virá outra vez. Mas ele não é um Salvador completo. O Cristo do Catolicismo romano não pode salvar os pecadores sem as boas obras e sem a intercessão dos sacerdotes. Este não é o Cristo da Bíblia. Somos enganados por este Cristo. Ele é um falso Cristo.
Sem mais delongas, existe outro falso Cristo que é muito mais perigoso que o Cristo de outras religiões e o Cristo do Catolicismo romano. Ele tem enganado as pessoas por muitos anos e continua a enganar a milhares! Este Cristo é tão perigoso que, se fosse possível, enganaria até os escolhidos (Mt 24:24).
Ele é o Cristo do Arminianismo
Este falso Cristo é extremamente perigoso porque aparenta ser o verdadeiro Cristo de muitas maneiras. Afirmam que ele é o verdadeiro Deus, igual ao Pai e ao Espírito Santo. Dizem que ele morreu na cruz para salvar aos pecadores. Que salva somente pela graça, sem as obras dos homens! Este Cristo nada tem a ver com o Cristo do Catolicismo romano.
Mas muito cuidado! Estejam alertas! Este Cristo do Arminianismo não é o Cristo da Bíblia. Não sejam enganados!
1. O Cristo do Arminianismo: Ama individualmente a todas as pessoas no mundo inteiro e sinceramente deseja sua salvação
O Cristo da Bíblia: decididamente ama e deseja somente a salvação daqueles a quem Deus escolheu incondicionalmente para salvação. (Sl 5:5; 7:11; 11:5; Mt 11:27; Jo 17: 9-10; Hc 2:47; 13:48; Rm 9:10-13, 21-24; Ef 1: 3-4)
2. O Cristo do Arminianismo: oferece salvação a todos os pecadores e faz tudo o que está ao seu alcance para salva-los. Mas sua oferta e poder às vezes são frustrados, porque muitos se negam a vir a ele.
O Cristo da Bíblia: eficazmente chama os eleitos e soberanamente os salva, e nenhum deles se perderá. ( Is 55:11; Jo 5:21; 6:37-40; 10:25-30: 17:2; Fl 2:13)
3. O Cristo do Arminianismo: não pode regenerar nem salvar um pecador, sem que primeiro este se entregue a Cristo com o seu “livre arbítrio” com o qual podem decidir aceitar ou rejeitar a Cristo. Esse “livre arbítrio” não pode ser violado por Cristo.
O Cristo da Bíblia: soberanamente regenera o pecador eleito à margem do seu “livre arbítrio”. Porque sem a regeneração, o pecador morto espiritualmente, não pode escolher a Cristo. A Fé não é uma contribuição do homem para sua salvação, mas sim uma dádiva de Deus que parte em seu resgate. (Jo 3:3; 6:44,65; 15:16; Rm 9:16; Ef 2:1,8-10; Fl 1:29; He 12:2)
4. O Cristo do Arminianismo: morreu na cruz por todo o mundo, e assim tornou possível a salvação para cada pessoa. Sua morte, a não ser pela escolha por parte do homem, não foi suficiente para salvar realmente, porque muitos homens por quem ele já morreu estão perdidos.
O Cristo da Bíblia: morreu somente pelos eleitos de Deus, conquistando assim eficazmente a salvação para todos aqueles por quem ele morreu. Sua morte foi uma satisfação vicária, que eficazmente quitou a culpa de seu povo eleito. ( Lc 19:10; Jo 10:14-15, 26; Rm 5:10; Ef 5:25; He 9:12; 1Pe 3:18)
5. O Cristo do Arminianismo: perde a muitos dos que “salvou” porque não continuam na Fé. Assim quando ele lhes dá “certeza de salvação” como dizem, essa segurança não está baseada em Sua Vontade e Poder, mas na escolha do homem quando aceita a Cristo.
O Cristo da Bíblia: preserva o seu povo escolhido de tal maneira que eles não podem perder sua salvação, sendo que ele mesmo a preserva até o fim. Ele nos preserva pela soberana eleição, pela vontade de DEUS, pelo poder da sua morte e pelo grandioso trabalho do seu Espírito. (Jo 5:24; 10:26-29; Rm 8:29-30, 35-39; 1Pe 1:2-5; Jd 24-25)
Como podem ver, há um Cristo do Arminianismo e um Cristo da Bíblia. Podem parecer iguais a primeira vista, mas eles são muito diferentes. Um é falso, e o outro é verdadeiro. Um é débil e sem esperança. Inclina-se ante o soberano “livre arbítrio” do homem. Mas o outro é Senhor que reina, que decide o que lhe compraz e soberanamente cumpre a sua vontade.
Se você crê e serve ao Cristo do Arminianismo, você deve reconhecer que não está servindo ao Cristo da Bíblia. Você está enganado! Estude as Escrituras e conheça ao Cristo verdadeiro. Ore por graça para arrepender-se e confiar no Cristo soberano e salvador que a Bíblia nos apresenta.
Publicado por: Primeira Igreja Reformada Protestante
3641 104th Street
Holland, Michigan 49424

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Tradução: Débora Duarte
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