“Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”, I Cor 3. 11.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
A ORIGEM DA CONFISSÃO E CATECISMOS DE WESTMINSTER
por: A. A. Hodge
A maioria das confissões das igrejas
reformadas e luteranas foi composta por autores individuais, ou por um
pequeno grupo de teólogos a quem coube a tarefa de delinear um padrão de
doutrina. E assim, Lutero e Melancthon foram os principais autores da
Confissão Augsburg, o padrão de fé e laço comum de união das igrejas
luteranas. A Segunda Confissão Helvética foi composta por Bullinger, a
quem a obra foi confiada por um grupo de teólogos suíços; e o celebrado
Catecismo Heidelberg foi composto por Ursino e Oleviano, os quais foram
designados para isso por Frederico III, Príncipe Coroado do Palatinado. A
Antiga Confissão Escocesa, que foi o padrão da Igreja Presbiteriana da
Escócia por quase um século antes da adoção da Confissão Westminster,
foi composta por um comitê de seis teólogos, sob cuja liderança estava
John Knox, designado pelo Parlamento Escocês. Os Trinta e Nove Artigos
da Igreja da Inglaterra e da Igreja Episcopal da América foram
preparados pelos bispos daquela Igreja em 1562, como resultado da
revisão de “Os Quarenta e Dois Artigos de Eduardo VI”, os quais foram
delineados pelo Arcebispo Crammer e o Bispo Ridley, em 1551.
Os Cânones do Sínodo de Dort, de grande
autoridade entre todas as igrejas reformadas, e o Padrão da Igreja da
Holanda, foram, de um lado, delineados por um grande Sínodo
internacional reunido em Dort pelos Estados Gerais dos Países Baixos, e
composto de representantes de todas as igrejas reformadas, com exceção
da França. E a Confissão de Fé e os Catecismos de nossa Igreja foram
compostos por uma grande e ilustre assembleia nacional de teólogos e
civis reunidos em Westminster, Inglaterra, pelo Grande Parlamento, de 1
de julho de 1643 a 22 de fevereiro de 1648. Um relato bastante breve da
mesma é o propósito deste capítulo.
A Reforma na Escócia havia recebido seu
primeiro impulso desde a volta do ilustre Patrick Hamilton, em 1527, do
Continente, onde desfrutara das instruções de Lutero e Melancthon. Ela
não foi em qualquer grau uma revolução política, nem se originou das
classes governantes. Foi puramente uma revolução religiosa, operada
entre as massas populares e a corporação da própria Igreja, sob a
direção, em diferentes tempos, de diversos líderes eminentíssimos, dos
quais os principais foram John Knox e Andrew Melville. “A Igreja da
Escócia arquitetou sua Confissão de Fé e seu Primeiro Livro de
Disciplina, e em sua primeira Assembleia Geral elaborou seu próprio
governo, sete anos antes de receber a sanção da Legislatura. Sua
primeira Assembleia Geral foi reunida em 1560, quando o primeiro Ato do
Parlamento, reconhecendo-a como Igreja Nacional, se deu em 1567.” Ela
continuou a manter num grau equilibrado sua independência da ordem civil
e sua integridade como uma Igreja Presbiteriana até depois que o Rei
Tiago assumiu o trono da Inglaterra. Após isso, através da influência
inglesa e o crescente poder do trono, a independência da Igreja da
Escócia foi amiúde temporariamente destruída. Em resistência a essa
invasão de suas liberdades religiosas, os amigos da liberdade e da
religião reformada entre a nobreza, o clero e o povo escocês
subscreveram o sempre memorável Pacto Nacional, em Edinburgh, em 28 de
fevereiro de 1638, bem como a Liga e Pacto Solenes entre os reinos da
Inglaterra e Escócia, em 1643. “Esta Liga e Pacto Solenes (subscrita
pela Assembleia Geral escocesa, o Parlamento inglês e a Assembleia de
Westminster) obrigou os reinos unidos a promoverem a preservação da
religião reformada na Igreja da Escócia, em doutrina, culto, disciplina e
governo, bem como a reforma da religião nos reinos da Inglaterra e
Irlanda, segundo a Palavra de Deus e o exemplo das melhores igrejas
reformadas.” Foi em apoio do mesmo desígnio de assegurar em ambos os
reinos a liberdade religiosa, uma reforma mais perfeita e uniformidade
eclesiástica, que o povo escocês deu a eficaz corroboração de sua
simpatia ao Parlamento Inglês em sua luta contra Carlos I, e para que a
Igreja escocesa enviasse seus mais eminentes filhos como delegados à
Assembleia em Westminster.
A Reforma na Inglaterra apresenta duas
fases distintas – a de uma genuína obra da graça e a de uma revolução
política e eclesiástica. No primeiro caráter, ela foi introduzida pela
publicação da Palavra de Deus – o Novo Testamento Grego de Erasmo,
publicado em Oxford, em 1517; e a tradução inglesa da Bíblia por
Tyndale, a qual foi enviada de Worms para a Inglaterra em 1526. Pelo uso
da Bíblia inglesa, juntamente com os trabalhos de muitos homens
verdadeiramente piedosos, tanto entre o clero quanto entre os leigos,
uma revolução totalmente popular se operou na religião da nação, e seu
coração tornou-se permanentemente protestante. Os reais reformadores da
Inglaterra, tais como Crammer, Ridley, Hooper, Latimer e Jewell, eram
genuinamente evangélicos e totalmente calvinistas, em plena sintonia e
constante correspondência com os grandes teólogos e pregadores da Suíça e
Alemanha. Isso é ilustrado em seus escritos – nos Quarentas e Dois
Artigos de Eduardo VI, 1551; os presentes artigos doutrinais da Igreja
da Inglaterra, apresentados em 1562; e ainda nos Artigos de Lambeth,
elaborados pelo Arcebispo Whitgift, cerca de 1595.
Ainda que essa obra de genuína reforma
fosse em primeira instância materialmente acrescida pela revolução
político-eclesiástica introduzida por Henrique VIII, e confirmada por
sua filha Rainha Elizabete, foi, não obstante, grandemente impedida e
prematuramente controlada por ela. O “Ato de Supremacia”, o qual fez do
soberano a cabeça terrena da Igreja, e sujeitou todas as questões
doutrinais, a ordem da Igreja e a disciplina, ao seu controle absoluto,
possibilitou Elizabete de manipular as mudanças constitucionais na
Igreja estabelecidas pelo processo de reforma naquele preciso ponto que
foi determinado por seus pendores mundanos e sua ambição de poder. Uma
hierarquia aristocrática, naturalmente mancomunada com a Corte,
tornou-se um instrumento fácil da Coroa na repressão tanto da liberdade
religiosa quanto da liberdade civil do povo. Gradualmente a luta entre o
partido chamado Puritano e o partido repressivo da Corte tornou-se mais
intensa e mais amarga durante todo o período dos reinados de Tiago I e
Carlos I. Um novo elemento de conflito foi introduzido no fato de que o
despótico partido da Corte naturalmente abandonou o calvinismo dos
fundadores da Igreja e adotou aquele arminianismo que tem sempre
prevalecido entre os parasitas do poder arbitrário e os devotos de uma
religião igrejeira e sacramentalista.
A negação de toda reforma e a inexorável
execução do “Ato de Uniformidade”, reprimindo todo dissentimento,
enquanto que roubava ao povo todo traço de liberdade religiosa,
necessariamente chegou a uma extensão tal da prerrogativa real, e a uma
constante afluência de medidas arbitrárias e atos de violência, que a
liberdade civil do indivíduo foi igualmente tripudiada. Por fim, depois
de um intervalo de onze anos de tentativas de governar a nação através
do Star Chamber e da Corte da Alta Comissão, e de ter prorrogado o
refratário Parlamento que se reuniu na primavera daquele ano, o Rei foi
forçado a apelar novamente ao país, que fez subir, em novembro de 1640,
aquela eminente associação subsequentemente conhecida como o Grande
Parlamento. Em maio do ano seguinte, essa associação tornou-se
praticamente independente dos caprichos do Rei, sancionou um Decreto
providenciando que ele só fosse dissolvido com seu próprio
consentimento; e ao mesmo tempo todos os membros de ambas as Causas, com
exceção de dois dos Peers, assinaram um acordo obrigando-os a
perseverar na defesa de sua liberdade e da religião protestante. No
mesmo ano, o Parlamento aboliu a Corte da Alta Comissão e a Star
Chamber; e em novembro de 1642 foi ordenado que depois de 5 de novembro
de 1643 o ofício de arcebispo e de bispo, bem como toda a estrutura do
governo do prelado fossem abolidos.
Em 12 de junho de 1643, o Parlamento
sancionou um Decreto intitulado “Convocação dos Lords e Comuns do
Parlamento para a Convocação de uma Assembleia de Teólogos e outros com
vistas a serem consultados pelo Parlamento para o estabelecimento do
Governo e Liturgia da Igreja da Inglaterra e purificação da Doutrina da
dita Igreja das falsas aspersões e interpretações”. Visto que o governo
preexistente da Igreja por meio de bispos havia cessado de existir, e no
entanto a Igreja de Cristo na Inglaterra permanecia, a única autoridade
universalmente reconhecida que pudesse reunir os representantes da
Igreja em Assembleia Geral era a Legislatura Nacional. As pessoas
destinadas a constituir essa Assembleia eram citadas na convocação, e
compreendiam a flor da Igreja daquela época; subsequentemente, cerca de
vinte e um clérigos foram adicionados para substituírem a ausência de
outros. A lista original incluía os nomes de dez Lords e vinte membros
da Câmara dos Comuns como membros leigos, e cento e vinte e um teólogos.
Homens de todos os matizes de opinião quanto ao governo da Igreja foram
incluídos nessa preclara companhia – episcopais, presbiterianos,
independentes e erastianos. “Na convocação original, quatro bispos foram
chamados, um dos quais realmente atendeu no primeiro dia e outro
justificou sua ausência sob a alegação de cumprimento de um dever; dos
outros convocados, cinco tornaram-se bispos mais tarde, e cerca de vinte
e cinco declinaram atendimento, em parte porque ela não era uma
convocação regular efetuada pelo Rei, e em parte porque a Liga e o Pacto
Solenes eram expressamente condenados por sua majestade.” A Assembleia
Geral Escocesa também enviou como delegados, a Westminster, os melhores e
mais preclaros homens que possuía — ministros: Alexander Henderson, o
autor do Pacto, George Gillespie, Samuel Rutherford e Robert Baillie; e
presbíteros: Lord John Maitland e Sir Archibald Johnston.
Apenas sessenta compareceram no primeiro
dia, e a média de comparecimento durante as prolongadas sessões da
Assembleia variava entre sessenta e oitenta. Desses, a vasta maioria era
presbiteriana, depois que os episcopais se negaram subsequentemente de
assinar a Liga e o Pacto Solene. A vasta maioria dos clérigos puritanos,
segundo o exemplo de todas as igrejas reformadas do Continente, se
inclinava para o presbiterianismo; e em muitos lugares, especialmente na
cidade de Londres e sua circunvizinhança, instalaram-se presbitérios.
Apenas cinco independentes proeminentes
se fizeram presentes na Assembleia, encabeçados pelo Dr. Thomas Goodwin e
pelo Rev. Philip Nye. Esses foram chamados, à luz da atitude de
oposição à maioria que os preocupava, “Os Cinco Irmãos Dissidentes”. A
despeito da minoria de seu número, possuíam considerável influência em
estorvar e finalmente frustrar a Assembleia em sua obra de construção
eclesiástica nacional; e sua influência era devida ao apoio que recebiam
dos políticos fora da Assembleia, no Grande Parlamento, no exército e,
acima de tudo, do grande Cromwell pessoalmente.
Os erastianos, que sustentavam a tese de
que os pastores cristãos são simplesmente mestres, e não governantes na
Igreja, e que todo poder, tanto eclesiástico quanto civil, repousa
exclusivamente no magistrado civil, eram representados na Assembleia por
apenas dois ministros – Thomas Coleman e John Lightfoot, assistidos
ativamente pelo erudito leigo, John Selden. Sua influência era devida ao
fato de que o Parlamento lhes era simpático – e, naturalmente, todos os
políticos mundanos.
O presidente, ou moderador, designado
pelo Parlamento, foi o Dr. Twisse; e depois de sua morte foi sucedido
pelo Mr. Herle. Em primeiro de julho de 1643 a Assembleia, após ouvir um
sermão proferido pelo presidente, na Abadia de Westminster, foi
organizada na Sétima Capela de Henrique. Depois que o frio aumentou,
passaram a reunir-se na “Jerusalém Chamber”, “um agradável aposento na
Abadia de Westminster”. Ao ser toda a Assembleia dividida em três
comissões iguais, para o bom andamento dos assuntos, passaram a fazer o
que estava na primeira pauta a eles determinado pelo Parlamento, ou
seja, a revisão dos Trinta e Nove Artigos, o Credo já existente da
Igreja da Inglaterra. Mas em 12 de outubro, logo depois de assinar a
Liga e Pacto Solenes, o Parlamento ordenou à Assembleia “que
considerasse entre eles aquela disciplina e governo que fossem mais
condizentes com a santa Palavra de Deus”. Consequentemente, passaram
imediatamente à preparação de um Diretório de Governo, Culto e
Disciplina. Sendo prejudicados por constantes controvérsias com as
facções independentes e erastianas, não completaram essa parte de seu
trabalho até próximo ao final de 1644. Então começaram a preparar a
composição de uma Confissão de Fé, sendo designada uma comissão para
preparar e organizar as principais proposições que a comporiam. Essa
comissão consistiu das seguintes pessoas: Dr. Hoyle, Dr. Gouge e Srs.
Herle, Gataker, Tuckney, Reynolds e Vines.
A comissão finalmente se pôs a trabalhar
na preparação da Confissão e dos Catecismos, simultaneamente. “Após
algum progresso feito na elaboração de ambos, a Assembleia resolveu
concluir primeiramente a Confissão, para então construir os Catecismos
segundo o modelo daquela.” Apresentaram ao Parlamento, numa forma
concluída, a Confissão, em 3 de dezembro de 1646, quando a mesma foi
reencaminhada para que a “Assembleia pudesse inserir as notas marginais,
a fim de que cada parte dela fosse provada pela Escritura”. Finalmente
notificaram que estava concluída, com provas bíblicas satisfatórias de
cada proposição individualmente, em 29 de abril de 1647.
O Breve Catecismo foi concluído e
entregue ao Parlamento em 5 de novembro de 1647; e o Catecismo Maior, em
14 de abril de 1648. Em 22 de março de 1648 foi feita uma conferência
entre as duas Casas com o fim de confrontar suas opiniões acerca da
Confissão de Fé, cujo resultado é assim declarado por Rushworth: —
“Neste dia (22 de março), os Comuns, em
conferência, apresentaram aos Lords uma Confissão de Fé conferida por
eles, com algumas alterações (especialmente no que tange a questões de
disciplina), a saber: Que se acha concorde com seus lords, e portanto
com a Assembleia, na parte doutrinal, e desejam que a mesma seja
publicada para que este reino, bem como todas as igrejas reformadas da
Cristandade, não vejam o Parlamento da Inglaterra diferir em doutrina.”
A Confissão de Fé, o Diretório do Culto
Público e os Catecismos, Maior e Breve, foram todos ratificados pela
Assembleia Geral Escocesa, assim que as várias partes da obra foram
concluídas em Westminster.
Em 13 de outubro de 1647, o Grande
Parlamento estabeleceu a Igreja Presbiteriana na Inglaterra em fase
experimental, “até ao final da sessão seguinte do Parlamento, a qual
deveria ser um ano depois dessa data”. Mas antes dessa data o Parlamento
tornou-se subserviente ao poder do exército sob Cromwell. Os
presbitérios e sínodos foram logo substituídos por seu “Committee of
Triers”, quando os ministros presbiterianos foram destituídos em massa
por Carlos II, em 1662.
Depois de concluídos os Catecismos,
muitos dos membros se dispersaram totalmente e voltaram para seus lares.
“Os que permaneceram em Londres ficaram principalmente envolvidos no
exame de ministros quando se apresentavam para ordenação ou indução a
cargos vacantes. Continuaram a manter sua existência formal até 22 de
fevereiro de 1649, cerca de três semanas depois que o Rei foi
decapitado, tendo se reunido cinco anos, seis meses e vinte e dois dias,
tempo este em que mantiveram mil cento e sessenta e três sessões.
Transformaram-se, pois, numa comissão para conduzir as provas e exames
de ministros, e continuaram a reunir-se com esse propósito toda
quinta-feira de manhã, até 25 de março de 1652, quando Oliver Cromwell,
tendo à força dissolvido o Grande Parlamento, por cuja autoridade a
Assembleia fora convocada, aquela comissão foi também interrompida e
desmembrada sem qualquer dissolução formal e como uma questão de
necessidade.”
A Confissão de Fé e os Catecismos, Maior
e Breve, da Assembleia Westminster foram adotados pelo Sínodo original
na América do Norte, em 1729 A.D., como a “Confissão de Fé desta
Igreja”; e tem sido recebida como o padrão de fé por todos os ramos da
Igreja Presbiteriana na Escócia, Inglaterra, Irlanda e América; e é
altamente reverenciada e seus Catecismos usados como meios de instrução
pública por todas as entidades congregacionais de rebanhos puritanos no
mundo inteiro.
Embora a Assembleia Westminster
resolutamente excluísse de sua Confissão tudo quanto reconhecia ser erro
de sabor erastiano, contudo suas opiniões quanto ao estabelecimento de
igrejas levaram a conceitos acerca dos poderes dos magistrados civis, no
tocante às coisas religiosas (circa sacra), os quais sempre
foram rejeitados na América. Daí, no “Ato de Adoção” original, o Sínodo
declarou que não receberia as passagens relativas a esse ponto na
Confissão “em qualquer sentido em que se supõe que o magistrado civil
tenha algum poder controlador sobre os sínodos com respeito ao exercício
de sua autoridade ministerial; ou poder de perseguir alguém em razão de
sua religião, ou em qualquer sentido contrário à sucessão protestante
ao trono da Grã Bretanha”.
E também, quando o Sínodo revisou e
emendou seus padrões, em 1787, em preparação para a organização da
Assembleia Geral, em 1789, ela “levou em consideração o último parágrafo
do capítulo 20 da Confissão de Fé Westminster; o terceiro parágrafo do
capítulo 23; e o segundo parágrafo do capítulo 31; e havendo algumas
alterações, concorda que os ditos parágrafos como ora alterados sejam
impressos para consideração”. Como assim alterada e emendada, esta
Confissão e estes Catecismos foram adotados como parte doutrinal da
Constituição da Igreja Presbiteriana da América, em 1788, e assim
permanecem até ao presente dia.
Os artigos originais da Confissão
Westminster, quanto ao magistrado civil, com as alterações na Confissão
da Igreja americana, são como seguem: —
CONFISSÃO WESTMINSTER
Cap. xx. § 4, diz-se de certos ofensores: “Que sejam processados pelas censuras da Igreja e pelo poder do magistrado civil.”
Cap. xxiii. § 3: “O magistrado civil não
pode assumir, por si mesmo, a administração da Palavra e dos
sacramentos, tampouco o poder das chaves do reino do céu; não obstante
tem autoridade, e é seu dever, de ordenar, para que a unidade e a paz
sejam preservadas na Igreja, para que a verdade de Deus seja conservada
pura e íntegra, para que todos os blasfemos e hereges sejam suprimidos,
todas as corrupções e abusos no culto e disciplina sejam refreados e
reformados e todas as ordenanças de Deus devidamente estabelecidas,
administradas e observadas. E para efetuá-lo mais eficazmente, ele tem
poder de convocar sínodos, estar presente neles e de providenciar para
que tudo seja efetuado neles de acordo com a mente de Deus.”
Cap. xxxi. § 1: “Para o melhor governo e
maior edificação da Igreja, deve haver assembleias tais como as que são
comumente chamadas Sínodos ou Concílios.” – § 2: “Os magistrados podem
licitamente convocar um sínodo de ministros e de outras pessoas aptas,
para consultar e aconselhar acerca de matérias de religião; portanto, se
os magistrados forem inimigos públicos da Igreja, os ministros de
Cristo, de si mesmos, por virtude de seu ofício, ou eles com outras
pessoas aptas em delegação de suas igrejas, podem reunir-se em tais
assembleias.”
CONFISSÃO AMERICANA
Cap. xx. § 4: “Podem legalmente ser convocados a prestar contas e processados pelas censuras da Igreja.”
Cap. xxiii. § 3: “O magistrado civil não
pode assumir, por si mesmo, a administração da Palavra e dos
sacramentos, nem o poder das chaves do reino do céu, nem de forma alguma
interferir em questões de fé. Contudo, como pais protetores, é o dever
dos magistrados civis proteger a Igreja de nosso comum Senhor, sem dar
preferência a alguma denominação cristã acima de outras; de tal maneira
que todas as pessoas sejam plenamente livres e desfrutem de
inquestionável liberdade de, em toda parte, exercer suas funções sacras,
sem violência ou risco. E, como Jesus Cristo designou um governo e
disciplina em sua Igreja, nenhuma lei de qualquer comunidade deve
interferir nela, impedir ou obstruir o devido exercício entre os membros
voluntários de qualquer denominação de cristãos, segundo sua própria
profissão e crença. É o dever dos magistrados civis protegerem a pessoa e
o bom nome de todo o seu povo, de uma maneira tão eficaz que nenhuma
pessoa sofra, quer por pretensão de religião, quer por infidelidade,
alguma indignidade, violência, abuso, ou injúria de alguma outra pessoa;
e ordenar que todas as assembleias religiosas e eclesiásticas sejam
protegidas sem molestação ou distúrbio.”
Cap. xxxi. § 1: “Para o melhor governo e
maior edificação da Igreja, deve haver assembleias tais como são
comumente chamadas Sínodos ou Concílios; e pertence aos supervisores e
outros líderes das igrejas particulares, por virtude de seu ofício e o
poder que Cristo lhes delegou para a edificação, e não para destruição,
instalar tais assembleias e para reunirem-se nelas quando julgarem
conveniente, visando ao bem da Igreja.”
SOBRE O AUTOR:
A. A. Hodge
Archibald Alexander Hodge (1823-1886),
filho de Charles Hodge, foi um importante pastor e teólogo presbiteriano
americano. Ele foi diretor do Seminário de Princeton entre 1878 e 1886.
_________________________________________
FONTE: Monergismo
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
A ORIGEM DIVINA DO BATISMO INFANTIL

Deus
sempre tem tido um povo seu, através dos séculos, desde os tempos de
Adão, quando prometeu que uma futura Semente da mulher havia de ferir a
cabeça da Serpente. Adão, Sete, Noé e Abraão foram os primeiros
destacados representantes do
povo de Deus. O povo escolhido, em todos os tempos, constitui a igreja
visível, aqui no mundo. E sempre que Deus fazia um pacto com um dos
representantes do seu povo, incluía nele os filhos dos fiéis.
Deus
fez um pacto de obras com Adão, que foi por este violado, trazendo,
destarte, a desgraça para todos os seus filhos e descendentes. O mal,
todavia, foi compensado pela promessa de um Salvador. Deus fez outra
aliança com Noé, válida igualmente para a sua posteridade,
prometendo-lhe não mais destruir os viventes de sobre a face da terra
por meio de um novo dilúvio. O arco-íris foi escolhido para ser o sinal
visível dessa aliança (Gn. 9:8-17).
No
Monte Sinai, Deus fez uma aliança com o seu povo, na qual estavam
incluídas as criancinhas. Mais tarde, esse mesmo pacto foi renovado, nas
planícies de Moab, quando o povo de Israel estava para entrar na Terra
Prometida. Nessa ocasião, Moisés concita o povo a renovar a sua aliança
com Jeová, nos seguintes termos: “Guardai as palavras desta aliança, e
cumpri-as, para que prospereis em tudo quanto fizerdes. Vós estais hoje
todos diante de Jeová, vosso Deus; as vossas cabeças, as vossas tribos,
os vossos anciãos e os vossos oficiais, a saber, todos os homens de
Israel, os vossos pequeninos, vossas mulheres, e o peregrino que está no
meio dos vossos arraiais, desde o rachador de tua lenha até o tirador
da tua água” (Dt. 29:9-11). Já se vê, por esta declaração de Moisés,
que, na lista dos agraciados pela aliança de Deus com o povo, foram
incluídos os pequeninos.
O
mais importante dos pactos que Deus fez na antiguidade foi, sem dúvida,
aquele firmado com Abraão, o grande pai de todos os que crêem. E as
criancinhas têm um lugar proeminente nesse pacto. Ademais, teremos
ocasião de ver que esse concerto ainda está em vigor para nós, que somos
os filhos espirituais de Abraão.
Eis
os termos da aliança de Deus com Abraão: “Estabelecerei a minha aliança
entre mim e ti e a tua semente depois de ti” (Gn. 17:7). Abraão tinha
noventa e nove anos quando foi circuncidado (Gn. 17:24) e isto em sinal
da sua justificação pela fé, já comprovada antes da sua circuncisão (Rm.
4:11). “Recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé que teve,
quando não era circuncidado; para que fosse ele pai de todos os que
crêem, ainda que não sejam circuncidados, a fim de que a justiça lhes
fosse imputada; e fosse também pai da circuncisão para aqueles que não
somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas da fé que
teve nosso pai Abraão antes de ser circuncidado”.
Ismael
tinha treze anos, quando foi submetido ao rito da circuncisão (Gn.
17:25). Isaac tinha apenas oito dias de idade, quando foi circuncidado
(Gn. 21:4). Para que uma pessoa se tornasse membro da congregação do
povo de Deus naquele tempo, era preciso que fosse circuncidada. As
mulheres, as filhas, as esposas e todas as crianças do sexo feminino,
acompanhavam os pais, os irmãos e os esposos e eram por eles
representadas. Todos faziam parte do povo de Deus. O rito de iniciação
ou de ingresso na Igreja visível daquele tempo e de toda a Velha
Dispensação era a circuncisão, que era geralmente administrada aos
meninos de oito dias de idade (Gn. 17:12; Lv. 12:3; Lc. 2:21; Lc. 1:59;
Fp. 3:5). Os adultos que vinham de fora uniam-se ao povo de Deus, em
virtude da sua própria fé, sendo circuncidados, mas os meninos eram
admitidos, pelo mesmo rito, em virtude da fé professada pelos pais.
As
passagens acima citadas tornam bem claro que, desde os tempos antigos,
Deus determinou que as crianças, filhas de pais crentes, fizessem parte
da sua Igreja visível, aqui no mundo. Está, portanto, claramente
estabelecida a origem divina da inclusão dos pequeninos na Igreja de
Deus. Veremos que esse direito das criancinhas nunca lhes foi cassado.
Sendo, pois, as crianças membros infantis da Igreja, têm elas o direito
ao sinal exterior e visível dessa preciosa realidade, que, na Antiga
Dispensação, foi a circuncisão e na Nova, é o batismo. Prossigamos com
as provas bíblicas da nossa tese.
O
batismo é o rito da iniciação na Igreja Cristã, na dispensação da graça
(At. 2:41). Ao que nos consta, são somente os Irmãos de Plymouth
(darbistas), entre os cristãos evangélicos, os que contrariam esse
conceito e não podiam deixar de o fazer, desde que não admitem a
existência de uma Igreja terrena e visível, como essa que nós julgamos
ter sido fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo e que continua até hoje,
porque as portas do inferno não podem prevalecer contra ela. Lucas liga
intimamente o batismo com a admissão das três mil pessoas que se
converteram pela palavra de Pedro. Em Atos 2:41, relata-nos o escritor
que foram batizadas e admitidas três mil pessoas e, logo em seguida, no
versículo 42, refere-se à doutrina, à comunhão e ao partir do pão, que
uniam os neo-conversos aos seus irmãos. Somos irresistivelmente levados a
concluir que tinham sido admitidos à comunhão dos santos, isto é, à
comunhão do povo de Deus, que constitui a sua Igreja visível, no mundo.
Somente uma interpretação arbitrária poderia chegar a outra conclusão.
Tomamos, pois, como provado que os neoconvertidos dos tempos apostólicos
eram admitidos à comunhão da Igreja pelo rito do batismo.
O
batismo no Novo Testamento é denominado a circuncisão de Cristo (Cl.
2:11, 12). Nessa passagem, tanto o batismo com a circuncisão devem ter
um sentido espiritual. Referem-se à nova vida em Cristo. Dessa nova vida
são símbolos o batismo com água e a circuncisão carnal. Esses dois
ritos representam a mesma coisa, como teremos ocasião de provar mais
detalhadamente. O batismo na Nova Dispensação significa tudo quanto
significava a circuncisão na Velha. É justo, pois, concluir que a
circuncisão foi substituída pelo batismo cristão.
Em
nenhuma parte do Novo Testamento encontramos qualquer passagem que
exclua as crianças da Igreja de Deus. Ora, sendo o batismo, na Nova
Dispensação, o sinal de inclusão na Igreja, segue-se que os filhos dos
crentes, hoje, não têm menos direito ao batismo do que tinham os filhos
dos israelitas à circuncisão.
Pedro,
no dia de Pentecoste, confirma o direito das crianças por nós
defendido. Pregando o Evangelho a adultos capazes de compreender a sua
mensagem e capazes de crer, disse-lhes ser necessário que se
arrependessem e fossem batizados em nome de Jesus Cristo (At. 2:38). Não
exigiu o arrependimento ou a fé por parte das crianças, incapazes do
exercício desses atos; não obstante, as incluiu na lista dos
beneficiados pelas bênçãos conferidas por meio das promessas de Deus ao
seu povo. Dirigindo a palavra aos pais crentes, disse-lhes: “Para vós é a
promessa e para vossos filhos, e para todos os que estão longe, a
quantos chamar o Senhor nosso Deus” (At. 2:39).
A
promessa a que Pedro se refere é, sem dúvida, aquela que foi feita ao
povo de Deus por intermédio de Abraão e se estende a todos os que crêem
(Rm. 4:11, 13 e 17). Nós, os crentes, somos a descendência espiritual de
Abraão e os herdeiros das promessas que lhe foram feitas. É Paulo que
no-lo diz: “Justamente como Abraão creu a Deus, e foi-lhe imputado para
justiça; sabei, pois, que os que são da fé, esses são filhos de Abraão. A
Escritura, prevendo que Deus justificaria os gentios pela fé, de
antemão anunciou as boas novas a Abraão: ‘Em ti serão bem-aventuradas
todas as nações’. Assim os que são da fé, são bem-aventurados com o fiel
Abraão” (Gl. 3:6-9). Pedro afirmava a mesma verdade, quando dizia aos
três mil batizados no dia de Pentecostes: “A promessa é para vós e para
vossos filhos”.
Em
Efésios 2:11-16, encontramos ainda outra declaração categórica de que
nós, os gentios, fomos também incluídos na aliança da promessa feita aos
da circuncisão:
“Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.”
“Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. ”
“ Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.”
“Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.”
“Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. ”
“ Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.”
Ainda
mais: outro escritor inspirado nos qualifica de “herdeiros da promessa”
(Hb. 6:17). Se a promessa, e a aliança que Deus fez com o seu povo, é
para nós e nossos filhos, estes estão incluídos entre os que constituem a
Igreja de Deus e têm direito ao sinal visível desse privilégio.
Há
quem afirme que Pedro se refere somente a filhos adultos de crentes em
At. 2:39, mas assim não compreenderiam os ouvintes de Pedro, que eram
judeus convertidos, pois eles sabiam que a promessa a que ele aludira
era a mesma que Deus fizera a Abraão e aos seus descendentes e que,
portanto, incluiria os filhos menores de todos os crentes nas promessas.
Isaac, e muitos outros meninos de oito dias apenas, foram publicamente
incorporados ao povo de Deus, pela circuncisão.
É
significativo que Pedro mencione três classes de pessoas às quais se
fez a promessa: (1) Vós; eram os adultos que ouviam a sua pregação, na
maioria judeus e prosélitos do judaísmo, crentes na religião do povo de
Deus. (2) Vossos filhos; isto é, os filhos dos adeptos da religião de
Deus. (2) Todos os que estão longe, a quantos chamar o Senhor nosso
Deus; isto é, os demais eleitos de Deus, judeus e gentios, que haviam de
aceitar o Evangelho no futuro.
Os
judeus, na Antiga Dispensação, já estavam acostumados a incluir os
filhos na Igreja visível de Deus, pelo rito da circuncisão. Não podiam,
portanto, interpretar as palavras de Pedro, senão de modo a incluir os
filhinhos na Igreja visível da Nova Dispensação. Na Igreja, seriam
incluídos os que ouviam e criam no Evangelho, os seus filhos e todos os
demais eleitos que viessem a ser chamados por Deus para fazer parte do
seu povo.
Os
filhos de cristãos no Novo Testamento são chamados santos, mesmo
quando somente um dos pais é crente. O apóstolo Paulo declara: “O marido
incrédulo é santificado na mulher, e a mulher incrédula é santificada
no irmão; de outra maneira os vossos filhos seriam imundos, mas agora
são santos” (1Co. 7:14). São santificados os filhos em virtude da fé
professada pelos pais. Para Paulo, santos são os próprios membros da
Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele escreveu várias cartas
dirigidas aos santos, que eram membros de diversas igrejas (1Co. 1:2;
Rm. 1:7; Ef. 1:1; Fp. 1:1). Concluímos que as crianças, santos, filhos
de crentes, são membros da igreja e, por isso mesmo, devem ser
batizados.
Até
aqui, temos demonstrado, à luz das Escrituras, que o próprio Deus
determinou fossem as crianças incluídas na sua Igreja visível, desde o
tempo de Abraão, e que essa determinação divina não foi revogada, na
Nova Dispensação, mas antes, confirmada pelos claros ensinos dos
apóstolos Pedro e Paulo. E, sendo as crianças, por determinação divina,
membros da Igreja de Deus, devem também receber o sinal visível desse
fato auspicioso, o santo batismo instituído por Nosso Senhor Jesus
Cristo (Mt. 28:19).
Por Philippe Landes, via: monergismo. net.br; adaptação para o blog: rev. Ronaldo P Mendes
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POR QUÊ EU CREIO NA BÍBLIA?
Eu creio na Bíblia porque ela é totalmente fiel e confiável quanto à
sua origem, conteúdo e propósito. Ela vem de Deus, revela Deus e chama o
homem de volta para Deus. O homem não é o centro da Bíblia; Deus é. A
Bíblia é o livro dos livros. Concebida no céu, nascida na terra;
inspirada pelo Espírito de Deus, escrita por homens santos de Deus;
proclamada pela igreja, crida pelos eleitos e perseguida pelo mundo. A
Bíblia é o livro mais lido no mundo, mais amado no mundo e o mais
perseguido no mundo. Destaco três verdades axiais sobre a Bíblia:
Em primeiro lugar, quanto à sua origem, afirmamos categoricamente que a Bíblia procede de Deus. A Bíblia não foi concebida no coração do homem, mas no coração de Deus. Não procede da terra, mas do céu. Não é produto da lucubração humana, mas da revelação divina. Muito embora homens santos foram chamados para escrever a Bíblia, e nesse processo Deus não anulou a personalidade deles nem desprezou o conhecimento deles, o conteúdo da Escritura é inerrante. O próprio Deus revelou seu conteúdo e assistiu os escritores para que registrassem com fidelidade seu conteúdo. A Bíblia não é palavra de homens, mas a Palavra de Deus. É digna de inteira confiança, pois é inerrante quanto a seu conteúdo, infalível quanto às suas profecias e suficiente quanto a seu conteúdo.
Em segundo lugar, quanto ao seu conteúdo, afirmamos confiadamente que a Bíblia fala sobre Deus e sua oferta de salvação. Só conhecemos a Deus porque ele se revelou. Revelou-se de forma geral na obra da criação e de forma especial em sua Palavra. É verdade que os céus proclamam a glória de Deus e toda a terra está cheia de sua bondade. É verdade que podemos encontrar as digitais do criador em todo o vasto universo. Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos. Porém, conhecemos acerca de seu plano redentor através das Escrituras. A salvação é um plano eterno de Deus. Mesmo nos refolhos da eternidade, o Pai, o Filho e o Espírito, o Deus Triúno, planejou nossa salvação. Nesse plano, o Pai escolhe para si um povo e envia o Filho ao mundo para redimi-lo. Jesus faz-se carne. Veste pele humana, vive entre os homens, cumpre cabalmente a lei, satisfaz a justiça divina e como nosso representante e substituto leva sobre si nossos pecados sobre a cruz e morre vicariamente, pagando nossa dívida e adquirindo para nós eterna redenção. Completando a obra da salvação, o Espírito Santo aplica, de forma eficaz, a obra de Cristo no coração dos eleitos, de tal forma que aqueles que Deus predestina, também os chama e aqueles a quem chama, também os justifica e aos que justifica, também os glorifica. É impossível, portanto, que aqueles que foram eleitos por Deus Pai, remidos pelo Deus Filho e regenerados e selados pelo Espírito Santo pereçam eternamente. O mesmo Deus que começou a boa obra em nós, completá-la-á até o dia de Cristo Jesus.
Em terceiro lugar , quanto ao seu propósito, afirmamos indubitavelmente que a Bíblia visa a glória de Deus e a redenção do pecador. A Bíblia não é um livro antropocêntrico; é teocêntrico. Seu eixo central não é o homem, mas Deus. Seu propósito não é exaltar o homem, mas promover a glória de Deus. Não é mostrar quão grande o homem é, mas quão gracioso é Deus. A história da redenção é a mais bela história do mundo. Fala de como Deus nos amou, estando nós mortos em nossos delitos e pecados. Fala de como Deus nos resgatou estando nós prisioneiros no cativeiro do pecado. Fala de como Deus nos libertou estando nós no império das trevas, na casa do valente, dominados pelo príncipe da potestade do ar. Nossa redenção tem como propósito maior a manifestação da glória de Deus e o nosso prazer nele. Concluo, portanto, com a conhecida afirmação de John Pipper: "Deus é tanto mais glorificado em nós, quanto mais nós nos deleitamos nele".
Em primeiro lugar, quanto à sua origem, afirmamos categoricamente que a Bíblia procede de Deus. A Bíblia não foi concebida no coração do homem, mas no coração de Deus. Não procede da terra, mas do céu. Não é produto da lucubração humana, mas da revelação divina. Muito embora homens santos foram chamados para escrever a Bíblia, e nesse processo Deus não anulou a personalidade deles nem desprezou o conhecimento deles, o conteúdo da Escritura é inerrante. O próprio Deus revelou seu conteúdo e assistiu os escritores para que registrassem com fidelidade seu conteúdo. A Bíblia não é palavra de homens, mas a Palavra de Deus. É digna de inteira confiança, pois é inerrante quanto a seu conteúdo, infalível quanto às suas profecias e suficiente quanto a seu conteúdo.
Em segundo lugar, quanto ao seu conteúdo, afirmamos confiadamente que a Bíblia fala sobre Deus e sua oferta de salvação. Só conhecemos a Deus porque ele se revelou. Revelou-se de forma geral na obra da criação e de forma especial em sua Palavra. É verdade que os céus proclamam a glória de Deus e toda a terra está cheia de sua bondade. É verdade que podemos encontrar as digitais do criador em todo o vasto universo. Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos. Porém, conhecemos acerca de seu plano redentor através das Escrituras. A salvação é um plano eterno de Deus. Mesmo nos refolhos da eternidade, o Pai, o Filho e o Espírito, o Deus Triúno, planejou nossa salvação. Nesse plano, o Pai escolhe para si um povo e envia o Filho ao mundo para redimi-lo. Jesus faz-se carne. Veste pele humana, vive entre os homens, cumpre cabalmente a lei, satisfaz a justiça divina e como nosso representante e substituto leva sobre si nossos pecados sobre a cruz e morre vicariamente, pagando nossa dívida e adquirindo para nós eterna redenção. Completando a obra da salvação, o Espírito Santo aplica, de forma eficaz, a obra de Cristo no coração dos eleitos, de tal forma que aqueles que Deus predestina, também os chama e aqueles a quem chama, também os justifica e aos que justifica, também os glorifica. É impossível, portanto, que aqueles que foram eleitos por Deus Pai, remidos pelo Deus Filho e regenerados e selados pelo Espírito Santo pereçam eternamente. O mesmo Deus que começou a boa obra em nós, completá-la-á até o dia de Cristo Jesus.
Em terceiro lugar , quanto ao seu propósito, afirmamos indubitavelmente que a Bíblia visa a glória de Deus e a redenção do pecador. A Bíblia não é um livro antropocêntrico; é teocêntrico. Seu eixo central não é o homem, mas Deus. Seu propósito não é exaltar o homem, mas promover a glória de Deus. Não é mostrar quão grande o homem é, mas quão gracioso é Deus. A história da redenção é a mais bela história do mundo. Fala de como Deus nos amou, estando nós mortos em nossos delitos e pecados. Fala de como Deus nos resgatou estando nós prisioneiros no cativeiro do pecado. Fala de como Deus nos libertou estando nós no império das trevas, na casa do valente, dominados pelo príncipe da potestade do ar. Nossa redenção tem como propósito maior a manifestação da glória de Deus e o nosso prazer nele. Concluo, portanto, com a conhecida afirmação de John Pipper: "Deus é tanto mais glorificado em nós, quanto mais nós nos deleitamos nele".
Rev. Hernandes Dias Lopes
sábado, 6 de outubro de 2012
O Uso Correto do Dia do Senhor
Stuart Olyott
As
pessoas não-convertidas não têm grande interesse no uso correto do Dia
do Senhor, e inúmeros crentes se mostram confusos a respeito deste
assunto. Esta confusão permanecerá enquanto não levarmos em conta os
seguintes fatos importantes.
Quais são estes fatos?
1.
Quando a Bíblia usa o termo “sabbath”, ele não significa “sábado”.
“Sabbath” não é o nome de um dia da semana. A palavra é usada para
descrever um tipo de dia, um dia de descanso do trabalho. Em
todo o Antigo Testamento, os anos tinham 365 dias, e todo ano começava
em um dia de “sabbath” (Lv 23.4-16). Outras datas fixas nunca podiam
ser “sabbath” (Êx 12.1-28; Lv 23.15). Para fazer com que isso
acontecesse, o calendário tinha de ser ajustado regularmente. A
História nos ensina que isso era feito por acrescentar ao ano
“sabbaths” extras que ocorriam consecutivamente. Identificar “sabbath”
com o dia de sábado é um erro. Foi apenas depois do ajuste definitivo
do calendário judaico, em 359 D.C, que os “sabbaths” dos judeus
passaram a cair sempre no dia que agora chamamos de “sábado”.
2. O “sabbath” [descanso] não é uma instituição judaica. Deus o instituiu na criação (Gn 2.1-3). É um dom de Deus para a humanidade (Mc 2.27).
3.
Em certo aspecto, os Dez Mandamentos são diferentes de todas as outras
leis encontradas nas Escrituras. Deus os escreveu com o seu próprio
dedo. O Quarto Mandamento dEle é positivo, o mais comprido e o mais
detalhado dentre os dez, fazendo uma ligação entre os aspectos divino e
humano, moral e cerimonial da Lei (Êx 20.8-11; 31.18).
4. O
“sabbath” era importante para nosso Senhor Jesus Cristo. A Bíblia não
nos fala muito sobre os hábitos de Jesus, mas diz que Ele tinha o
costume de ir à sinagoga no “sabbath” (Lc 4.16). Jesus anunciou que era
Senhor do dia de “sabbath” (Mc 2.28). Dizer que o “sabbath” não
existe mais é uma negação do senhorio de Cristo.
5. O Senhor do
“sabbath” transferiu este dia para o primeiro dia da semana. Este foi o
dia em que Ele ressuscitou dos mortos (Jo 20.1-18), apareceu aos
discípulos (Jo 20.19, 26) e derramou o seu Espírito (At 2.1).
6.
Os apóstolos e a igreja primitiva guardavam com distinção o primeiro
dia da semana (At 20.7; 1 Co 16.2). Para evitar confusão, o Novo
Testamento Grego chama o sábado judaico de “sabbath” e o primeiro dia
da semana de “o primeiro dos sabbaths” (na tradução em português “o
primeiro dia da semana” - Mt 28.1; Mc 16 2, 9; Lc 24.1; Jo 20.1,19; At
20.7; 1 Co 16.2). Algumas pessoas crêem que isto é apenas uma expressão
idiomática grega significando apenas “o primeiro dia do ciclo da
semana”. Contudo, não existe quase nenhuma evidência para isto. Temos
de encarar os fatos: o primeiro dia da semana é um “sabbath”. Também
conhecido como “o dia do Senhor” (Ap 1.10).
7. Durante toda a
história da igreja, o domingo tem sido observado como o “sabbath” dos
cristãos. A evidência documental é unânime e retrocede a 74 D. C.
Durante as piores perseguições, perguntava-se aos suspeitos de serem
cristãos: “Dominicum Servasti?” (Você guarda o dia do Senhor?)
Os verdadeiros crentes respondiam: “Eu sou um cristão, não posso
deixar de fazer isso!” O que os crentes responderiam hoje?
8. É
realmente imoral não guardar o Dia do Senhor. O Quarto Mandamento, que
nos recorda isso, está em um código que proíbe a idolatria, o
assassinato, o furtar, o mentir e o cobiçar. O Quarto Mandamento nunca
foi anulado, e nunca o será (Mt 5.18). Quebrar um mandamento da Lei
significa tornar-se culpado de todos os demais (Tg 2.10). A violação do
dia de descanso traz o juízo de Deus (Ne 13. 15-22).
9. O domingo, o dia do Senhor, é um dia de regozijo e satisfação (Sl 118.24; 112.1). A Palavra de Deus chama-o de deleite
(Is 58.13). Deus nos deu esse dia como uma bênção para todos nós (Mc
2.27-28). Falando sobre a época evangélica, Isaías diz: “Bem-aventurado
o homem que... se guarda de profanar o sábado” (Is 56.2).
10. As
bênçãos do Dia do Senhor são visíveis a todos: recorda aos homens e
mulheres caídos que existe um Deus a quem eles devem adorar; dá aos
crentes a oportunidade de se reunirem ao redor da Palavra e, assim,
mantém a vida espiritual deles; fornece oportunidades para a pregação
do evangelho; fortalece os laços familiares; permite que toda a nação
descanse; promove a saúde... e a lista poderia continuar.
11. No
Antigo Testamento, homens piedosos, como Moisés, Amós, Oséias, Isaías,
Jeremias, Ezequiel e Neemias, contenderam com as pessoas por causa do
dia de descanso. A história da igreja está repleta de outros que
fizeram o mesmo. O que nos impede de seguir o exemplo deles?
Como devemos usar o domingo?
Com
estes fatos em mente, podemos ver que, para nós, o domingo é o dia de
descanso ordenado por Deus. É o dia que incorpora tudo o que é
permanente e universal no Quarto Mandamento. Então, como devemos
usá-lo? Para responder esta pergunta, temos de falar tanto negativa
como positivamente.
O que não devemos fazer
Não devemos imitar os fariseus.
Não devemos trabalhar.
Não devemos ficar ociosos.
O que devemos fazer
O
dia de descanso tem sua origem na Criação. Por um tempo, usou as
vestes do Antigo Testamento. No entanto, agora está com uma roupagem do
Novo Testamento. Isto significa que não podemos impor ao dia de
descanso as regras mosaicas que já passaram, tais como as que
encontramos em Êxodo 35.2-3 ou Números 15.32-36. Não devemos ter em
mente uma lista de faça e não faça, tal como se lê em Mateus 12.1-2. À
legislação de Moisés, os fariseus acrescentaram todo tipo de regras
deles mesmos. Para os fariseus, esfregar o grão na mão era o mesmo que
debulhá-lo. Eles também tinham regras a respeito de quanto peso se
devia carregar e quão distante se podia caminhar no dia de descanso.
Por trás de todas as regras dos fariseus, havia uma mentalidade que não
tem qualquer lugar na vida de um crente do Novo Testamento.
Não devemos trabalhar.
Na
Bíblia, a palavra “trabalhar” significa muito mais do que ganhar a
vida. Também se refere aos deveres de nosso dia-a-dia, à nossa
recreação e ao pensamento que motiva estas coisas. Quanto for possível,
todas estas coisas têm de ser colocadas de lado, tanto por nós como
por aqueles pelos quais somos responsáveis. Devem ser colocadas de lado
não porque somos pecadores ou impuros, e sim porque Deus nos ordenou
que as fizéssemos nos outros seis dias da semana (Êx 20.8-11).
Não devemos ficar ociosos.
O
descanso de Deus, após a Criação, não foi inatividade, e sim o cessar
um tipo de atividade (Jo 5.17). O domingo deve ser um descanso santo
que nos faz cessar um conjunto de objetivos, para que sigamos outro
conjunto de objetivos bastante diferentes. Não é um dia para vadiarmos
por aí.
O que devemos fazer
Devemos nos reunir com outros crentes.
Devemos evangelizar.
Devemos nos envolver em obras de misericórdia.
Devemos nos envolver em obras necessárias.
Devemos nos reunir, tanto formal como informalmente
(At 2.1; 20.7; Jo 20.26). A Bíblia não delineia algum tipo de lista de
atividades para o domingo, mas o princípio é claro. O domingo não é um
dia para gastarmos sozinhos ou somente com a família.
Devemos nos reunir especificamente para a edificação,
ou seja, para edificarmos uns aos outros nas coisas de Deus. De tudo o
que fizermos com este objetivo, o ensino da Palavra e a Ceia do Senhor
são o mais importante (Atos 20.7).
Devemos evangelizar.
O
Dia de Pentecostes começou com uma assembléia que visava à ajuda e ao
encorajamento mútuos, mas a vinda do Espírito também consagrou aquele
dia à evangelização. A vinda do Espírito Santo pode ser vista como um
penhor de sua bênção nesta conexão (At 2).
Devemos nos envolver em obras de misericórdia.
É
lícito fazer o bem no domingo, especialmente salvar vidas, curar e
trabalhar pelo bem-estar espiritual dos outros (Lc 6.9; Mt 12.5; Lc
13.10-17; 14.1-6; Jo 5.6-9, 16-17). O domingo comemora o maior ato de
misericórdia de todos os tempos. Todos podemos pensar em incontáveis
maneiras de fazer o bem às pessoas, mas este aspecto da observação do
domingo é amplamente esquecido. Aqueles que acham o domingo “monótono”
quase sempre são pessoas que se tornaram egoístas.
Devemos nos envolver em obras necessárias.
Não
podemos limitar isso apenas àquelas coisas necessárias à nossa
sobrevivência, visto que, se assim fosse, passaríamos o dia somente
respirando. O dia de descanso foi criado para o homem — em outras
palavras, foi criado para o bem-estar do homem. Não há qualquer
conflito entre guardar o domingo e seguir os nossos melhores interesses
(Mt 12.1-8, 11-12). Continue, desfrute do domingo! Além das atividades
já mencionadas, reúna-se com os amigos, prepare boa refeição para
eles, converse, caminhe, sorria, ore, admire a criação de Deus e vá para
a cama tendo um coração grato e contente.
_____________________________________
Fonte: Editora Fiel
_____________________________________
Fonte: Editora Fiel
Sua Maior Contribuição
Matthew R. Olson é presidente da Northland Mission e da Northland International University.
Você
já considerou que a sua maior contribuição para a causa de Cristo pode
ser apenas o tempo que você gasta em oração de intercessão por seus
filhos e outros que consideramos parte desta "próxima geração"?
Diane
e eu estamos naquela fase do "ninho vazio", e há muitas coisas que
estamos aprendendo desta fase. Energias antes dedicadas a seguir o
toque-toque de pezinhos e a esperar adolescentes voltarem para casa de
uma atividade são agora canalizadas à oração. É claro que sempre
"sabíamos" que a "maior obra é feita de joelhos", mas não o sabíamos
como agora. Coisas que sempre sabíamos... compreendemos mais plenamente
agora.
Nesta semana, estamos em Gold Coast, na Austrália. Nossos
filhos e netos estão espalhados em diferentes partes do mundo, como
muitos outros nos quais investimos. Por isso, nos vemos orando mais –
constantemente durante o dia e, com frequência, no lugar secreto de
oração.
Nas águas distantes, a mais de mil quilômetros a leste de
nós, estão as ilhas de Vanuatu (antes, Novas Hébridas). Há mais de 100
anos, John G. Paton escreveu uma história muito admirável de sua
experiência missionária e de como o evangelho mudou aquela parte do
mundo. Ele escreveu:
Nossa casa consistia de um cômodo exterior,
um cômodo interior e um cômodo no meio, ou câmara, chamado "closet". O
primeiro extremo era o domínio de minha mãe... o outro era o local de
trabalho de meu pai... O "closet" era um cômodo muito pequeno que ficava
entre os outros dois, tendo espaço apenas para uma cama, uma pequena
mesa e uma cadeira, com uma janela diminuta pela qual brilhava
pouquíssima luz no cenário. Este era o Santuário daquele lar. Para ali,
víamos, diariamente e várias vezes ao dia, geralmente depois de cada
refeição, nosso pai se retirar e fechar a porta. E nós, filhos,
entendíamos como que por um tipo de instinto espiritual (pois a coisa
era muito sagrada para se falar sobre ela) que orações eram derramadas
ali por nós, como no passado pelo Sumo Sacerdote dentro do véu no Santo
dos Santos. Ocasionalmente, ouvíamos os ecos compassivos de uma voz
trêmula suplicando como que por vida e aprendemos a sair em silêncio e a
passar em frente àquela porta na ponta dos pés, para não perturbarmos o
diálogo santo. O mundo exterior não sabia, mas nós sabíamos de onde
vinha aquela luz feliz, como o sorriso de um bebê, que sempre
resplandecia na face de meu pai: era um reflexo da Presença Divina, em
cuja consciência vivíamos. Nunca, em templo ou catedral, montanha ou
vale, posso esperar sentir que o Senhor Deus está mais próximo, andando e
falando mais visivelmente com os homens, do que sob aquele humilde teto
de palha e vigas de carvalho. Embora tudo mais na religião fosse, por
alguma catástrofe impensável, varrido da memória ou apagado de meu
entendimento, minha alma retornaria àquelas cenas antigas, se fecharia
novamente naquele Santuário e, ouvindo ainda os ecos daqueles clamores a
Deus, repeliria toda dúvida com o apelo vitorioso: "Ele andou com Deus,
por que eu não posso?" (Extraído do livro "The Story of John G. Paton
or Thirty Years Among South Sea Cannibals").
Há um ditado antigo
que nos daria tranquilidade: "Quando o homem trabalha, o homem trabalha.
Quando o homem ora, Deus trabalha". Estou certo de que a oração tem
muito mais importância estratégica do que é evidenciado em minha vida.
Tenho sido tentado a pensar: "Bem, quando você ficar mais velho, tudo
que poderá fazer é orar". Penso agora que, quanto mais velho ficamos,
tanto mais compreendemos a futilidade de tantas de nossas atividades em
comparação com nosso tempo de intercessão. O que sempre se destacará em
minha mente sobre a história de John G. Paton são as orações de seu pai.
Eu não deveria anelar ser um pai como este? O que aconteceria se a "a
maior obra" fosse a minha maior contribuição?
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde
que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os
créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de
dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
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