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Quiero esto en mi Blog!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

ESTÁ CRISTO DIVIDIDO?

"Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo. Será que Cristo está dividido? foi Paulo crucificado por amor de vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?" I Corintios 1.12, 13.
Em pleno século XXI é possível perceber que na igreja do Senhor a história se repete. Uns dizem eu sou de Paulo, outros Apolo e outros de Cristo. O fato é que muitos tem esquecido o alvo principal que é o Senhor Jesus Cristo. Como explicar um texto como este?
Precisamos compreender que existia partidos na igreja primitiva e esses mesmos partidos promoviam divisões na igreja. Assim como os coríntios o viam nas escolas de seus filósofos gentios, assim eles, em seu orgulho e presunção o aplicaram á congregação cristã: formaram partidos e se nomeavam conforme o nome de seu mestre favorito. Paulo fora o primeiro mestre do evangelho em Corínto, e, como apóstolo dos gentios, pregara com todo o fervor a verdade. A seguir viera Apolo, cujos brilhantes dons de oratória haviam impressionado muito à grande maioria dos membros . Estes dois mestres, sem sombra de dúvida, enfatizaram a universalidade da graça de Deus em Cristo, exatamente como lhes era preciso para ganhar os gentios para Cristo. Mas logo a seguir vieram os mestres judaizantes, que queriam que as cerimonias judaicas fossem introduzidas em todas as congregações, argumentando, provavelmente, com grande veemência quanto à plausibilidade de sua posição. E enquanto a disputa esteve no auge, um número de membros que ainda não havia sido envolvido formou seu próprio partido, tomando, com falsos ares de santidade, seu nome do próprio Cristo e verdadeiro discipulado aos outros. O efeito de toda briga foi que cada partido requeria para si a única posição correta e desprezava aos demais. Notamos que a característica do movimento foi a adesão a certo nome e era movido unicamente por um espírito de partido. Nenhum deles se levantou em defesa de algum princípio fundamental da verdade cristã . Será que esta história não tem se repetido? Muitos dizem: "eu sou de ..." ou até mesmo eu sou de tal denominação". O que podemos ver é que tais problemas tem causado uma grande divisão nas igrejas evangélicas, chegando até muitas vezes a desprezar as outras.
O problema é tão sério que podemos saber de pessoas que passam em frente a outras igrejas e cospem, como uma forma de repudio, pelo fato de tal igreja não professar a mesma fé, e dizem mais: "Não considero fulano como crente, por que ele não professa a mesma fé que eu professo". Paulo pergunta: "Está Cristo dividido?". Perguntamos hoje: "Está Cristo Divido?". O pr. KRETZMANN nos diz: Um Cristo dividido significa um Cristo apropriado em partes, para cada um seu pedaço separado, neste caso em quatro partes, exigindo cada facção a verdade Dele para si mesmo. Era essa idéia que os crentes de Corinto estava tendo e, é essa idéia que muitos crentes estão tendo. E o pensamento principal na mente de Paulo é que seus cristãos se haviam tornados membros da igreja pela fé na cruz, na expiação operada por Cristo, que lhes fora selada no batismo, por isso ele pergunta: "Foi Paulo crucificado por vocês, foi Apolo que morreu por vocês". A mesma pergunta podemos fazer hoje: Foram os dogmas e placas de denominações que deram a vida por nós? Não! Cristo morreu por nós, e a ele devemos obediência.
Que possamos proclamar a Palavra de Deus em nossas denominações, conhecendo e respeitando - nos uns aos outros, sabendo que o único que deve receber a honra e a glória é Cristo, Ele deu a vida por nós na cruz do Calvário, nesta verdade consiste o "SOLI DEO GLORIE (Só a Deus a Glória).
Pr. Davi Gomes do Nascimento

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SODOMA E GOMORRA HOMOFOBIA

“Assim como nos dias de Sodoma e Gomorra”

Tenho pensado e orado sobre este assunto faz alguns anos, quando tentaram aprovar uma lei sobre homoss exualismo na Bahia, e também em varias capitais brasileiras, não me lembre como era o nome da lei, só sei que era referente a este assunto.
Tenho meditado como será o tempo que está para vir sobre o mundo, para nossos filhos e netos nestes poucos anos que faltam para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso que a Bíblia diz: “Tempos difíceis, tempos trabalhosos, tempos de angustia, tempos de escuridão, é o tempo da ira de Deus”.
A Igreja do Senhor tem que tomar uma posição urgente...
A Igreja do Senhor tem que se levantar urgente...
A Igreja do Senhor tem que levantar a voz urgente...
A Igreja do Senhor tem que tocar a trombeta nos quatros cantos deste Brasil urgente...
A Igreja do Senhor tem que dizer aos políticos basta...
A Igreja do Senhor tem que dizer aos políticos tomem suas posições, pois nós já tomamos a nossa...senhores políticos, talvez você pense que só tem um voto em minha casa. Mas quero todos os políticos saibam que eu como pastor sou um formador de opinião, e que eu não votarei nos políticos que votarem esta lei sobre a “homofobia”, também minha esposa não votará, meus quatro filhos, e genros e noras, meus pais que ainda votam, e meus sete irmãos com suas esposas e esposos juntos com seus filhos... E todos meus discípulos, ou seja, aqueles que eu pastoreio.
Também minha sogra e meus cunhados e cunhadas, meus sobrinhos, amigos, meus vizinhos... etc...faça a conta e veja quantos votos você vai perder...deste simples pastor que escreve esta linhas... Porem no Brasil todo, somos mais, muito mais de 300 mil pastores. E já somos quase 40 milhões de evangélicos.... A Igreja do Senhor tem que saber que não tem tempo pra brincar, já acabou, é hora de levantar e lutar. Ou a Igreja do Senhor se levanta e toma uma posição séria agora ou em pouco tempo estará chorando amargamente.
Levanto-me neste dia como Atalaia, junto com os outros “sete mil” que não se dobraram diante de baal... Levanto-me como uma voz que clama no deserto. Levanto-me como a espada flamejante.
Pergunto aos senhores políticos: vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, senadores e deputados federais, Senhor presidente e pretendentes: “qual dos senhores estariam feliz ou orgulhoso de ver dentro de seu lar, um filho ou filha homossexual?”.
Pergunto aos senhores: apóstolos, bispos, profetas, mestres, pastores, presbíteros... “qual dos senhores estariam feliz ou orgulhoso de ver entrando em sua igreja um casal de homossexual para casar?
Pergunto a todos os pais de família desta nação: qual seria o grau de satisfação de ver seus filhos sendo ensinados e tomando aulas de orientação “sexual” por um homossexual ou uma lésbica? Pergunto a todos os cristãos desta nação: “como vocês se sentirão quando verem seus pastores sendo presos por se oporem a não realizar um casamento homossexual?
Como vivia Ló? Segundo a Palavra de Deus (2 Pedro 2:7-8) ele vivia angustiado, sua alma se angustiava de ver tanta miséria naqueles dias finais para Sodoma e Gomorra, está acontecendo diante dos nossos olhos, será que não é para nos angustiar também? Ou estamos como a mulher de Ló, voltando nosso olhar ao nosso passado, ao tempo que éramos filhos da ira, rebeldes a vontade de Deus. Onde está o seu olhar? Como está sua alma? Satisfeita? Alegre? Feliz?
Cristo te chama hoje, não endureça seu coração, escute a voz do Santo Espírito te chamando... Levanta-te... Servos do Senhor Jesus, Levanto-me neste dia para dizer: “desperta Igreja do Senhor e ouça o que o Espírito diz as Igrejas”
Em Cristo e para Cristo...
Gildo & Val

domingo, 24 de maio de 2009

AMARGO REGRESSO

Esta história é contada como verídica. Fala de um jovem soldado que finalmente estava voltando para casa, depois de ter lutado numa guerra muito sangrenta. Ele ligou para seus pais e disse-lhes:

- Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, quero lhes pedir um favor. Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo.


- Claro, filho, nos adoraríamos conhecê-lo!

- Mas, há algo que vocês precisam saber, ele foi terrivelmente ferido na guerra; pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. Ele não tem nenhum lugar para ir e, por isso, eu quero que ele venha morar conosco.


- Puxa, filho, não é facil cuidar de uma pessoa com tantas dificuldades assim... mas, traga-o com você, nós vamos ajudá-lo a encontrar um lugar para ele.


- Não, mamãe e papai, eu quero que ele venha morar conosco.


- Filho, nós não podemos assumir um compromisso tão grande assim. Ele não seria feliz morando aqui conosco. E nós perderíamos um pouco da nossa liberdade. Vamos achar um lugar em que cuidem bem dele.


- Está certo, papai, o senhor tem razão!


Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um outro telefonema, da polícia. O filho deles havia cometido suicídio, num hotelzinho de beira de estrada numa cidade vizinha, bem perto deles.
Quando ele foram fazer o reconhecimento do corpo descobriram que o "amigo" do qual o rapaz falara era ele mesmo, que havia sido gravemente ferido na guerra e escondera o fato de seus pais, com medo de não ser aceito por eles.


"Mas Deus prova o seu amor para conosco,em que, quando éramos ainda pecadores,Cristo morreu por nós". Romanos 5.8






quinta-feira, 7 de maio de 2009

PREPARANDO - SE PARA PREGAR

Havia um pastor episcopal que era muito preguiçoso e há muito tempo já havia desistido de preparar os seus sermões. Sua congregação era de pessoas de pouco cultura, Ele tinha o dom da oratória, de modo que era muito fácil para ele pregar sem qualquer preparação. Além de preguiçoso, ele também era muito piedoso, de modo que racionalizava sua preguiça como muitas vezes os piedosos fazem. Ele fez um voto muito solene: jamais voltaria a preparar os seus sermões, falaria de improviso e confiaria que o Espírito Santo lhe daria o que falar. Por alguns meses, tudo correu muito bem.
Certo dia, faltando 10 minutos para as 11 horas, na manhã de domingo, um pouco antes de o culto começar, quem entra pela porta da igreja? O bispo. Era uma visita de surpresa. Ele sentou-se num dos bancos. O pastor ficou imaginando o que deveria fazer. Não havia preparado o seu sermão. Pensou que podia enganar a congregação, mas sabia que não conseguiria enganar o visitante. Ele foi até ao bispo, cumprimentou-o e lhe disse: “Acho que devo explicar-lhe uma coisa. Alguns anos atrás eu fiz um voto de que nunca iria preparar os meus sermões, mas confiaria no Espírito Santo”. “Está tudo bem”, disse o bispo, compreendendo muito bem a situação. O culto começou, mas, no meio do sermão, o bispo levantou-se e saiu. Quando o culto terminou, o pastor foi para o vestíbulo da igreja. Encontrou sobre a mesa um bilhete com a letra do bispo e nele estava escrito o seguinte: “Eu te absolvo do teu voto”.
Agora quero contar-lhes outra história, desta vez, de um pastor presbiteriano arrogante. Este pastor morava ao lado da igreja. Ele costumava vangloriar-se de que todo tempo que precisava para se preparar era o tempo que gastava para ir de casa à igreja. Você pode imaginar o que os presbíteros fizeram. Mudaram a casa para 8 km de distância. Assim, ele tinha mais tempo para preparar os sermões.


John Stott

quinta-feira, 30 de abril de 2009

IV ENCONTRO UNIFICADO DE MOCIDADES E AUXILIADORAS



Aconteceu no mês de Abril de 2009 na cidade de Garanhuns o IV encontro unificado de Mocidades e Auxiliadoras Presbiterianas Fundamentalistas. Antes de falarmos sobre este encontro, gostaríamos de falar da origem da palavra Garanhuns, que foi a cidade onde ocorreu o IV encontro. À origem da palavra Garanhuns, há muita controvérsia quanto à procedência do topônimo Garanhuns. Segundo o Professor João de Deus Oliveira Dias é ele originário do nome de uma tribo cairu, da raça cariri ou quiriri que habitava a serra no começo da colonização, "que pela corruptela típica deu Guiranhu ou Unhannhu, de Guirá-Guará, ave vermelha pernalta, aquática (guara rubra-Linneu) e Anhu ou anhun-anum, pássaro preto, crotófago (Crotophaga ani Marcgrave) que habitavam o vale do rio Mundaú, perto da sua nascente, local da primitiva aldeia".
O tema do nosso encontro foi embasado em Colossenses 3. 12-16, que nos diz: “Revestí-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revestí-vos do amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações”. Na ocasião pregaram e ministraram estudos os pastores: Rev. Davi Nascimento (IPF de Santa Terezinha), Rev. José P. Barros (Congregação Presbiteriana Fundamentalista de Petrolina), Rev. Gilson (IPF do Calvário, Garanhuns – PE), Rev. Lindinaldo Castor (Presbitério de Garanhuns) e o Rev. José Vasconcelos (IPF do Ipsep, Recife-PE). Abaixo


segue as fotos dos preletores que pregaram e deram estudos relacionados com o tema do encontro:


































Na ocasião houve o lançamento da 11 edição de 2009 da Revista Vida Vitoriosa das Auxiliadoras Presbiteriana Fundamnetalistas do Brasil e na ocasião a irmã Cleonice de Vasconcelos Peixoto (Vice presidente da Confederação das APFB) apresentou a nova Revista como é apresentado nesta foto abaixo:







No lazer houve piscina, noite do frio, noite da alegria, oficinas, etc. O que podemos dizer de tudo isso é que foi muito enriquecedor para aqueles que foram. É a IPFB trabalhando em prol ao reino de Deus!

FOTOS QUE LEMBRAM ALGUNS MOMENTOS DO ENCONTRO






















































SÓ A DEUS TODA GLÓRIA!!!




Rev. Davi Nascimento.

segunda-feira, 27 de abril de 2009


UMA PALAVRA AOS NÃO-CONVERTIDOS

Queridos amigos, observem que em Romanos 10.13 o caminho da salvação é apresentado em termos claríssimos: “.Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Me recordo que vivi esse versículo durante vários meses. Eu anelava por salvação; não conseguia perceber que havia esperança para mim. Pensava que teria de ser lançado fora, que era pecador demais ou intensamente duro de coração, ou muito isso e aquilo, de modo que outros poderiam ser salvos, mas eu não. Porém, quando li este versículo, fiz o que lhes peço que façam, eu me agarrei avidamente a esta verdade; ela parecia uma corda sendo atirada a um homem que se afogava. Ela se tornou meu salva-vidas: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. “Ah!”, pensei eu, “.clamo por esse bendito nome, clamarei por esse glorioso nome; se eu perecer, jamais cessarei de invocar este nome sagrado.” Invocar o nome de Deus e consequentemente clamar por Ele, é isto que salva a alma.Mas preciso levá-lo a considerar essas palavras em mais detalhes. Existe neste versículo, em primeiro lugar, uma palavra abrangente, muitíssimo abrangente: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo? “Todo” - já ouvi que, um homem ao fazer seu testamento, se quer deixar tudo o que possui somente para uma pessoa, digamos sua esposa, se ele apenas o externar, esta é a melhor coisa que ele pode fazer; contudo, é melhor que ele não entre em detalhes e comece a alistar o que está deixando, visto que provavelmente acabará deixando alguma coisa de fora. Ora, a fim de tornar essa vontade bem clara, Deus não entra em qualquer detalhe. Ele apenas diz “todo”. Isto significa o homem negro, o pele vermelha, o amarelo e o branco. Significa o homem rico, o pobre e o que ainda não é um homem - todos, de toda a espécie, de espécie nenhuma ou de todas as espécies juntas. “Todo”, - isto inclui a mim, eu tenho certeza; mas tenho igual certeza de que inclui você, que não leu esse artigo antes. É melhor que seja assim, sem detalhes; pois, em caso contrário, alguém poderia ser deixado fora. Freqüentemente penso que, se lesse nas Escrituras: “Se Charles Haddon Spurgeon invocar o nome do Senhor, será salvo”, não me sentiria tão convicto da salvação quanto me sinto agora, pois teria concluído que talvez houvesse outra pessoa com este nome (provavelmente existe) e eu teria dito:“Certamente isso não se refere à minha pessoa”; mas, quando o Senhor diz: “Todo”, não posso estar fora desse grupo. É uma rede grandiosa que parece englobar todos os homens. “Todo”- se eu invocar o nome do Senhor, se você e, também, o homem moribundo que mora aqui perto clamarmos pelo nome do Senhor, todos seremos salvos. “Todo” - que palavra ampla!Em seguida, que palavra fácil encontramos no texto! – “Todo aquele que invocar o nome do Senhor”. Qualquer um pode invocar o nome do Senhor. Todos compreendem o que significa “olá!” Você ainda não usou uma expressão como essa? E, se já esteve angustiado ou em perigo, você não chegou a gritar: “Socorro, socorro, socorro”? Muito bem, aquele que pode clamar assim clame também ao Senhor, invoque sua ajuda, clame por sua misericórdia, anele por sua compaixão. Se esta pessoa o faz crendo, como nós demonstraremos a você, confiando que Deus ouvirá, ela será salva. Por tanto, não há dificuldade neste versículo que exija um doutor em teologia para explicá-lo; a verdade é apresentada claramente em palavras simples: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor serásalvo”. Esta verdade é tão clara quanto o dia. Oh! Se você pudesse enxergá-la e começasse a invocar o nome do Senhor, através de uma oração fervorosa!Mas há outra palavra neste versículo, uma palavra segura:“Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Não existe qualquer “se” ou “talvez”,, mas um glorioso “será”. O nosso “será” é insignificante, inconsistente; o “será” de Deus é tão firme quanto as montanhas eternas. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, tão certo quanto existe um Deus. O Senhor não cometeu nenhum erro; Ele não revogará sua declaração, porque mudou de idéia. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Oh! Que muitos invoquem o nome dEle e encontrem salvação imediata, que perdurará por toda a vida e pela eternidade, pois, “será salvo” envolve um longo tempo, inclusive os tempos eternos que estão por vir.


C.H.SPURGEON


Texto extraído da revista “Fé para Hoje” volume 2

sexta-feira, 27 de março de 2009

REDESCOBRINDO A JOIA PERDIDA QUE É A ADORAÇÃO VERDADEIRA



REDESCOBRINDO A JÓIA PERDIDA

Valdeci dos Santos

Em alguns lugares a verdadeira adoração tem sido há muito uma jóia perdida na igreja. Mas essa preciosidade não precisa continuar perdida. Redescobri-la, porém, pode ser mais difícil do que parece. Como nos lembra James M. Boice, "o desastre que tem tomado a igreja em nossos dias, com respeito à adoração, não será curado de um dia para o outro”. Há, porém, certos passos básicos que contribuirão para o sucesso final do nosso esforço neste sentido.
Primeiro, é mister que se entenda o que estamos perdendo com uma adoração distorcida. Segundo as Escrituras, o que perdemos não é uma congregação numerosa, nem uma cerimônia mais elaborada, mas a presença do próprio Deus em nossa adoração (Isaías 1.15). A presença de Deus na adoração é uma das maiores bênçãos do povo cristão (II Crônocas 5.13-14). É neste contexto da presença divina na adoração que o salmista declara: "A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!" (Salmo 84.2). E ainda: "Um dia nos teus átrios vale mais que mil, prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade" (v. 10). É sempre importante lembrar que após a manifestação da graça, esta bênção assumiu dimensões maiores e "pelo novo e vivo caminho" que Jesus nos consagrou, somos exortados a nos aproximar da presença do Senhor com "sincero coração e plena certeza de fé" (Hebreus 10.19-22). Como dizia John Owen, "na primeira entrega da lei, na instituição legal da adoração, as pessoas foram instruídas a guardar certa distância." Sob o pacto da graça, "a adoração é o nosso acesso, o nosso aproximar de Deus sem nenhum véu”. O escritor de Hebreus diz que no ato da adoração chegamos à cidade do Deus vivo (Hebreus 12.22).
Assim, a maior perda envolvida em uma adoração distorcida é a presença do Adorado. Esta perda resulta em outras, segundo as Escrituras. Por exemplo, perdendo a presença de Deus na adoração perdemos, além de outras coisas, a plenitude de alegria (Salmo 16.11), o socorro divino (II Crônicas 20.21-22) e o elemento eficiente no testemunho evangelístico de que Deus está em nosso meio (I Corintios 14.25). Além do mais, quando esta perda ocorre, há o sentimento constante da reprovação divina sobre nossos atos de culto (Isaías 1.11-15). O só meditar nestas coisas deveria levar-nos a um profundo lamento (I Samuel 4.21-22).
Em segundo lugar, a tentativa de redescobrir a jóia perdida implica em uma volta aos princípios teocêntricos da adoração bíblica. Paul Basden nos lembra que "a adoração que é digna de seu nome deve ser Teocêntrica”.Nesta mesma linha de raciocínio, Manson afirma que "no coração da adoração cristã está o próprio Deus”. Este aspecto teocêntrico na adoração pode ser resumido em dois sub-tópicos claramente ensinados nas Escrituras:

1) É a glória divina que requer nossa adoração, e,
2) É a vontade divina que normatiza nossa adoração.

Com relação ao primeiro aspecto, Edmund Clowney corretamente afirma que "nem religião nem adoração podem ser definidas à parte de Deus, pois a adoração é a resposta da criatura à glória revelada do Criador”. Idolatria é deixar de glorificar a Deus e mudar "a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível" (Romanos 1.21 e 23). Logo, a fim de redescobrirmos a verdadeira adoração cristã é imprescindível que tenhamos em mente os meios pelos quais Deus revela sua glória a nós. Neste sentido, as Escrituras primeiramente afirmam que "os céus proclamam a glória de Deus" (Salmo 19.1). Um simples trovão manifesta o seu poder (Salmo 29.3) e desde o princípio do mundo pode-se reconhecer sua divindade, poder e sabedoria por meio das coisas criadas (Atos 14.15-17; 17.24-28 e Romanos 1.20-21). Além do mais, Deus manifesta sua glória através de seus muitos nomes registrados nas Escrituras. Ele é o Altíssimo (Salmo 83.18), o Deus que vê (Gênesis 16.13), um escudo (Salmo 84.11), o Senhor dos Exércitos (I Samuel 4.4), etc. Como diz Clowney, "os nomes de Deus são símbolos para adoração”.
O Senhor também manifesta sua glória através de seus atos salvadores. Em resposta à libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio, a nação adorou ao Senhor (Êxodo 15). E em forma de canto, a história da salvação divina era passada às novas gerações em diferentes ocasiões (Salmo 105). No Novo Testamento, a glória divina é maravilhosamente demonstrada na "grande salvação" que ele nos proporciona em Cristo Jesus (Hebreus 2.3). Mas a glória divina é supremamente manifesta na revelação de sua graça em Jesus (João 1.14-18). Neste contexto da graça revelada, à medida que contemplamos, "como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (II Corintios 3.18). Cada um desses meios de manifestação da glória divina é um convite aberto à verdadeira adoração.
Os princípios teocêntricos da adoração cristã nos ensinam que a vontade divina normatiza a verdadeira adoração. Com este princípio em mente, os puritanos enfatizaram que em adoração, assim como em doutrina, a igreja não pode ultrapassar a verdade de Deus revelada nas Escrituras. É interessante observar que no Antigo Testamento Israel não foi proibido de adquirir métodos agrícolas ou arquitetônicos dos cananeus, mas houve explícita proibição de que copiasse qualquer aspecto da adoração pagã (Deuteronômio 12.30-32). Com base neste fato, Clowney observa que "a igreja tem autoridade para estabelecer a ordem da adoração (I Corintios 14.40), mas não tem a liberdade de introduzir novos elementos além dos que Deus tem ordenado”. Neste sentido Boice sugere que adorá-lo em "Espírito e em verdade" está relacionado com: 1) um profundo exercício de sinceridade, 2) uma aproximação baseada na revelação bíblica, e 3) uma aproximação cristocêntrica. Em outras palavras, temos que sempre lembrar que Deus nos convida à adoração nos seus termos, não nos nossos.
Outro meio que temos para redescobrir a verdadeira adoração é olhar para os santos do passado. A urgência desta atividade encontra-se em acusações como a de Robert Webber de que a adoração cristã "curvou-se à cultura ao invés de ter-se mantido fiel às tradições bíblica e histórica”. Como nossa intenção neste artigo não é cobrir variados períodos da história da igreja, nos deteremos no puritanismo inglês do século XVII desde que há um consenso geral de que o mesmo deu "forte ênfase na pureza da adoração bíblica e política eclesiástica”. Leland Ryken nos lembra que o "nome puritano refere se primeiramente ao desejo de purificar a Igreja da Inglaterra dos vestígios católicos na adoração e na forma de governo da igreja”. De acordo com J. I. Packer, os puritanos apresentavam-se para a adoração pública como que apresentando-se ao próprio Deus. É certo que eles tiveram algumas divergências internas neste tópico, mas mesmo tais divergências não os fizeram perder de vista o essencial na adoração.
Desde que a adoração no Puritanismo era vista como uma aproximação a Deus, toda a liturgia era formulada visando edificação (I Corintios 14.26). Como resultado, o culto puritano era caracterizado por dois princípios: simplicidade e biblicidade. Referindo-se à simplicidade no culto puritano, diz Ryken: "O culto puritano como um todo era marcado pelo esforço em despojar-se do supérfluo e concentrar-se no essencial, o que evidenciava o ideal de edificação”. Naquele contexto, a exposição bíblica era a mais solene e exaltada atividade, sendo também o teste supremo do ministro. Assim, a simplicidade era para eles uma proteção contra as vaidades da alma, e as Escrituras, uma proteção contra as distorções fantasiosas. Com respeito à ordem do culto, Alan Clifford afirma que no culto puritano a pregação, o conteúdo das orações, o cântico dos Salmos e a guarda do domingo constituíam elementos de distinção especial na época. Além do mais, porque na adoração o cristão não apenas busca a Deus, mas também o encontra, a adoração era vista pelos puritanos como um meio de graça, onde o faminto é alimentado. John Owen evidencia este ponto ao dizer que na adoração, Cristo "toma os adoradores pelas mãos e os conduz à presença de Deus; e apresentando-os lá ele diz: ‘Eis-me aqui, e os filhos que Deus me deu”. Tal abordagem da adoração cristã sempre deveria nos motivar e instruir.
Finalmente, uma redescoberta da verdadeira adoração inclui a aplicação do amor cristão para solucionar divergências secundárias. O refomador Calvino entendeu que nesta matéria, como em vários outros assuntos importantes para a igreja cristã, há aspectos primários e aspectos secundários. Quanto aos aspectos primários da adoração, ou seja, aqueles que dizem respeito à retidão do cristão, à majestade de Deus, e qualquer outro assunto necessário à salvação, "somente o Mestre deve ser ouvido”. Em aspectos secundários, ou seja, assuntos que não são necessários à salvação e costumes de diferentes povos e gerações, não deveria haver imposição de mudanças, por causas insuficientes. Assim ele conclui dizendo que o "amor julgará melhor entre o que danifica e o que edifica; e se deixarmos o amor ser o nosso guia, tudo estará salvo”. Outro exemplo deste mesmo princípio vem de John Owen em seu tratado sobre divisões entre cristãos. Naquela obra Owen confessa: "Eu preferiria gastar todo o meu tempo e meus dias curando as feridas e divisões entre os cristãos do que gastar uma hora procurando justificá-las". Tais ilustrações de sabedoria são não apenas bem-vindas, mas urgentemente necessárias em nossa discussão sobre adoração.

Conclusão

Nesta nossa reflexão sobre adoração e culto cristão temos procurado mostrar que o assunto é essencialmente espiritual e digno de nossa atenção especial. Por sua natureza espiritual, a verdadeira adoração só é possível quando impulsionada pela obra do Espírito Santo dentro de nós (João 4.23-24). Além do mais, os passos a serem tomados para uma redescoberta da verdadeira adoração são exercícios altamente espirituais e contradizem profundamente nossa natureza e impulsos carnais. Mas a verdadeira adoração sempre exaltará Cristo (Apocalipse 5.12), transformará o adorador (II Corintios 3.18-19), convencerá o incrédulo da presença do adorado entre os adoradores (I Corintios 14.24-25) e invocará o "amém" de cada um dos servos de Deus. Ainda, a verdadeira adoração nos capacita para o testemunho e o serviço diário na seara do Mestre. Como diz Armstrong: "Não estamos no negócio de construir mosteiros evangélicos, mas congregações que servirão o verdadeiro Deus como resultado direto da adoração”.
Finalmente, temos que admitir que, de acordo com as Escrituras e a história cristã, adorar a Deus corretamente exige tempo e humildade. Preparação é essencial. Examinar nossas intenções e avaliar nossas ações devem ser exercícios constantes em nossa vida de adoradores (Salmos 66.18 e 131). Além do mais, nosso coração deve ser continuamente guardado contra o egocentrismo a fim de que possamos dizer: "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória" (Salmo 115.1). É somente adorando o Senhor de modo verdadeiro que seremos encontrados por ele e, como disse Richard Baxter: "Se é a Deus que você está buscando em sua adoração, você não ficará satisfeito sem Deus".


FONTE: http://www.thirdmill.org/files/portuguese/20851~9_19_01_10-25-36_AM~refletindo_sobre_a_adoracao.htm