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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

IGREJA CATÓLICA E O RECUO DO MARTELO

A IGREJA CATÓLICA E O RECUO DO MARTELO


A Igreja Católica Romana sempre foi contra o progresso do Reino de Deus pelo fato de negar a INERRÂNCIA DAS SAGRADAS ESCRITURAS. Ela perseguiu milhares de cristãos; fez vista grossa sobre o holocausto de seis milhões de judeus europeus durante a 2a Guerra Mundial; permite o celibato fazendo com que muitos dos seus sacerdotes enfraqueçam-se sexualmente, como é o caso de uma diocese nos E.U. A, que abriu falência após 133 casos de abusos sexuais, denunciados ao ministério publico americano, o bispo da diocese diz: "Entrar com um pedido no Capítulo 11 [da lei de falência] é a melhor oportunidade, dados os recursos limitados, para dar o tratamento mais justo possível a todas as vítimas de abuso sexual por padres da nossa diocese.”(Fonte: http://noticias.br.msn.com/), o advogado Thomas Neuberger, que representa 88 vítimas, rebateu as argumentações do bispo dizendo em nota à imprensa: "Este pedido é o mais recente e triste capítulo na história de décadas de acobertamento destes crimes condenáveis para manter em segredo a responsabilidade e cumplicidade do abuso de centenas de crianças católicas".
Com base nesta triste realidade em que se encontra milhares de pessoas que são iludidas por essa falsa religião só temos que clamar ao Senhor da Glória que venha intervir, para que milhões de pessoas não adentre o inferno sem conhecer a pureza da Palavra de Deus. Por séculos vimos a Igreja Católica ensinando que ela nunca falha, e que a autoridade do papa é suprema e inerrânte, portanto nem a igreja nem o papa erram em sua decisões e conceitos. Crescemos aprendendo esse falso ensino, mas de uns anos pra cá vemos a Igreja Católica reconhecendo que errou e o seu representante e cabeça (o papa), pedindo perdão publicamente. Não é estranho? Como pode, uma igreja que tem as chaves do céu e do inferno, errar e reconhecer que errou? Isso não contradiz a sua tão defendida e idolatrada tradição? E os seus dogmas? ...Preciso falar mais nada...
O fato é que podemos presenciar que nestes dias a Igreja Católica estar vivendo o “recuo do Martelo”. Meu caro leitor, você sabe o que significa o “recuo do martelo?” Não? Eu vou explicar: Quando você esta trabalhando em algum projeto ou até mesmo obras, e que você precisa pregar alguns pregos em uma tabua, o que você faz? Posiciona o prego no local desejado e se prepara para dar a primeira martelada, mas antes de dar a tão esperada martelada, você recua o martelo para traz e ai bate; o martelo baterá com muita força no prego, pois você recuou o seu martelo.
O que eu quero com essa breve ilustração? Lhe ensinar como trabalhar com o martelo? Não, meu bom leitor, eu não faria isso. O que eu quero dizer é que a Igreja católica tem usado outros recursos para enganar e perseguir as pessoas que pensam biblicamente. No passado ela usou a fogueira, a guilhotina, a forca e outros recursos para impor suas ideologias e conceitos dogmáticos, mas agora ela usa o chamado ecumenismo, a renovação carismática, o papa pedindo perdão pela pratica da inquisição e agora o “cabeça da igreja Católica e chefe supremo”(papa), deseja a volta dos anglicanos ao catolicismo romano: “Há 77 milhões de anglicanos no mundo, e nos últimos anos alguns setores estão descontentes com mudanças em sua Igreja, como a ordenação de sacerdotisas e a nomeação de bispos homossexuais. O documento aprovado pelo papa, uma Constituição apostólica, aceita que indivíduos ou grupos anglicanos se unam ao Catolicismo romano sem abrir mão de algumas das suas tradições. As novas regras, que entram em vigor brevemente, não afetam o celibato clerical católico, e mantém a antiga prática de permitir que um padre anglicano casado mantenha seu matrimônio caso se converta”, (Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/).
Satanás ataca de várias formas e uma delas é que ele se apresenta como anjo de luz. Como diz um ditado no nordeste, “o morcego morde e assopra”. Precisamos nos apegar mais aos ensinos da Sagradas Escrituras, pois ela nunca erra. A Confissão de Fé de Westminster nos diz em seu capitulo 10, Art. IV, que: “A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus” (II Tim. 3:16; I João 5:9, I Ts. 2:13). Isto quer dizer que para crer na autoridade das Escrituras, não dependemos de homens (papas), ou igrejas (Catolicismo e outras religiões que desprezam a Bíblia), mas única e exclusivamente de Deus. Mais na frente a Confissão de Fé nos diz que: “A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente”, Cap. 1, Art. IX (At. 15: 15; João 5:46; II Pedro 1:20-21). Não precisamos de tradições ou dogmas humanos para entender a vontade de Deus para a sua igreja, pois a Bíblia é infalível em nos revelar o que Deus quer de nós. O papa é falível, porem a Bíblia é infalível; a Igreja Católica é falível, porém a igreja gloriosa que é composta dos salvos é infalível (a igreja gloriosa é composta dos verdadeiros crentes que viveram no passado, os que vivem hoje e os que ainda hão de nascer, ou seja, só os que Deus escolheu).
As decisões e doutrinas que a igreja do Senhor professa, deve ser moldada e julgada pela Bíblia, e não pela tradição e dogmas: "O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura", Cap. 1, Art. X (Mt. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10).
Que nos aproximemos mais da Palavra de Deus; que venhamos a ser mais fiéis ao nosso Deus. Devemos estar vigilantes pois quanto mais longo o recuo do martelo, mais forte será a pancada. A igreja Católica está nesse período de paz, felicidade, não persegue mais ninguém, os seus adeptos até andam com a Bíblia hoje na rua, um fato que era proibido no passado, e quem fosse pego com a Bíblia na rua era condenado e a Bíblia era queimada em praça publica. Tenta se aproximar das pessoas e até mesmo de algumas igrejas protestantes quando, “na página 766, volume XIV, da Enciclopédia Católica, lemos: "A Igreja verdadeira (querem dizer a Igreja Católica) não pode tolerar nenhuma igreja estranha a ela". O décimo quarto artigo do decreto do Papa Pio IV, que é uma forma abreviada dos decretos do Conselho de Trento, é citado na página 768 do volume XIV da Enciclopédia da Católica, afirma que "os heréticos não devem ser só excomungados como também justamente executados". A espada, a tocha e a roda têm sido os instrumentos da Igreja Católica há séculos na evangelização e disciplina” (Fonte: http://www.palavraprudente.com.br; Autor: Laurence A. Justice; Tradução: Albano Dalla Pria.
Meditemos sobre este fato, e que sejamos vigilantes ás sutilezas de Satanás, pois ao que vencer: dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus, darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe, lhe darei poder sobre as nações, concederei que se assente comigo, no meu trono, assim como eu venci, e me assentei com meu Pai, no seu trono – Palavras de Jesus, (Ap. 2. 7, 17 , 23 – 3.21).

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espiríto diz ás igrejas, Ap. 3.22.
Pr. Davi Nascimento

sábado, 17 de outubro de 2009

A Presciência de Deus
Por
Arthur W. Pink

Que controvérsias têm sido engendradas por este assunto no passado! Mas que verdade das Escrituras Sagradas existe que não se tenha tornado em ocasião para batalhas teológicas e eclesiásticas? A deidade de Cristo, Seu nascimento virginal, Sua morte expiatória, Seu segundo advento; a justificação do crente, sua santificação, sua segurança; a Igreja, sua organização, oficiais e disciplina; o batismo, a ceia do Senhor, e uma porção doutras preciosas verdades que poderiam ser mencionadas. Contudo, as controvérsias sustentadas não fecharam a boca dos fiéis servos de Deus; então, por que deveríamos evitar a disputada questão da presciência de Deus porque, com efeito, há alguns que nos acusarão de fomentar contendas? Que outros se envolvam em contendas, se quiserem; nosso dever é dar testemunho segundo a luz a nós concedida.

Há duas coisas referentes à presciência de Deus que muitos ignoram: o significado do termo e o seu escopo bíblico. Visto que esta ignorância é tão amplamente generalizada, é fácil aos pregadores e mestres impingir perversões deste assunto, até mesmo ao povo de Deus. Só há uma salvaguarda contra o erro: estar firme na fé. Para isso, é preciso fazer devoto e diligente estudo, e receber com singeleza a Palavra de Deus infundida. Só então ficamos fortalecidos contra as investidas dos que nos atacam. Hoje em dia existem os que fazem mau uso desta verdade, com o fim de desacreditar e negar a absoluta soberania de Deus na salvação dos pecadores. Assim como os seguidores da alta crítica repudiam a divina inspiração das Escrituras e os evolucionistas a obra de Deus na criação, alguns mestres pseudo-bíblicos andam pervertendo a presciência de Deus com o fim de pôr de lado a Sua incondicional eleição para a vida eterna.

Quando se expõe o solene e bendito tema da preordenação divina, e o da eterna escolha feita por Deus de algumas pessoas para serem amoldadas à imagem do Seu Filho, o diabo envia alguém para argumentar que a eleição se baseia na presciência de Deus, e esta “presciência” é interpretada no sentido de que Deus previu que alguns seriam mais dóceis que outros, que responderiam mais prontamente aos esforços do Espírito e que, visto que Deus sabia que eles creriam , por conseguinte, predestinou-os para a salvação. Mas tal declaração é radicalmente errônea. Repudia a verdade da depravação total, pois defende que há algo bom em alguns homens, Tira a independência de Deus, pois faz com que os Seus decretos se apóiem naquilo que Ele descobre na criatura. Vira completamente ao avesso as coisas, porquanto ao dizer que Deus previu que certos pecadores creriam em Cristo e, por isso, predestinou-os para a salvação, é o inverso da verdade. As Escrituras afirmam que Deus, em Sua soberania, escolheu alguns para serem recipientes de Seus distinguidos favores (Atos 13:48) e, portanto, determinou conferir-lhes o dom da fé. A falsa teologia faz do conhecimento prévio que Deus tem da nossa fé a causa da eleição para a salvação, ao passo que a eleição de Deus é a causa , e a nossa fé em Cristo, o efeito .

Antes de continuar discorrendo sobre este tema, tão erroneamente interpretado, façamos uma pausa para definir os nossos termos. Que se quer dizer por “presciência”? “Conhecer de antemão”, é a pronta resposta de muitos. Mas não devemos tirar conclusões precipitadas, nem tampouco apelar para o dicionário do vernáculo como o supremo tribunal de recursos, pois não se trata de uma questão de etimologia do termo empregado. O que é preciso é descobrir como a palavra é empregada nas Escrituras. O emprego que o Espírito Santo faz de uma expressão sempre define o seu significado e escopo. Deixar de aplicar esta regra simples tem causado muita confusão e erro. Muitíssimas pessoas presumem que já sabem o sentido de certa palavra empregada nas Escrituras, pelo que negligenciam provar as suas pressuposições por meio de uma concordância. Ampliemos este ponto.

Tomemos a palavra “carne”. Seu significado parece tão óbvio, que muitos achariam perda de tempo examinar as suas várias significações nas Escrituras. Depressa se presume que a palavra é sinônima de corpo físico e, assim, não se faz pesquisa nenhuma. Mas, de fato, nas Escrituras “carne” muitas vezes inclui muito mais que a idéia de corpo. Tudo que o termo abrange, só pode ser verificado por uma diligente comparação de cada passagem em que ocorre e pelo estudo de cada contexto, separadamente.

Tomemos a palavra “mundo”. O leitor comum da Bíblia imagina que esta palavra equivale a “raça humana” e, conseqüentemente, muitas passagens que contêm o termo são interpretadas erroneamente. Tomemos a palavra “imortalidade”. Certamente esta não requer estudo! É óbvio que se refere à indestrutibilidade da alma. Ah, meu leitor, é uma tolice e um erro fazer qualquer suposição, quando se trata da Palavra de Deus. Se o leitor se der ao trabalho de examinar cuidadosamente cada passagem em que se acham “mortal” e “imortal”, verá que estas palavras nunca são aplicadas à alma, porém sempre ao corpo.

Pois bem, o que acabamos de dizer sobre “carne”, “mundo”, e “imortalidade”, aplica-se com igual força aos termos “conhecer” e “pré-conhecer”. Em vez de imaginar que estas palavras não significam mais que simples cognição, é preciso ver que as diferentes passagens em que elas ocorrem exigem ponderado e cuidadoso exame. A palavra “presciência” (pré-conhecimento) não se acha no Velho Testamento. Mas “conhecer” (ou “saber”) ocorre ali muitas vezes. Quando esse termo é empregado com referência a Deus, com freqüência significa considerar com favor, denotando não mera cognição, mas sim afeição pelo objeto em vista. “... te conheço por nome” (Êxodo 33:17). “Rebeldes fostes contra o Senhor desde o dia em que vos conheci ” (Deuteronômio 9:24). “Antes que te formasse no ventre te conheci ... “ (Jeremias 1:5). “... constituíram príncipes, mas eu não o soube ...” (Oséias 8:4). “De todas as famílias da terra a vós somente conheci ...” (Amos 3:2). Nestas passagens, “conheci” significa amei ou designei .

Assim também a palavra “conhecer” é empregada muitas vezes no Novo Testamento no mesmo sentido do Velho Testamento. “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci ...” (Mateus 7:23). “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido ” (João 10:14). “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele” (1 Coríntios 8:3). “... o Senhor conhece os que são seus...” (2 Timóteo 2:19).

Pois bem, a palavra “presciência”, como é empregada no Novo Testamento, é menos ambígua que a sua forma simples, “conhecer”. Se cada passagem em que ela ocorre for estudada cuidadosamente, ver-se-á que é discutível se alguma vez se refere apenas à percepção de eventos que ainda estão por acontecer. O fato é que “presciência” nunca é empregada nas Escrituras em relação a eventos ou ações; em lugar disso, sempre se refere a pessoas . Pessoas é que Deus declara que “de antemão conheceu” (pré-conheceu), não as ações dessas pessoas. Para provar isto, citaremos agora cada uma das passagens em que se acha esta expressão ou sua equivalente.

A primeira é Atos 2:23. Lemos ali: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos”. Se se der cuidadosa atenção à terminologia deste versículo, ver-se-á que o apóstolo não estava falando do conhecimento antecipado que Deus tinha do ato da crucificação, mas sim da Pessoa crucificada: “A este (Cristo) que vos foi entregue”, etc.

A segunda é Romanos 8:29-30. “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho; a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou”, etc. Considere-se bem o pronome aqui empregado. Não se refere a algo , mas a pessoas , que ele conheceu, de antemão. O que se tem em vista não é a submissão da vontade, nem a fé do coração, mas as pessoas mesmas .

“Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu...” (Romanos 11:2). Uma vez mais a clara referência é a pessoas, e somente a pessoas.

A última citação é de 1 Pedro 1:2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai...” Quem são “eleitos segundo a presciência de Deus Pai”? O versículo anterior nô-lo diz: a referência é aos “estrangeiros dispersos”, isto é, a Diáspora, a Dispersão, os judeus crentes. Portanto, aqui também a referência é a pessoas, e não aos seus atos previstos.

Ora, em vista destas passagens (e não há outras mais), que base bíblica há para alguém dizer que Deus “pré-conheceu” os atos de certas pessoas, a saber, o seu “arrependimento e fé”, e que devido a esses atos Ele as elegeu para a salvação? A resposta é: absolutamente nenhuma. As Escrituras nunca falam de arrependimento e fé como tendo sido previsto ou pré-conhecido por Deus. Na verdade, Ele sabia desde toda a eternidade que certas pessoas se arrependeriam e creriam ; entretanto, não é a isto que as Escrituras se referem como objeto da “presciência” de Deus. Esta palavra se refere uniformemente ao pré-conhecimento de pessoas; portanto, conservemos “... o modelo das sãs palavras. . .” (2 Timóteo 1:13).

Outra coisa para a qual desejamos chamar particularmente a atenção é que as duas primeiras passagens acima citadas mostram com clareza e ensinam implicitamente que a “presciência” de Deus não é causativa , pelo contrário, alguma outra realidade está por trás dela e a precede, e essa realidade é o Seu decreto soberano . Cristo “... foi entregue pelo (1) determinado conselho e (2) presciência de Deus” (Atos 2:23). Seu “conselho” ou decreto foi a base da Sua presciência. Assim também em Romanos 8:29. Esse versículo começa com a palavra “porque”, conjunção que nos leva a examinar o que o precede imediatamente. E o que diz o versículo anterior? “... todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles... que são chamados por seu decreto”. Assim é que a “presciência” de Deus baseia-se em Seu decreto (ver Salmo 2:7).

Deus conhece de antemão o que será porque Ele decretou o que há de ser . Portanto, afirmar que Deus elege pessoas porque as pré-conhece é inverter a ordem das Escrituras, é pôr o carro na frente dos bois. A verdade é esta: Ele as “pré-conhece” porque as elegeu . Isto retira da criatura a base ou causa da eleição, e a coloca na soberana vontade de Deus. Deus Se propôs eleger certas pessoas, não por haver nelas ou por proceder delas alguma coisa boa, quer concretizada quer prevista, mas unicamente por Seu beneplácito. Quanto ao por que Ele escolheu os que escolheu, não sabemos, e só podemos dizer: “Sim, ó Pai, porque assim te aprouve” (Mateus li :26). A verdade patente em Romanos 8:29 é que Deus, antes da fundação do mundo, elegeu certos pecadores e os destinou para a salvação (2 Tessalonicenses 2:13). Isto se vê com clareza nas palavras finais do versículo: “... os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”, etc. Deus não predestinou aqueles que “dantes conheceu” sabendo que eram “conformes”, mas, ao contrário, aqueles que Ele “dantes conheceu” (isto é, que Ele amou e elegeu), “predestinou para serem conformes”. Sua conformidade a Cristo não é a causa, mas o efeito da presciência e predestinação divina.

Deus não elegeu nenhum pecador porque previu que creria, pela razão simples, mas suficiente, de que nenhum pecador jamais crê enquanto Deus não lhe dá fé; exatamente como nenhum homem pode ver antes que Deus lhe dê a vista. A vista é dom de Deus, e ver é a conseqüência do uso do Seu dom. Assim também a fé é dom de Deus (Efésios 2:8-9), e crer é a conseqüência do uso deste Seu dom. Se fosse verdade que Deus elegeu alguns para serem salvos porque no devido tempo eles creriam, isso tornaria o ato de crer num ato meritório e, nesse caso, o pecador salvo teria motivo para gloriar-se, o que as Escrituras negam enfaticamente (veja Efésios 2:9).

Certamente a Palavra de Deus é bastante clara ao ensinar que crer não é um ato meritório. Afirma ela que os cristãos vieram a crer “pela graça” (Atos 18:27). Se, pois, eles vieram a crer “pela graça”, absolutamente não há nada de meritório em “crer”, e, se não há nada de meritório nisso, não poderia ser o motivo ou causa que levou Deus a escolhê-los. Não; a escolha feita por Deus não procede de coisa nenhuma existente em nós , ou que de nós provenha, mas unicamente da Sua soberana boa vontade.

Mais uma vez, em Romanos 11:5 lemos sobre “... um resto, segundo a eleição da graça”. Eis aí, suficientemente claro; a eleição mesma é “da graça”, e a graça é favor imerecido , coisa a que não tínhamos direito nenhum diante de Deus.

Vê-se, pois, como é importante para nós, termos idéias claras e bíblicas sobre a “presciência” de Deus. Os conceitos errôneos sobre ela, inevitavelmente levam a idéias que desonram em extremo a Deus. A noção popular da presciência divina é inteiramente inadequada. Deus não somente conheceu o fim desde o princípio, mas planejou, fixou, predestinou tudo desde o princípio. E, como a causa está ligada ao efeito, assim o propósito de Deus é o fundamento da Sua presciência. Se, pois, o leitor é um cristão verdadeiro, é porque Deus o escolheu em Cristo antes da fundação do mundo (Efésios 1:4), e o fez não porque previu que você creria , mas simplesmente porque Lhe agradou fazê-lo; você foi escolhido apesar da tua incredulidade natural. Sendo assim, toda a glória e louvor pertence a Deus somente. Você não tem base nenhuma para arrogar-se crédito algum. Você creu “pela graça” (Atos 15:27), e isso porque a tua própria eleição foi “da graça” (Romanos 11:5).


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Fonte: http://www.monergismo.com/
Bibliografia: Arthur W. Pink. Os Atributos de Deus. Editora PES.





sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O CRISTO DO ARMINIANISMO

O Cristo do Arminianismo
(A doutrina do livre-arbítrio)

por
Rev. Steven Houck
A Bíblia nos adverte de que nos últimos dias, nos quais já vivemos, haverá muitos falsos Cristos – aqueles que se chamando de Cristo são impostores. Jesus disse: “Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.” Mt 24:5
Nós que professamos ser cristãos devemos prestar atenção. Devemos ser muito cuidadosos para não sermos enganados. Fomos chamados para confiar, amar e seguir ao VERDADEIRO Cristo, e somente a Ele!
Nós conhecemos o Cristo das outras religiões. Ele é um homem bom, um profeta, a primeira criação de Deus, um grande espírito, o filho de Deus. Mas esse não é o Deus eterno e verdadeiro. Ele recebe a sua existência de outro que é maior que ele. Este não é o Cristo da Bíblia. Nós somos enganados por este Cristo. Ele é um falso Cristo.
Nós conhecemos o Cristo do Catolicismo romano. Eles professam que ele é o verdadeiro Deus. Ele sofreu e morreu para perdoar os pecadores. Ele ressuscitou, e ascendeu aos céus e virá outra vez. Mas ele não é um Salvador completo. O Cristo do Catolicismo romano não pode salvar os pecadores sem as boas obras e sem a intercessão dos sacerdotes. Este não é o Cristo da Bíblia. Somos enganados por este Cristo. Ele é um falso Cristo.
Sem mais delongas, existe outro falso Cristo que é muito mais perigoso que o Cristo de outras religiões e o Cristo do Catolicismo romano. Ele tem enganado as pessoas por muitos anos e continua a enganar a milhares! Este Cristo é tão perigoso que, se fosse possível, enganaria até os escolhidos (Mt 24:24).
Ele é o Cristo do Arminianismo
Este falso Cristo é extremamente perigoso porque aparenta ser o verdadeiro Cristo de muitas maneiras. Afirmam que ele é o verdadeiro Deus, igual ao Pai e ao Espírito Santo. Dizem que ele morreu na cruz para salvar aos pecadores. Que salva somente pela graça, sem as obras dos homens! Este Cristo nada tem a ver com o Cristo do Catolicismo romano.
Mas muito cuidado! Estejam alertas! Este Cristo do Arminianismo não é o Cristo da Bíblia. Não sejam enganados!
1. O Cristo do Arminianismo: Ama individualmente a todas as pessoas no mundo inteiro e sinceramente deseja sua salvação
O Cristo da Bíblia: decididamente ama e deseja somente a salvação daqueles a quem Deus escolheu incondicionalmente para salvação. (Sl 5:5; 7:11; 11:5; Mt 11:27; Jo 17: 9-10; Hc 2:47; 13:48; Rm 9:10-13, 21-24; Ef 1: 3-4)
2. O Cristo do Arminianismo: oferece salvação a todos os pecadores e faz tudo o que está ao seu alcance para salva-los. Mas sua oferta e poder às vezes são frustrados, porque muitos se negam a vir a ele.
O Cristo da Bíblia: eficazmente chama os eleitos e soberanamente os salva, e nenhum deles se perderá. ( Is 55:11; Jo 5:21; 6:37-40; 10:25-30: 17:2; Fl 2:13)
3. O Cristo do Arminianismo: não pode regenerar nem salvar um pecador, sem que primeiro este se entregue a Cristo com o seu “livre arbítrio” com o qual podem decidir aceitar ou rejeitar a Cristo. Esse “livre arbítrio” não pode ser violado por Cristo.
O Cristo da Bíblia: soberanamente regenera o pecador eleito à margem do seu “livre arbítrio”. Porque sem a regeneração, o pecador morto espiritualmente, não pode escolher a Cristo. A Fé não é uma contribuição do homem para sua salvação, mas sim uma dádiva de Deus que parte em seu resgate. (Jo 3:3; 6:44,65; 15:16; Rm 9:16; Ef 2:1,8-10; Fl 1:29; He 12:2)
4. O Cristo do Arminianismo: morreu na cruz por todo o mundo, e assim tornou possível a salvação para cada pessoa. Sua morte, a não ser pela escolha por parte do homem, não foi suficiente para salvar realmente, porque muitos homens por quem ele já morreu estão perdidos.
O Cristo da Bíblia: morreu somente pelos eleitos de Deus, conquistando assim eficazmente a salvação para todos aqueles por quem ele morreu. Sua morte foi uma satisfação vicária, que eficazmente quitou a culpa de seu povo eleito. ( Lc 19:10; Jo 10:14-15, 26; Rm 5:10; Ef 5:25; He 9:12; 1Pe 3:18)
5. O Cristo do Arminianismo: perde a muitos dos que “salvou” porque não continuam na Fé. Assim quando ele lhes dá “certeza de salvação” como dizem, essa segurança não está baseada em Sua Vontade e Poder, mas na escolha do homem quando aceita a Cristo.
O Cristo da Bíblia: preserva o seu povo escolhido de tal maneira que eles não podem perder sua salvação, sendo que ele mesmo a preserva até o fim. Ele nos preserva pela soberana eleição, pela vontade de DEUS, pelo poder da sua morte e pelo grandioso trabalho do seu Espírito. (Jo 5:24; 10:26-29; Rm 8:29-30, 35-39; 1Pe 1:2-5; Jd 24-25)
Como podem ver, há um Cristo do Arminianismo e um Cristo da Bíblia. Podem parecer iguais a primeira vista, mas eles são muito diferentes. Um é falso, e o outro é verdadeiro. Um é débil e sem esperança. Inclina-se ante o soberano “livre arbítrio” do homem. Mas o outro é Senhor que reina, que decide o que lhe compraz e soberanamente cumpre a sua vontade.
Se você crê e serve ao Cristo do Arminianismo, você deve reconhecer que não está servindo ao Cristo da Bíblia. Você está enganado! Estude as Escrituras e conheça ao Cristo verdadeiro. Ore por graça para arrepender-se e confiar no Cristo soberano e salvador que a Bíblia nos apresenta.
Publicado por: Primeira Igreja Reformada Protestante
3641 104th Street
Holland, Michigan 49424

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Tradução: Débora Duarte
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Proclamando o Evangelho Genuíno de CRISTO JESUS, que é o poder de DEUS para salvação de todo aquele que crê.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

LEMBRAI-VOS DA MULHER DE LÓ



LEMBRAI-VOS DA MULHER DE LÓ

J.C. Ryle


(Lc. 17: 32)

Há poucas advertências na Escritura mais solenes que esta. O Senhor Jesus Cristo nos diz, "Lembrai-vos da mulher de Ló."

A esposa de Ló professava a verdadeira religião: seu marido era um "homem íntegro" (2 Pedro 2:8). Ela deixou Sodoma com ele no dia da sua destruição; ela olhou para trás, em direção a cidade, em desobediência a ordem expressa de Deus; ela morreu imediatamente, transformando-se em uma estátua de sal. E o Senhor Jesus Cristo a utiliza como exemplo para Sua igreja; Ele diz: "Lembrai-vos da mulher de Ló".

É uma advertência solene, quando consideramos a pessoa que Jesus menciona. Ele não nos convida a lembrar de Abraão, ou Isaque, ou Jacó, ou Sara, ou Ana, ou Rute. Não! Ele escolhe alguém cuja alma estava perdida para sempre. Ele clama a nós: "Lembrai-vos da mulher de Ló".

É uma advertência solene, quando nós consideramos sobre o tema de Jesus. Ele está falando da Sua segunda vinda, quando virá julgar o mundo; Ele está descrevendo o estado terrível de despreparo no qual muitos serão achados. Os últimos dias estão na Sua mente, quando Ele nos diz: "Lembrai-vos da mulher de Ló".

É uma advertência solene, quando nós pensamos na Pessoa que a faz. O Senhor Jesus é amoroso, misericordioso e compassivo; Ele é Aquele que "não esmagará a cana quebrada nem apagará a torcida que fumega"(Is.42:3). Ele lamentou a incredulidade de Jerusalém e orou pelos homens que O crucificaram; contudo, Ele julga proveitoso nos dar esta advertência solene e nos fazer lembrar das almas perdidas. Ele nos diz: "Lembrai-vos da mulher de Ló".

É uma advertência solene, quando nós pensamos nas pessoas para as quais Ele, primeiramente, dirigiu estas palavras. O Senhor Jesus estava falando aos Seus discípulos; Ele não estava falando para os escribas e fariseus que o odiaram, mas a Pedro, Tiago e João, e muitos outros que O amaram; mesmo para esses, Ele julga proveitoso uma palavra de precaução. Ele os diz: "Lembrai-vos da mulher de Ló".

É uma advertência solene, quando nós consideramos a maneira que Ele falou. Ele não diz somente: "Cuidado! Não sejam como a mulher de Ló". Ele usa uma palavra diferente; Ele diz: "Lembrai-vos". Ele fala como se nós corrêssemos o perigo de esquecer o assunto; Ele incita nossas memórias preguiçosas; Ele nos ordena a manter o caso em nossas mentes. Ele clama: "Lembrai-vos da mulher de Ló".

Agora, consideremos os privilégios religiosos que a esposa de Ló desfrutou.

Nos dias de Abraão e Ló, a verdadeira religião salvadora era escassa na terra; não havia ainda a Bíblia, pastores, igrejas, credos ou mesmo missionários. O conhecimento de Deus estava limitado a algumas famílias agraciadas; a maior parte dos habitantes do mundo estava vivendo em escuridão, ignorância, superstição e pecado. Talvez não houvesse um em cem, que contasse com tal bom exemplo, ou com tal convivência espiritual, tal clareza de conhecimento e advertências tão claras como a esposa de Ló. Comparada com os milhões de criaturas do seu tempo, a esposa de Ló era uma mulher agraciada.

Ela teve um homem religioso como marido; ela teve Abraão, o pai da fé, como tio através do matrimônio. A fé, o conhecimento e as orações destes dois homens íntegros não poderiam ter sido desconhecidos dela. É impossível que ela pudesse ter morado em tendas com eles durante tanto tempo, sem saber de Quem eles eram e a Quem eles serviam. Religião para eles não era nenhum negócio formal; era o princípio governante das suas vidas e a razão de suas ações. Tudo isso a esposa de Ló deve ter visto e conhecido. Este não era um pequeno privilégio.

Quando Abraão recebeu as promessas, a esposa de Ló provavelmente estava lá. Quando ele construiu sua tenda entre Ai e Betel, é provável que ela estivesse presente ...; quando os anjos vieram a Sodoma e advertiram seu marido para fugir, ela os viu; quando eles os levaram pela mão e os conduziram para fora da cidade, ela era um daqueles que eles ajudaram a escapar. Mais uma vez, eu digo, estes não foram privilégios pequenos.

Contudo, quais foram os resultados positivos, de todos estes privilégios, no coração da esposa de Ló? Nenhum, nada. Apesar de todas as oportunidades e meios de graça, todas as advertências especiais e mensagens do céu, ela viveu e morreu sem a graça de Deus, sem Deus, impenitente e descrente. Os olhos do seu entendimento nunca foram abertos; sua consciência nunca foi realmente despertada ou estimulada; sua vontade nunca foi verdadeiramente trazida a um estado de obediência a Deus; suas afeições nunca foram fixadas nas coisas lá do alto. A forma de religião que ela teve foi mantida por conveniência e não por um verdadeiro sentir; era uma capa usada para agradar a seu marido, e não por qualquer senso de seu valor. Ela fez como outros ao redor dela na casa de Ló: ela se conformou aos costumes do seu marido; ela não fez nenhuma oposição à religião dele; ela se permitiu ser conduzida passivamente por ele; mas em todo tempo o seu coração estava em pecado diante de Deus. O mundo estava no seu coração, e o seu coração estava no mundo. Neste estado ela viveu, e neste estado ela morreu.

Em tudo isso há muito a ser aprendido. Eu vejo uma lição aqui que é da maior importância nos nossos dias. Você vive em tempos em que há muitas pessoas vivendo igual a esposa de Ló. Ouça pois, a lição que o caso dela nos ensina.

Aprenda que a mera possessão de privilégios religiosos não salvarão a alma de ninguém. Você pode ter vantagens espirituais de todo tipo; você pode viver e gozar das mais ricas oportunidades e meios de graça; você pode desfrutar da melhor pregação e das instruções mais verdadeiras; você pode morar no meio da luz, conhecimento, santidade e boa companhia. Tudo isso é possível; contudo, você ainda pode permanecer não convertido, e estar perdido para sempre.

Eu ouso dizer que esta doutrina parece dura a alguns leitores. Eu conheço a idéia de que eles não querem nada mais do que privilégios religiosos para decidirem ser cristãos. Eles não são o que eles devem ser no momento, eles concordam; mas a posição deles é tão difícil, eles argumentam, e suas dificuldades são tantas. Dê-lhes um cônjuge crente, ou amizades cristãs, ou um patrão crente; dê a eles a pregação do Evangelho, os privilégios, e então eles caminharão com Deus.

Tudo engano! Uma completa ilusão! Para salvar almas, é requerido muito mais do que privilégios. Joabe era o capitão de Davi; Geazi era o criado de Eliseu; Demas era companheiro de Paulo; Judas Iscariotes era discípulo de Cristo; e Ló teve uma esposa mundana e incrédula. Todos eles morreram em seus pecados. Eles baixaram à cova apesar do conhecimento, advertências e oportunidades; e todos eles nos ensinam que os homens necessitam não só de privilégios. Eles precisam da graça do Espírito Santo.

Vamos valorizar nossos privilégios religiosos, mas não vamos descansar completamente neles. Vamos desejar ter o benefício deles em nossas atividades, mas não vamos colocá-los no lugar de Cristo. Vamos usá-los com gratidão, se Deus no-los der, mas nos preocupemos em que eles produzam algum fruto em nosso coração e vida. Se eles não produzem o bem, eles seguramente causarão dano; eles cauterizarão a consciência, eles aumentarão a responsabilidade, eles agravarão a condenação. O mesmo fogo que derrete a cera endurece o barro; o mesmo sol que faz a árvore vivente crescer, seca a árvore morta e a prepara para queimar. Nada endurece mais o coração do homem, do que uma familiaridade estéril com as coisas sagradas. Mais uma vez eu digo, não são somente os privilégios que fazem as pessoas cristãs, mas a graça do Espírito Santo. Sem isso, nenhum homem jamais será salvo.

Eu peço aos que lêem esta mensagem hoje, que considerem bem o que eu estou dizendo. Você vai para a Igreja do sr. A ou B; você o considera um pregador excelente; você se deleita com seus sermões; você não pode ouvir nenhum outro com o mesmo conforto; você aprendeu muitas coisas desde que você começou a participar do seu ministério; você considera um privilégio ser um dos seus ouvintes. Tudo isso é muito bom. É um privilégio. Eu seria grato se ministros como o seu fossem multiplicados. Mas, afinal de contas, o que você recebeu no seu coração? Você já recebeu o Espírito Santo? Se não, você não é melhor que a esposa de Ló.

Eu peço para os filhos de pais crentes que gravem bem o que eu estou dizendo. Ser filhos de pais crentes é o mais elevado dos privilégios, pois torna-se o alvo de tantas orações. Realmente é uma bênção aprender o Evangelho na nossa infância, e ouvir falar de pecado, de Jesus, e do Espírito Santo, e santidade, e céu, desde o primeiro momento que podemos lembrar. Mas, cuidado para que vocês não permaneçam estéreis e infrutíferos no meio de todos estes privilégios; precavenham-se para que seus corações não permaneçam duros, impenitentes e mundanos, sem se quebrantar às muitas vantagens que vocês desfrutam. Vocês não poderão entrar no reino de Deus pelo crédito de seus pais. Vocês próprios têm que comer o Pão da Vida e ter o testemunho do Espírito nos seus próprios corações. Vocês têm que ter arrependimento próprio, fé própria e sua própria santificação. Se não, vocês não serão melhor que a esposa de Ló.

Eu peço a Deus que todos os cristãos professos destes dias possam aplicar estas coisas aos seus corações. Que nós nunca esqueçamos que os privilégios sozinhos, não podem nos salvar. Luz e conhecimento, pregações fiéis, meios abundantes de graça e a companhia de pessoas santas são todos grandes bênçãos e vantagens. Feliz aqueles que os tem! Mas no final de tudo, há uma coisa sem a qual privilégios são inúteis: a graça do Espírito Santo. A esposa de Ló teve muitos privilégios; mas não teve a graça de Deus em seu coração.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O QUE OS REFORMARMADOS ENTENDEM POR LIVRE ARBÍTRIO?

A questão e as controvérsias sobre a existência ou não do livre arbítrio são antigas. A discussão se faz presente, com freqüência, no meio presbiteriano, porque somos reformados. Esse termo, reformados, significa que entendemos que as doutrinas resgatadas pela reforma do século 16, e expressas nos documentos e escritos históricos dos reformadores e dos que seguiram em suas pisadas, expressam da melhor maneira os ensinamentos da Palavra de Deus.
Ocorre que nem sempre os que defendem, ou os que negam o livre arbítrio, se preocupam em um entendimento maior do conceito, nem em uma abordagem mais ampla dos textos bíblicos pertinentes ao tema compreendido nessa “liberdade”. Nesse sentido, tanto a defesa, como o ataque, podem levar a uma distorção do ensinamento bíblico e por isso é importante examinarmos em maior detalhe o que realmente entendemos por livre arbítrio.
Podemos fazer isso indo até o nosso símbolo de fé – a Confissão de Westminster (CFW: 1642-47), não porque tenhamos ali a palavra final, mas porque a Confissão nos direciona à Escritura, sistematizando, em proposições concisas, as doutrinas chaves da fé cristã. É nela que encontramos exatamente todo um trecho exatamente sobre o livre arbítrio. O capítulo 9 da CFW tem cinco seções. Nelas lemos que a Bíblia nos ensina que:
1. A natureza humana não possui determinação intrínseca (natural) para o bem ou para o mal. Essa é a liberdade da natureza humana, procedente da estrutura da criação, e a Bíblia, com freqüência e naturalidade, faz referência a essa situação, apelando ao “querer” das pessoas (“te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas” – Dt 30.19; “... não quereis vir a mim para terdes vida” – Jo 5.40; “... Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram” – Mt 17.12).
2. Entretanto, essa plena liberdade existiu no que a CFW chama de “estado de inocência”, ou seja, até a queda em pecado. No Cap. 4, seção 2, falando “da Criação”, a CFW indica que nossos primeiros pais foram “deixados à liberdade da sua própria vontade, que era mutável”. Voltando ao Cap. 9, quando o pecado entrou no mundo o homem perdeu essa “liberdade e poder” (“...Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” – Ec 7.29).
3. O livre arbítrio, portanto, faz parte da natureza criada, mas não subsiste na natureza caída. Como pecadores, não podemos realizar qualquer “bem espiritual” que leve à salvação. Nesse sentido, toda a raça humana está morta “no pecado”. As pessoas são incapazes, cegas pelo pecado, de converter-se, ou mesmo “de preparar-se para isso”. Perdemos, portanto, o livre arbítrio, com a queda em pecado (“... o pendor da carne é inimizade contra Deus... os que estão na carne não podem agradar a Deus” – Ro 8.7-8; “... Não há justo, nem um sequer... não há quem busque a Deus; todos se extraviaram...” – Ro 3.10 a 12; “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer” – Jo 6.44).
4. A situação atual da humanidade, sem livre arbítrio, é de escravidão ao pecado, mas a conversão, operada pelo toque regenerador do Espírito Santo é a libertação dessa escravidão. É a graça de Deus que habilita o homem a querer fazer o que é espiritualmente bom. Como permanecemos ainda pecadores e vivemos em um mundo que é pecado em pecado, não podemos realizar o bem perfeito, e eventualmente caímos também em pecado, mesmo depois de salvos ( “... todo o que comete pecado é escravo do pecado... Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” – Jo 8.34 e 36; “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” – Cl 1.13; “... uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” – Ro 6.18; “... nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto” – Ro 7.15),.
5. Somente na eternidade, em nossa glorificação, é que a nossa vontade “se torna perfeita e imutavelmente livre para o bem só” ( “Ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele” – 1 Jo 3.2).
Esses pontos estabelecem o significado teológico da expressão livre arbítrio – a possibilidade de querer realizar o bem, que tem validade espiritual. Nesse sentido, as pessoas não o possuem em função do pecado e da natureza pecaminosa, que as conservam sob escravidão, fazendo-as escolher o pecado.
A CFW ainda faz outras referências ao livre arbítrio, por exemplo, diz que Deus executa o seu plano “segundo o seu arbítrio” (Cap. 5, seção 3); diz ainda que a perseverança dos santos, ou seja a segurança dos crentes em um estado de salvação “não depende do livre arbítrio deles”, mas “do livre e imutável amor de Deus Pai” (Cap. 17, seção 2). Simultaneamente, uma liberdade de ação, e conseqüentes responsabilidades, é reconhecida, na CFW. No Cap. 20, seção 1, ela indica que os crentes procuram seguir os preceitos de Deus “... não movidos de um medo servil, mas de amor filial e espírito voluntário”. Por último, a CFW fala da liberdade de consciência (Cap. 20, seção 2), registrando que “só Deus é o senhor da consciência”; fala da “verdadeira liberdade de consciência”, e avisa contra “destruir a liberdade de consciência”, bem como contra nunca utilizar essa liberdade como pretexto para cometer “qualquer pecado” ou concupiscência, pois o propósito dela é servir “ao Senhor em santidade e justiça, diante dele todos os dias da nossa vida”.
Devemos entender, assim, que quando indicamos que não possuímos livre arbítrio, não significa que somos robôs, agindo mecanicamente em um teatro da vida. Esse é o grande mistério: como Deus consegue nos dar essas faculdades decisórias, mas, ainda assim, cumprir o seu plano de forma imutável. Mais uma vez, é a CFW, que nos esclarece (Cap 3, seção 1 – “Dos eternos de Deus”), indicando que Deus “ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece”, porém “nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias”.
Como reformados, precisamos cuidar, portanto, ao contestarmos o livre arbítrio, de não suprimirmos esse aspecto – de que decidimos organicamente as questões da nossa vida, mas Deus, soberanamente cumpre seus propósitos. Se assim fizermos, reduzimos os atos de Deus a um modus operandi que não é o dele, nem é o ensinado na Bíblia. Talvez uma distinção que pode auxiliar a nossa compreensão e dar maior precisão ao tratamento desse conceito, é a utilização do termo livre agência. Livre arbítrio, no sentido já explicado, foi perdido. Esteve presente em Adão e Eva, mas não se encontra na humanidade caída. Livre agência seria a capacidade recebida de Deus de planejarmos os nossos passos (Ti 4.13), de decidirmos o nosso caminhar. Quando entendemos bem esse aspecto, nunca vamos achar que essas decisões são autônomas, ou “desligadas” do plano de Deus (Ti 4.14-15). É ele que opera em nós “tanto o querer como o realizar” (Fl 2.13) e o faz milagrosamente, imperceptivelmente, sem “violentar a vontade da criatura”. Longe de ser uma contradição, esse entendimento reformado, retrata Deus em toda sua majestade, ao lado de criaturas preciosas. Livres agentes, que perderam a possibilidade de escolha do bem (livre arbítrio), mas continuam formadas à imagem e semelhança da divindade, necessitadas da redenção realizada em Cristo Jesus e aplicada nas vidas dos que constituirão o Povo de Deus, pelo seu Espírito Santo.
AUTOR: Pb. Solano Portela

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

IPF BETEL, 25 ANOS SERVINDO AO SENHOR



A exatamente 25 anos atrás, no dia 1 de Abril de 1984 foi organizada como igreja a Igreja Presbiteriana Fundamentalista Betel de Santa Terezinha. Para a sua primeira assembléia, foi nomeada uma comissão pelo então presbitério de Pernambuco da IPFB (Na época só havia um presbitério em Pernambuco) sob a presidência do Pr. Israel Gueiros Filho, composta dos pastores: Pr. Laudo Almeida (Ausente por motivo de Saúde), Pelo Moderador do presbitério Dr. Israel Furtado Gueiros, Pr. Almir Pereira dos Santos e do Pb. Lúcio Fernandes de Carvalho.
Na ocasião foram arrolados no rol de membros os irmãos: José Luiz Filho, Raimundo Soares Marcelino, José Francisco de Almeida, Antônio Luiz Neto, Adronio Araújo Flor, Maria Adenisse Silva, Terezinha Rita do Nascimento, Elena de Brito Silva, Maria da Penha Oliveira Santos, Maria de Fátima Pereira, Luiza Soares Rodrigues, Rita Flor, Josimeire Luiz do Nascimento, Osminda Eugenia da Silva, Antonia Neves de Souza, Dorotéia Lopes Machado, Maria Marta Lopes Machado. Estes foram os irmãos que foram arrolados no rol de membros na época da organização da igreja. Foram também incluídos as crianças no rol de menores, foram eles: Ozias Soares Rodrigues, Oseías Soares Rodrigues, Natanael Soares Rodrigues, Daniel Soares Rodrigues, Lindon Vieira, , Ivonaldo Luiz de Souza, Ivanice Luiz de Souza, Romualdo Luiz de Souza, Josinaldo Luiz de Souza, Salatiel Luiz de Souza, Davi Luiz de Souza, Elisama Luiz do Nascimento, Flávia Cristina Pereira dos Santos, Mary Ellen Pereira dos Santos, Talita Inês Pereira do Santos, Isaac Pereira dos Santos. Estas eram as crianças daquela época, hoje todos adultos.
Para oficiais desta igreja, foram eleitos por unanimidade os irmãos: Pb. José Luiz Filho, Pb. Raimundo Marcelino e o Diac. Antonio Luiz Neto. Não podemos deixar de citar os irmãos: Pb. João Elias de Souza e sua esposa a irmã Olívia Maria de Souza que foram recebidos pela sessão desta igreja no dia 29 de Junho de 1986. Não podemos deixar de louvar a Deus pelas vidas desses servos de Deus que deram sua contribuição para o crescimento desta igreja, também na construção deste templo, mas Toda a Honra e Toda Gloria Sejam dadas ao Soberano Deus, pois ele é o dono da obra.
Nestes vinte e cinco anos o Senhor tem enviado pastores para alimentar e conduzir o rebanho desta igreja, nós agradecemos pela vida e dedicação de todos, a saber:

• Pr. Almir Pereira dos Santos - (Não pertence mais a IPFB)
• Pr. Osias Cardoso - (Não Pertence mais a IPFB)
• Pr. Oracildo Batista de Brito - (Não Pertence mais a IPFB)
• Pr. Osmar Damasceno Sanches - (Pastor da IPF de Patos -PB)
• Pr. Luís Ronilson Gil de Souza - (Pastor da IPFB da cidade do Cabo de Santo Agostinho - PE)
• Pr. Davi Araújo Buriti - (Pastor da IPF de Juazeiro - BA)
• Pr. Davi Gomes do Nascimento – (Pastor atual da IPF Betel)

Para nós é um grande privilégio chegar-mos aos vinte e cinco anos desta igreja, sabemos que durante esta caminhada, passamos por muitas provações, mas por ouro lado nos alegramos em saber que muitas pessoas que passaram por aqui e hoje estão em outras igrejas foram frutos desta igreja. Glorificamos a Deus por que “Até aqui nos ajudou o Senhor” e que sobrevivemos todas as turbulências que já nos sobrevieram, estamos em pé, para honra e glória do Senhor.
Realizamos um culto de gratidão a Deus pelos 25 anos desta amada igreja no dia 26 de Setembro de 2009. O tema foi: "A cruz de Cristo, liga o ser humano a Deus". Na ocasião esteve pregando o Pr. Neilson José (pastor da IPF de Tabira - PE). Tivemos a presença de várias igrejas: Igreja o Brasil Para Cristo, Igreja Aliança Evangélica Internacional, Igreja Assembléia de Deus, Igreja Batista, etc. Contamos também com a presença dos pastores: Valdeban Alves (Igreja O Brasil Para Cristo), Leonardo Modesto (Igreja Aliança Evangélica Internacional).
Nos alegramos muitos em ver o templo lotar de uma forma que não houve lugar pra tanta gente. Louvado e engrandecido seja o nome do Senhoor. A ele seja a honra e toda a glória!


Foto da primeira Assembléia Geral de organização da IPF Betel no dia 1 de Abril de 1984



Pr. Osmar Damasceno Sanches

Pr. Luís Ronilson Gil de Souza

Pr. Davi Araújo Buriti

Pr. Davi Gomes do Nascimento (Pastor Atual)

Pr. Davi Gomes do Nascimento

sábado, 19 de setembro de 2009

Por que Sou Fundamentalista Bíblico

O Pastor Luiz Antonio Ferraz, autor deste artigo, concluiu seu Bacharelado em Teologia pela Faculdade de Teologia Filadélfia Internacional, de Recife, PE, havendo estudado dois anos na Faculdade Batista Regular de São Paulo, SP, e um ano na Faculdade Teológica Batista de São Paulo, SP. Ele é Pastor da Igreja Batista Vida Nova, na zona sul de São Paulo, SP. Atualmente ele, bem como a igreja que pastoreia, estão na Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP).
É escritor de muitos artigos e apostilas, nos quais sustenta uma convicção fundamentalista bíblica, que ele sempre manifesta nas assembléias da CBESP.

POR QUE SOU FUNDAMENTALISTA BÍBLICO

Introdução

É preocupante a maneira como as pessoas usam e abusam do termo evangélico. Consideram evangélicos todo aquele que diz: "Senhor, Senhor!" (Mt 7.21). Mas o termo já está tão desgastado e deturpado como o outrora honroso título de "cristão". O mundo do Oriente erradamente considera todos os ocidentais como cristãos. Mas não podemos rejeitar o termo "cristão" somente porque ele é usado distorcidamente por crentes professos. Ele é nosso por direito, pois nos foi dado pejorativamente, quando os oponentes do cristianismo o rejeitavam. Hoje todos, que se dizem cristãos, aceitam o uso do termo.
Mas os verdadeiros cristãos são aqueles que seguem a Cristo e seus ensinamentos expostos na Bíblia Sagrada, sem nada omitir ou acrescentar à Escritura. Então os cristãos professos deveriam rejeitar o termo, porque eles não são seguidores de Cristo.
Entretanto para não ser confundido com um cristão professo, prefiro identificar-me como um Cristão Fundamentalista Bíblico. Os cristãos liberais detestam o termo Fundamentalista Bíblico, por considerarem anti-social, anti-intelectual e radical.
O Fundamentalismo não está em alta ultimamente, por causa da importância que a imprensa tem dado ao termo para se referir aos fundamentalistas islâmicos. A idéia que se tem de um fundamentalista, é de um fanático, ultrapassado, radical, inflexível e ignorante. Portanto os cristãos professos não gostam se ser enquadrado nesses termos.
Não me importo se ser classificado de fanático radical, e não tenho receio de usar o termo. Identificar-se como Fundamentalista Bíblico hoje, é expor-se como ignorante, separatista e ultrapassado, mas é também demonstração de coragem e amor à causa da verdade.
Este termo é de grande significância histórica para os verdadeiros cristãos, que defendem e praticam a verdadeira fé cristã. Precisamos declarar a pleno pulmões: Não somos protestantes, não somos evangélicos; somos Cristãos Fundamentalistas Bíblicos!

O Surgimento do Liberalismo Teológico

O Dicionário Aurélio define Evangélico como "Relativo ou pertencente a certos grupos religiosos, não ligados ao protestantismo histórico, que afirmam seguir os Evangelhos com especial rigor e fidelidade." De acordo com esta definição, qualquer grupo, que, originalmente, não faça parte do protestantismo histórico é considerado evangélico, porque são seguidores do evangelho.
Mas nos séculos XVII e XVIII a Igreja Evangélica foi infectada por várias formas de incredulidade. O deísmo inglês, o naturalismo francês, e o racionalismo alemão começaram a invadir gradualmente a igreja professa, particularmente seus institutos de ensino. Durante o papado de Pio X muitos professores foram expulsos das universidades católicas porque rejeitavam a autoridade da Escritura e da Igreja Católica. O papa Pio X passou a chamá-los de "modernistas". O liberalismo moderno atravessou o Atlântico, infectando colégios e seminários teológicos vinculados a igrejas, nos Estados Unidos da América.
A partir daí, os protestantes passaram também a empregar o termo modernistas àqueles que rejeitavam a Bíblia e a autoridade da Escritura e defendiam a supremacia da razão humana sobre a revelação bíblica. A teologia liberal dos modernistas mudou a autoridade da Bíblia para a experiência humana (razão e opinião) e para os sentimentos humanos. Passaram a defender a imanência divina em detrimento de sua transcendência divina para ensinar que Deus habita dentro do mundo e não à parte ou acima do mundo, levando à uma noção de panteísmo e à paternidade universal de Deus, com um conceito de fraternidade universal entre os homens e um universalismo teológico, valorizando, assim, as religiões pagãs.
O Liberalismo Teológico, por defender a existência inata de uma bondade humana, trouxe um otimismo humanístico, servindo de base ao progresso social, ao estado ético da perfeição humana, dando apoio filosófico à teoria da evolução e apoio político ao socialismo marxista.
Na verdade o liberalismo surgiu no Éden, quando Satanás levantou a dúvida: "É assim que Deus disse...?" O liberalismo tem produzido um evangelho social, acerca do qual podemos mencionar três resultantes:

(1) uma falsa ciência: a teoria da evolução,

(2) uma falsa filosofia: o marxismo,

(3) uma falsa teologia: outro evangelho!
Com o surgimento dessas doutrinas satânicas, batistas e protestantes, nos EUA, levantaram-se contra o modernismo, posicionando-se ao lado da verdade bíblica. Desse modo tanto protestantes quanto batistas, foram chamados de Fundamentalistas. Mas quem primeiro usou o termo foi Curtis Lee Laws, editor do jornal batista Watchman Examiner, de Nova York. A intenção do autor era destacar verdades fundamentais do cristianismo, que os modernistas estavam rejeitando (Ef.2:20; 1Co.3:11).

As Diversas Fases do Fundamentalismo

George Dollar divide o Fundamentalismo em três períodos:
(1) De 1875 a 1900, no qual líderes conservadores levantaram a bandeira contra o modernismo dentro das denominações.
(2) De 1900 a 1935, no qual esses líderes deixaram suas denominações para formarem igrejas e grupos separados. Eles foram os arquitetos da separação eclesiástica.
(3) De 1935 a 1983, no qual a segunda geração de fundamentalistas continuou a batalha de fora das principais denominações, e teve que lutar contra o Movimento Neo-Evangélico (Dollar, A History of Fundamentalism in América, 1973).
Entretanto para facilitar o exame sobre o Fundamentalismo Bíblico, aceitaremos sua classificação em quatro fases distintas, as quais veremos a seguir.
Fase Inicial em 1920: O Surgimento do Fundamentalismo Histórico

Inicialmente o Fundamentalismo defendia apenas três pontos fundamentais, que às vezes, eram descritos como "os três R": a Ruína do homem no pecado; a Redenção através do sangue de Cristo; e a Regeneração pela ação sobrenatural do Espírito Santo.
Como já vimos quem primeiro usou o termo foi Curtis Lee Laws, Editor do jornal batista Watchman Examiner, de Nova York. No mesmo ano, em 1920, o batista John Roach Straton deu ao seu jornal o nome de O Fundamentalista. Consideravam-se Fundamentalistas aqueles que se opunham às doutrinas do Liberalismo [ou modernismo] teológico, e embora o termo Fundamentalismo ainda não houvesse sido cunhado, seu espírito podia ser visto entre aqueles que defendiam os fundamentos da fé fora das igrejas e dentro das denominações. Desde 1878 os Batistas e Independentes premilenistas clamavam contra o modernismo. Então em 1919 fundaram a Associação Mundial dos Fundamentos Cristãos, tendo William B. Riley como presidente. Essa Associação passou a fazer conferências bíblicas, apresentando os Cinco Pontos do Fundamentalismo que incluía:
(1) Inerrância das Escrituras: cremos na inspiração verbal e plenária da Escritura;
(2) Nascimento Virginal de Cristo: cremos que Jesus foi gerado pelo Espirito Santo;
(3) Expiação Vicária de Cristo: cremos que Cristo morreu pelos pecadores;
(4) Ressurreição Corpórea e Segunda Vinda Premilenista de Cristo: cremos que Cristo está vivo e voltará;
(5) Historicidade dos Milagres: cremos em todos os milagres relatados na Bíblia.
Os presbiterianos, em 1916, apresentaram os mesmos pontos fundamentais acima, unindo o quinto ponto, o da historicidade dos milagres, com o quarto, o da ressurreição corpórea. Mas os Fundamentalistas Premilenistas tendiam a colocar no quarto ponto, o da ressurreição corporal e segunda vinda de Cristo, a doutrina premilenista, mudando a historicidade dos milagres de quarto para um quinto ponto, ou até mesmo a doutrina premilenista como o quinto ponto, conforme vemos acima.
Em 1923 Machen, um líder presbiteriano, em seu livro Christianity and Liberalism, chamou a nova religião naturalista de Liberalismo, mas posteriormente seguiu a moda mais popular, chamando-a de Modernismo.
As maiores batalhas eclesiásticas ocorriam nas denominações Presbiteriana do Norte e Batista do Norte nos EUA. Em 1921 os batistas criaram a Federação Nacional dos Fundamentalistas dos Batistas do Norte e a Associação Fundamentalista e em 1923 a União Bíblica Batista. As batalhas centralizavam-se nos seminários, nas juntas missionárias e na ordenação de ministros. No entanto as verdadeiras fortalezas dos Fundamentalistas eram as igrejas batistas do sul e as incontáveis novas igrejas independentes espalhadas pelo sul, centro-oeste, leste e oeste dos EUA.
Embora o Fundamentalismo inicial tenha sido divulgado através do Cinco Fundamentos, é um erro pensar que apenas estes cinco pontos faziam parte do Fundamentalismo. De 1910 a 1915 foi publicado em 12 volumes uma obra chamada Os Fundamentos que já combatia uma lista enorme de doutrinas heréticas.
Esta obra teve sua origem entre pessoas das escolas bíblicas e eclesiásticos independentes, associados, mais tarde, com o Instituto Bíblico de Los Angeles e Instituto Bíblico Moody. Seus autores iniciais eram batistas, presbiterianos, anglicanos e outros independentes, dos EUA, da Inglaterra, Escócia e Canadá.
Os oitenta e três artigos abrangiam os seguintes temas: (1) uma declaração e defesa apologética das principais doutrinas cristãs (ex. Deus, a revelação, a encarnação, a ressurreição, o Espírito Santo, a inspiração); (2) uma defesa da Bíblia contra a alta Crítica alemã; (3) uma crítica a movimentos considerados não-cristãos (ex. filosofia moderna, ateísmo, romanismo, eddyismo, mormonismo, racionalismo, darwinismo [que deu origem ao Processo de Scopes em 1925], espiritismo, socialismo); (4) uma ênfase dada à evangelização e às missões; (5) vida piedosa como demonstração prática de defesa da verdadeira fé.
Fim de 1920 até 1940: O Surgimento dos Fundamentalistas do Sul
Os Fundamentalistas fracassaram na tentativa de expulsar os Modernistas de qualquer denominação. Além disso eles perderam a batalha contra o Evolucionismo. Agora lutavam entre si, dentro das denominações, embora os ortodoxos fossem a maioria. Por isso os Fundamentalistas saindo de suas denominações, passaram a fundar novas denominações. Em 1932 foi fundada a Associação Geral das Igrejas Batistas Regulares, em 1936 a Igreja Presbiteriana na América (hoje Igreja Presbiteriana Ortodoxa), em 1938 a Igreja Presbiteriana Bíblica, em 1947 a Associação Batista Conservadora da América.
George Marsden faz o seguinte comentário sobre este fato:
Na década de 1930, quando se tornou dolorosamente claro que reforma a partir de dentro não poderia evitar a expansão do modernismo nas principais denominações do Norte [dos Estados Unidos], mais e mais fundamentalistas começaram a fazer da separação [da maioria das denominações da América] um artigo de fé. Embora a maioria que tinha sustentado o Fundamentalismo nos anos de 1920 ainda permanecesse em suas denominações, muitos batistas dispensacionalistas e alguns poucos presbiterianos influentes estavam exigindo separatismo (Marsden, Reforming Fundamentalism: Fuller Seminary and The New Evangelicalism, Grand Rapids; Eerdmans, 1987, p7.).

Além do separatismo esses "novos" fundamentalistas defendiam o cristianismo verdadeiro, baseado numa interpretação literal da Bíblia. George Dollar dá a seguinte definição ao Fundamentalismo:

Fundamentalismo histórico é a interpretação literal de todas as afirmações e atitudes da Bíblia e a aguerrida denúncia-exposição de todas as afirmações e atitudes não bíblicas (Dollar, A History of Fundamentalism in América, 1973. O Amilenismo e Posmilenismo rejeitam a interpretação literal da Escritura, especialmente das profecias. Alegorizam a Escritura para harmonizá-la com seus ensinamentos. Por conseqüência negam o reinado futuro e literal de Cristo sobre a terra.).
Neste período o termo fundamentalista veio a significar todos os protestantes ortodoxos, das denominações recém estabelecidas das igrejas do sul [fora das grandes denominações do norte], e das igrejas independentes em todas as partes dos EUA.

De 1940 a 1970: O Surgimento dos Neo-Evangélicos

A partir de 1940 os Fundamentalistas começaram a se dividir. Nesta divisão havia aqueles que, voluntariamente, mantinham o uso do termo, por continuarem a defender as doutrinas fundamentais da fé. Do outro lado havia aqueles que passaram a rejeitar o termo por considerá-lo indesejável, por entender que o termo carrega conotações de "divisão", "intolerância", "tolice" e atitude "anti-intelectual", despreocupado com os problemas sociais.
Este segundo grupo queria reconquistar a comunhão com os protestantes das grandes denominações do norte, presbiterianos, batistas, metodistas e episcopais. Este grupo passou a ser chamado de "evangelicals" ou "evangélicos". A partir de 1948 alguns passaram a ser chamados de "neo-evangélicos".
A partir daí o termo Fundamentalismo passou a representar um significativo contraste, não somente contra o Liberalismo ou Modernismo, mas contra o Evangelicismo ou neo-evangelismo.
O contraste entre Fundamentalistas e neo-evangélicos foi institucionalizado pelo surgimento de organizações. Os Fundamentalistas fundaram em 1941 o Concílio Americano de Igrejas Cristãs, de caráter separatista. Os neo-evangélicos, em 1942, fundaram a Associação Nacional de Evangélicos, que aceitava todos os protestantes e todas as denominações. O termo Fundamentalista continuou sendo usado pelas igrejas que compunham o Concílio Americano de Igrejas Cristãs e por diversas igrejas sulistas e independentes não incluídas no grupo. O Instituto Bíblico Moody e o Seminário Teológico de Dallas, usavam o termo com orgulho. O Concílio Internacional das Igrejas Cristãs, fundado em 1948, procurou dar ao termo aceitação mundial, em oposição ao Conselho Mundial de Igrejas.
Os Fundamentalistas e Neo-Evangélicos, de 1950 a 1960, tinham muita coisa em comum. Ambos criam nas doutrinas tradicionais da Bíblia, promoviam a evangelização e missões, defendiam uma moralidade contra o fumo, a bebida, o teatro, o cinema, o jogo de baralho. Os Fundamentalistas, no entanto, eram mais fiéis ao Cristianismo Bíblico. Militavam contra a apostasia nas Igrejas, contra o comunismo, contra os vícios pessoais e eram menos dispostos a conformar-se com a respeitabilidade social e intelectual. Opunham-se ao evangelho ecumenizado de Billy Graham, rejeitavam o liberalismo do Seminário Teológico Fuller.
Na América do Norte e na Inglaterra, aqueles que não eram nem fundamentalistas nem evangélicos, tendiam a considerar os dois grupos como fundamentalistas. Este engano continua existindo hoje, pois muitos acreditam que ser evangélico em sentido geral é ser fundamentalista no sentido bíblico, o que não é a verdade. Esta noção equivocada surge porque alguns grupos americanos, dizendo-se fundamentalistas, defendem uma atitude não separatista, de caráter ecumênico entre as denominações. Mas os fundamentalistas bíblicos se destacam por sua atitude de separação: "...saí do meio deles, e apartai-vos..." (2 Co 6.17) e ...sai dela, povo meu" (Ap 18.4).
Embora os neo-evangélicos se considerem fundamentalistas bíblicos, a história demonstra que de fato não são.
O neo-evangelismo tem sempre apoiado os cinco fundamentos, com exceção do dispensacionalismo. Até mesmo os idólatras romanistas e os sabatistas legalistas concordam com os cinco fundamentos. Todos os demônios também crêem! É certo que os cinco fundamentos são indispensáveis, mas estão longe de serem suficientes. Assim os Neo-Evangélicos, que não são como os fundamentalistas da antiga linha, que defendiam muito mais do que apenas os cinco fundamentos, se declaram fundamentalistas somente porque aceitam os cincos pontos do Fundamentalismo. Ao invés de admitirem que não são fundamentalistas bíblicos, como aqueles da antiga linha, e admitirem que têm repudiado o Fundamento Bíblico, eles têm feito concessões e transigências contrárias à Palavra de Deus. Eles estão tentando redefinir o Fundamentalismo de modo que o mesmo se ajuste às suas condições e na tentativa de adaptar o Fundamentalismo às suas crenças, eles têm afirmado que o Fundamentalismo Histórico não passou de uma mera exaltação dos "cinco fundamentos".
O surgimento do Evangelicismo e do Neo-Evangelismo é a prova de que o Fundamentalismo foi além de apenas defender os cinco pontos fundamentais. A separação entre fundamentalistas e neo-evangélicos é prova incontestável de que havia diferenças gritantes entre esses dois grupos. Até mesmo antes de 1930 o Fundamentalismo não foi conformista, mas depois desta data o Fundamentalismo tornou-se ainda mais separatista. O Dr. Cloud citando John Ashbrook informa que este autor definiu o Fundamentalismo como:
a crença, a proclamação e o guerrear pelas doutrinas básicas do Cristianismo,
levando a uma atitude de separação escriturística daqueles que as rejeitam (Ashbrook, John, Axioms of Separation, nd, p.10.).

Hoje aqueles que negam o guerrear contra o erro e o separar-se, características do Fundamentalismo Histórico e Bíblico, estão tentando reescrever a história, isto é, falsificá-la, a fim de tornar o movimento evangélico ecumênico aceitável, até mesmo por aqueles que, hoje, se declaram fundamentalistas.
A história, no entanto, mostra que a nota chave do Neo-evangelismo foi o repúdio ao separatismo e a outros aspectos considerados negativos da antiga linha do Fundamentalismo. Na sua história do Seminário Teológico Fuller, Reforming Fundamentalism, o historiador George M. Marsden torna claro que os antigos líderes do Fuller estavam conscientemente recusando os aspectos "negativos" da antiga linha do Fundamentalismo Histórico. O próprio título do livro de Marsden é evidência do caráter do Fundamentalismo Histórico, de estar em guerra. Está claro, para os historiadores honestos, que o Fundamentalismo de cinqüenta anos atrás, isto é, da década de 1940, era caracterizado por guerrear, caracterizado por ter a disposição de lidar com os fatos negativos, expondo, denunciando e combatendo o erro e os errados, e caracterizado por separação do erro e dos errados. Foram exatamente esses fatos que fizeram nascer o Neo-evangelismo, em oposição a estas características do Fundamentalismo Histórico e Bíblico.
Marion Reynolds, diretor da FEA - Fundamental Evangelistic Association, em Los Osos, Califórnia, conhece bem a história do Fundamentalismo, pois seu pai foi um dos líderes do Fundamentalismo de antigamente, e ele próprio tem estado na linha de frente do Fundamentalismo Bíblico por pelo menos 40 anos. Então Marion sabe do que está falando, ele conhece a verdadeira história do Fundamentalismo Bíblico Americano.
Ao replicar à acusação de Jack van Impe, Marion disse que os líderes fundamentalistas de hoje têm abandonado suas heranças e que o Fundamentalismo de antigamente foi, não apenas confrontar ou guerrear contra o erro, mas sim, e muito mais, uma afirmação positiva das doutrinas centrais do Cristianismo.
Reynolds diz que:

...foi nos inícios da década de 1940 que uma maior separação ocorreu, e o Movimento Neo-Evangélico nasceu. Foi nesta época que o mesmíssimo espírito agora sendo advogado por Van Impe foi a força impulsionadora da decolagem do Movimento Neo-Evangélico. Daquele tempo em diante, a incessante batalha entre o Fundamentalismo e o Liberalismo tem sido complicada por este terceiro movimento,
o Evangelicismo, que tomou uma posição intermediária, de traiçoeiro acomodamento
e colaborismo. Alegando que, doutrinariamente, apega-se à posição fundamentalista, o Evangelicismo advogou uma posição mais positiva e uma comunhão mais aberta. Um ponto principal, naquele tempo, como hoje, gira em torno da questão de como tratar os irmãos que andam desordenadamente, e se constitui desordem ou não para um irmão, o permanecer em comunhão com aqueles que negam os fundamentos da fé. Os verdadeiros fundamentalistas crêem que todos os irmãos que têm comunhão com falsos mestres também são igualmente desobedientes e também estão caminhando desordenadamente. Portanto, o mandamento de Deus para nos separarmos de tais irmãos desobedientes não é menos importante para ser obedecido do que o mandamento de Deus para nos separarmos dos falsos mestres (M.H. Reynolds Jr. Heart Diseasein Christ's Body: Fundamentalism... Is It Sidetracked? [Doença Cardíaca no Corpo de Cristo: Fundamentalismo... Está ele posto de lado, num desvio sem saída?] Los Osos, Fundamental Evangelistic Association, nd.).

Você é um Crente Fundamentalista Bíblico?
O Congresso Mundial dos Fundamentalistas, que se reuniu em 1976, no Usher Hall, Edinburgh, Escócia, deu a seguinte definição de um fundamentalista Bíblico:
Um fundamentalista é um crente nascido de novo no Senhor Jesus Cristo que:
1. Mantém uma inarredável lealdade à Bíblia, como sendo inerrante, infalível e
verbalmente inspirada.
2. Crê que tudo que a Bíblia diz, assim é.
3. Julga todas as coisas pela Bíblia e somente dela aceita julgamento.
4. Afirma as verdades fundamentais da fé cristã histórica: a doutrina da trindade, a encarnação, o nascimento por uma virgem, a expiação substitutória [sic], a ressurreição corporal em glória, a ascensão, a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, o novo nascimento através da regeneração pelo Espírito Santo, a ressurreição dos santos para a vida eterna, a ressurreição dos perdidos para o julgamento final e a condenação eterna e consciente, a comunhão dos santos, os
quais são o corpo de Cristo.
5. Pratica fidelidade àquela fé e empenha-se por pregá-la a toda criatura.
6. Expõe e se separa de toda negação eclesiástica àquela fé, acomodação com o erro e apostasia da verdade.
7. Ardentemente guerreia pela fé que, de uma vez para sempre, foi entregue aos santos (CLOUD, David W. Way of Life Literature, 1701 Harns Rd, Oak Harbor, WA 98277, [http://wayoflife.org/~dcloud].).

O Fundamentalismo Bíblico tem tomado uma grande variedade de formas. Como um Movimento, tem sido largamente interdenominacional, mas muitas igrejas separatistas e independentes, tais como as igrejas conhecidas como Batistas Independentes e Igrejas Bíblicas Independentes, têm aceito o nome de fundamentalista. Apesar desta variedade, no entanto, uma das principais marcas características do Fundamentalismo – sua própria essência – sempre tem sido o guerrear pela fé [o corpo de doutrina] da palavra de Deus. Qualquer crente que não seja verdadeiramente guerreador no seu posicionar-se pela verdade não tem nenhum direito de herdar nem usar o nome de Fundamentalista Bíblico.
Weniger escreveu para combater a falácia de que os fundamentalistas se preocupam apenas com os cinco fundamentos:
Como afluente presbiteriano da luta contra o modernismo, o Fundamentalismo talvez tenha a ver somente com os cinco fundamentos... Mas a corrente principal do fundamentalismo, mais especificamente os Batistas de todas as faixas, os quais de longe representam a grande maioria dos fundamentalistas, nunca aceitou somente os cinco fundamentos. A World's Christian Fundamentals Association [Associação Fundamentalista Cristã Mundial], fundada em 1919, tinha pelo menos uma dúzia de doutrinas cristãs ressaltadas. O mesmo é verdade quanto à Fundamental Baptist Fellowship [Comunhão dos Batistas Fundamentalistas], originada em 1920. Um verdadeiro fundamentalista sob nenhuma circunstância restringiria sua posição doutrinária aos cinco fundamentos. Mesmo o Dr. Carl F. H. Henry, um teólogo neo-evangélico, listou pelo menos várias dúzias de doutrinas essenciais à fé. A única vantagem de reduzir a fé a cinco fundamentos é fazer possível uma mais larga inclusão de religionistas [sic], que podem estar muitíssimo afastados em heresias em outras doutrinas específicas. É muito mais fácil ter um grande número de adeptos, quando nos acomodamos ao mais baixo denominador comum em doutrina (G. Archer Weniger, in Calvary Contender, 15 de abril de 1994.). O Dr. David W Cloud, em seu Ministério Way of Life Literature, argumenta:
Embora o acomodamento doutrinário e o mundanismo estejam devorando algumas igrejas batistas fundamentalistas, pelas suas beiras, louvo a Deus pelo Movimento Fundamentalista Bíblico. Louvo a Deus que por 26 anos, no meio da apostasia destas últimas horas, tenho encontrado comunhão com igrejas que são comprometidas com todo o conselho de Deus. Posso ficar de pé no púlpito de centenas de igrejas batistas fundamentalistas e pregar qualquer coisa da Bíblia e ser completamente franco ao falar sobre apostasia e pecado, e receber um amém. Louvo ao Senhor por isto. Batistas crentes na Bíblia são mais que Protestantes ou Evangélicos. Eles não crêem que o Catolicismo Romano necessita ser reformado; crêem que ele foi a mais completa apostasia já desde sua incepção, no século IV.
Em tudo procuram encontrar a si próprios em acordo com a autoridade do Novo Testamento, inclusive quanto às ordenanças e a eclesiologia. Rastreiam sua herança não através da Igreja Católica romana via Reforma, mas através das igrejas Neotestamentárias que foram perseguidas por Roma através da Idade das Trevas. Não dão a mínima importância às tradições, exceto aquelas deixadas pelos apóstolos no Novo Testamento.




Fonte: Seleções Biblicas Fundamentalistas - (seleçõesbiblicasfundamentalistas.blogspot.com)