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quinta-feira, 7 de maio de 2009

PREPARANDO - SE PARA PREGAR

Havia um pastor episcopal que era muito preguiçoso e há muito tempo já havia desistido de preparar os seus sermões. Sua congregação era de pessoas de pouco cultura, Ele tinha o dom da oratória, de modo que era muito fácil para ele pregar sem qualquer preparação. Além de preguiçoso, ele também era muito piedoso, de modo que racionalizava sua preguiça como muitas vezes os piedosos fazem. Ele fez um voto muito solene: jamais voltaria a preparar os seus sermões, falaria de improviso e confiaria que o Espírito Santo lhe daria o que falar. Por alguns meses, tudo correu muito bem.
Certo dia, faltando 10 minutos para as 11 horas, na manhã de domingo, um pouco antes de o culto começar, quem entra pela porta da igreja? O bispo. Era uma visita de surpresa. Ele sentou-se num dos bancos. O pastor ficou imaginando o que deveria fazer. Não havia preparado o seu sermão. Pensou que podia enganar a congregação, mas sabia que não conseguiria enganar o visitante. Ele foi até ao bispo, cumprimentou-o e lhe disse: “Acho que devo explicar-lhe uma coisa. Alguns anos atrás eu fiz um voto de que nunca iria preparar os meus sermões, mas confiaria no Espírito Santo”. “Está tudo bem”, disse o bispo, compreendendo muito bem a situação. O culto começou, mas, no meio do sermão, o bispo levantou-se e saiu. Quando o culto terminou, o pastor foi para o vestíbulo da igreja. Encontrou sobre a mesa um bilhete com a letra do bispo e nele estava escrito o seguinte: “Eu te absolvo do teu voto”.
Agora quero contar-lhes outra história, desta vez, de um pastor presbiteriano arrogante. Este pastor morava ao lado da igreja. Ele costumava vangloriar-se de que todo tempo que precisava para se preparar era o tempo que gastava para ir de casa à igreja. Você pode imaginar o que os presbíteros fizeram. Mudaram a casa para 8 km de distância. Assim, ele tinha mais tempo para preparar os sermões.


John Stott

quinta-feira, 30 de abril de 2009

IV ENCONTRO UNIFICADO DE MOCIDADES E AUXILIADORAS



Aconteceu no mês de Abril de 2009 na cidade de Garanhuns o IV encontro unificado de Mocidades e Auxiliadoras Presbiterianas Fundamentalistas. Antes de falarmos sobre este encontro, gostaríamos de falar da origem da palavra Garanhuns, que foi a cidade onde ocorreu o IV encontro. À origem da palavra Garanhuns, há muita controvérsia quanto à procedência do topônimo Garanhuns. Segundo o Professor João de Deus Oliveira Dias é ele originário do nome de uma tribo cairu, da raça cariri ou quiriri que habitava a serra no começo da colonização, "que pela corruptela típica deu Guiranhu ou Unhannhu, de Guirá-Guará, ave vermelha pernalta, aquática (guara rubra-Linneu) e Anhu ou anhun-anum, pássaro preto, crotófago (Crotophaga ani Marcgrave) que habitavam o vale do rio Mundaú, perto da sua nascente, local da primitiva aldeia".
O tema do nosso encontro foi embasado em Colossenses 3. 12-16, que nos diz: “Revestí-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revestí-vos do amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações”. Na ocasião pregaram e ministraram estudos os pastores: Rev. Davi Nascimento (IPF de Santa Terezinha), Rev. José P. Barros (Congregação Presbiteriana Fundamentalista de Petrolina), Rev. Gilson (IPF do Calvário, Garanhuns – PE), Rev. Lindinaldo Castor (Presbitério de Garanhuns) e o Rev. José Vasconcelos (IPF do Ipsep, Recife-PE). Abaixo


segue as fotos dos preletores que pregaram e deram estudos relacionados com o tema do encontro:


































Na ocasião houve o lançamento da 11 edição de 2009 da Revista Vida Vitoriosa das Auxiliadoras Presbiteriana Fundamnetalistas do Brasil e na ocasião a irmã Cleonice de Vasconcelos Peixoto (Vice presidente da Confederação das APFB) apresentou a nova Revista como é apresentado nesta foto abaixo:







No lazer houve piscina, noite do frio, noite da alegria, oficinas, etc. O que podemos dizer de tudo isso é que foi muito enriquecedor para aqueles que foram. É a IPFB trabalhando em prol ao reino de Deus!

FOTOS QUE LEMBRAM ALGUNS MOMENTOS DO ENCONTRO






















































SÓ A DEUS TODA GLÓRIA!!!




Rev. Davi Nascimento.

segunda-feira, 27 de abril de 2009


UMA PALAVRA AOS NÃO-CONVERTIDOS

Queridos amigos, observem que em Romanos 10.13 o caminho da salvação é apresentado em termos claríssimos: “.Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Me recordo que vivi esse versículo durante vários meses. Eu anelava por salvação; não conseguia perceber que havia esperança para mim. Pensava que teria de ser lançado fora, que era pecador demais ou intensamente duro de coração, ou muito isso e aquilo, de modo que outros poderiam ser salvos, mas eu não. Porém, quando li este versículo, fiz o que lhes peço que façam, eu me agarrei avidamente a esta verdade; ela parecia uma corda sendo atirada a um homem que se afogava. Ela se tornou meu salva-vidas: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. “Ah!”, pensei eu, “.clamo por esse bendito nome, clamarei por esse glorioso nome; se eu perecer, jamais cessarei de invocar este nome sagrado.” Invocar o nome de Deus e consequentemente clamar por Ele, é isto que salva a alma.Mas preciso levá-lo a considerar essas palavras em mais detalhes. Existe neste versículo, em primeiro lugar, uma palavra abrangente, muitíssimo abrangente: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo? “Todo” - já ouvi que, um homem ao fazer seu testamento, se quer deixar tudo o que possui somente para uma pessoa, digamos sua esposa, se ele apenas o externar, esta é a melhor coisa que ele pode fazer; contudo, é melhor que ele não entre em detalhes e comece a alistar o que está deixando, visto que provavelmente acabará deixando alguma coisa de fora. Ora, a fim de tornar essa vontade bem clara, Deus não entra em qualquer detalhe. Ele apenas diz “todo”. Isto significa o homem negro, o pele vermelha, o amarelo e o branco. Significa o homem rico, o pobre e o que ainda não é um homem - todos, de toda a espécie, de espécie nenhuma ou de todas as espécies juntas. “Todo”, - isto inclui a mim, eu tenho certeza; mas tenho igual certeza de que inclui você, que não leu esse artigo antes. É melhor que seja assim, sem detalhes; pois, em caso contrário, alguém poderia ser deixado fora. Freqüentemente penso que, se lesse nas Escrituras: “Se Charles Haddon Spurgeon invocar o nome do Senhor, será salvo”, não me sentiria tão convicto da salvação quanto me sinto agora, pois teria concluído que talvez houvesse outra pessoa com este nome (provavelmente existe) e eu teria dito:“Certamente isso não se refere à minha pessoa”; mas, quando o Senhor diz: “Todo”, não posso estar fora desse grupo. É uma rede grandiosa que parece englobar todos os homens. “Todo”- se eu invocar o nome do Senhor, se você e, também, o homem moribundo que mora aqui perto clamarmos pelo nome do Senhor, todos seremos salvos. “Todo” - que palavra ampla!Em seguida, que palavra fácil encontramos no texto! – “Todo aquele que invocar o nome do Senhor”. Qualquer um pode invocar o nome do Senhor. Todos compreendem o que significa “olá!” Você ainda não usou uma expressão como essa? E, se já esteve angustiado ou em perigo, você não chegou a gritar: “Socorro, socorro, socorro”? Muito bem, aquele que pode clamar assim clame também ao Senhor, invoque sua ajuda, clame por sua misericórdia, anele por sua compaixão. Se esta pessoa o faz crendo, como nós demonstraremos a você, confiando que Deus ouvirá, ela será salva. Por tanto, não há dificuldade neste versículo que exija um doutor em teologia para explicá-lo; a verdade é apresentada claramente em palavras simples: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor serásalvo”. Esta verdade é tão clara quanto o dia. Oh! Se você pudesse enxergá-la e começasse a invocar o nome do Senhor, através de uma oração fervorosa!Mas há outra palavra neste versículo, uma palavra segura:“Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Não existe qualquer “se” ou “talvez”,, mas um glorioso “será”. O nosso “será” é insignificante, inconsistente; o “será” de Deus é tão firme quanto as montanhas eternas. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, tão certo quanto existe um Deus. O Senhor não cometeu nenhum erro; Ele não revogará sua declaração, porque mudou de idéia. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Oh! Que muitos invoquem o nome dEle e encontrem salvação imediata, que perdurará por toda a vida e pela eternidade, pois, “será salvo” envolve um longo tempo, inclusive os tempos eternos que estão por vir.


C.H.SPURGEON


Texto extraído da revista “Fé para Hoje” volume 2

sexta-feira, 27 de março de 2009

REDESCOBRINDO A JOIA PERDIDA QUE É A ADORAÇÃO VERDADEIRA



REDESCOBRINDO A JÓIA PERDIDA

Valdeci dos Santos

Em alguns lugares a verdadeira adoração tem sido há muito uma jóia perdida na igreja. Mas essa preciosidade não precisa continuar perdida. Redescobri-la, porém, pode ser mais difícil do que parece. Como nos lembra James M. Boice, "o desastre que tem tomado a igreja em nossos dias, com respeito à adoração, não será curado de um dia para o outro”. Há, porém, certos passos básicos que contribuirão para o sucesso final do nosso esforço neste sentido.
Primeiro, é mister que se entenda o que estamos perdendo com uma adoração distorcida. Segundo as Escrituras, o que perdemos não é uma congregação numerosa, nem uma cerimônia mais elaborada, mas a presença do próprio Deus em nossa adoração (Isaías 1.15). A presença de Deus na adoração é uma das maiores bênçãos do povo cristão (II Crônocas 5.13-14). É neste contexto da presença divina na adoração que o salmista declara: "A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!" (Salmo 84.2). E ainda: "Um dia nos teus átrios vale mais que mil, prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade" (v. 10). É sempre importante lembrar que após a manifestação da graça, esta bênção assumiu dimensões maiores e "pelo novo e vivo caminho" que Jesus nos consagrou, somos exortados a nos aproximar da presença do Senhor com "sincero coração e plena certeza de fé" (Hebreus 10.19-22). Como dizia John Owen, "na primeira entrega da lei, na instituição legal da adoração, as pessoas foram instruídas a guardar certa distância." Sob o pacto da graça, "a adoração é o nosso acesso, o nosso aproximar de Deus sem nenhum véu”. O escritor de Hebreus diz que no ato da adoração chegamos à cidade do Deus vivo (Hebreus 12.22).
Assim, a maior perda envolvida em uma adoração distorcida é a presença do Adorado. Esta perda resulta em outras, segundo as Escrituras. Por exemplo, perdendo a presença de Deus na adoração perdemos, além de outras coisas, a plenitude de alegria (Salmo 16.11), o socorro divino (II Crônicas 20.21-22) e o elemento eficiente no testemunho evangelístico de que Deus está em nosso meio (I Corintios 14.25). Além do mais, quando esta perda ocorre, há o sentimento constante da reprovação divina sobre nossos atos de culto (Isaías 1.11-15). O só meditar nestas coisas deveria levar-nos a um profundo lamento (I Samuel 4.21-22).
Em segundo lugar, a tentativa de redescobrir a jóia perdida implica em uma volta aos princípios teocêntricos da adoração bíblica. Paul Basden nos lembra que "a adoração que é digna de seu nome deve ser Teocêntrica”.Nesta mesma linha de raciocínio, Manson afirma que "no coração da adoração cristã está o próprio Deus”. Este aspecto teocêntrico na adoração pode ser resumido em dois sub-tópicos claramente ensinados nas Escrituras:

1) É a glória divina que requer nossa adoração, e,
2) É a vontade divina que normatiza nossa adoração.

Com relação ao primeiro aspecto, Edmund Clowney corretamente afirma que "nem religião nem adoração podem ser definidas à parte de Deus, pois a adoração é a resposta da criatura à glória revelada do Criador”. Idolatria é deixar de glorificar a Deus e mudar "a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível" (Romanos 1.21 e 23). Logo, a fim de redescobrirmos a verdadeira adoração cristã é imprescindível que tenhamos em mente os meios pelos quais Deus revela sua glória a nós. Neste sentido, as Escrituras primeiramente afirmam que "os céus proclamam a glória de Deus" (Salmo 19.1). Um simples trovão manifesta o seu poder (Salmo 29.3) e desde o princípio do mundo pode-se reconhecer sua divindade, poder e sabedoria por meio das coisas criadas (Atos 14.15-17; 17.24-28 e Romanos 1.20-21). Além do mais, Deus manifesta sua glória através de seus muitos nomes registrados nas Escrituras. Ele é o Altíssimo (Salmo 83.18), o Deus que vê (Gênesis 16.13), um escudo (Salmo 84.11), o Senhor dos Exércitos (I Samuel 4.4), etc. Como diz Clowney, "os nomes de Deus são símbolos para adoração”.
O Senhor também manifesta sua glória através de seus atos salvadores. Em resposta à libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio, a nação adorou ao Senhor (Êxodo 15). E em forma de canto, a história da salvação divina era passada às novas gerações em diferentes ocasiões (Salmo 105). No Novo Testamento, a glória divina é maravilhosamente demonstrada na "grande salvação" que ele nos proporciona em Cristo Jesus (Hebreus 2.3). Mas a glória divina é supremamente manifesta na revelação de sua graça em Jesus (João 1.14-18). Neste contexto da graça revelada, à medida que contemplamos, "como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (II Corintios 3.18). Cada um desses meios de manifestação da glória divina é um convite aberto à verdadeira adoração.
Os princípios teocêntricos da adoração cristã nos ensinam que a vontade divina normatiza a verdadeira adoração. Com este princípio em mente, os puritanos enfatizaram que em adoração, assim como em doutrina, a igreja não pode ultrapassar a verdade de Deus revelada nas Escrituras. É interessante observar que no Antigo Testamento Israel não foi proibido de adquirir métodos agrícolas ou arquitetônicos dos cananeus, mas houve explícita proibição de que copiasse qualquer aspecto da adoração pagã (Deuteronômio 12.30-32). Com base neste fato, Clowney observa que "a igreja tem autoridade para estabelecer a ordem da adoração (I Corintios 14.40), mas não tem a liberdade de introduzir novos elementos além dos que Deus tem ordenado”. Neste sentido Boice sugere que adorá-lo em "Espírito e em verdade" está relacionado com: 1) um profundo exercício de sinceridade, 2) uma aproximação baseada na revelação bíblica, e 3) uma aproximação cristocêntrica. Em outras palavras, temos que sempre lembrar que Deus nos convida à adoração nos seus termos, não nos nossos.
Outro meio que temos para redescobrir a verdadeira adoração é olhar para os santos do passado. A urgência desta atividade encontra-se em acusações como a de Robert Webber de que a adoração cristã "curvou-se à cultura ao invés de ter-se mantido fiel às tradições bíblica e histórica”. Como nossa intenção neste artigo não é cobrir variados períodos da história da igreja, nos deteremos no puritanismo inglês do século XVII desde que há um consenso geral de que o mesmo deu "forte ênfase na pureza da adoração bíblica e política eclesiástica”. Leland Ryken nos lembra que o "nome puritano refere se primeiramente ao desejo de purificar a Igreja da Inglaterra dos vestígios católicos na adoração e na forma de governo da igreja”. De acordo com J. I. Packer, os puritanos apresentavam-se para a adoração pública como que apresentando-se ao próprio Deus. É certo que eles tiveram algumas divergências internas neste tópico, mas mesmo tais divergências não os fizeram perder de vista o essencial na adoração.
Desde que a adoração no Puritanismo era vista como uma aproximação a Deus, toda a liturgia era formulada visando edificação (I Corintios 14.26). Como resultado, o culto puritano era caracterizado por dois princípios: simplicidade e biblicidade. Referindo-se à simplicidade no culto puritano, diz Ryken: "O culto puritano como um todo era marcado pelo esforço em despojar-se do supérfluo e concentrar-se no essencial, o que evidenciava o ideal de edificação”. Naquele contexto, a exposição bíblica era a mais solene e exaltada atividade, sendo também o teste supremo do ministro. Assim, a simplicidade era para eles uma proteção contra as vaidades da alma, e as Escrituras, uma proteção contra as distorções fantasiosas. Com respeito à ordem do culto, Alan Clifford afirma que no culto puritano a pregação, o conteúdo das orações, o cântico dos Salmos e a guarda do domingo constituíam elementos de distinção especial na época. Além do mais, porque na adoração o cristão não apenas busca a Deus, mas também o encontra, a adoração era vista pelos puritanos como um meio de graça, onde o faminto é alimentado. John Owen evidencia este ponto ao dizer que na adoração, Cristo "toma os adoradores pelas mãos e os conduz à presença de Deus; e apresentando-os lá ele diz: ‘Eis-me aqui, e os filhos que Deus me deu”. Tal abordagem da adoração cristã sempre deveria nos motivar e instruir.
Finalmente, uma redescoberta da verdadeira adoração inclui a aplicação do amor cristão para solucionar divergências secundárias. O refomador Calvino entendeu que nesta matéria, como em vários outros assuntos importantes para a igreja cristã, há aspectos primários e aspectos secundários. Quanto aos aspectos primários da adoração, ou seja, aqueles que dizem respeito à retidão do cristão, à majestade de Deus, e qualquer outro assunto necessário à salvação, "somente o Mestre deve ser ouvido”. Em aspectos secundários, ou seja, assuntos que não são necessários à salvação e costumes de diferentes povos e gerações, não deveria haver imposição de mudanças, por causas insuficientes. Assim ele conclui dizendo que o "amor julgará melhor entre o que danifica e o que edifica; e se deixarmos o amor ser o nosso guia, tudo estará salvo”. Outro exemplo deste mesmo princípio vem de John Owen em seu tratado sobre divisões entre cristãos. Naquela obra Owen confessa: "Eu preferiria gastar todo o meu tempo e meus dias curando as feridas e divisões entre os cristãos do que gastar uma hora procurando justificá-las". Tais ilustrações de sabedoria são não apenas bem-vindas, mas urgentemente necessárias em nossa discussão sobre adoração.

Conclusão

Nesta nossa reflexão sobre adoração e culto cristão temos procurado mostrar que o assunto é essencialmente espiritual e digno de nossa atenção especial. Por sua natureza espiritual, a verdadeira adoração só é possível quando impulsionada pela obra do Espírito Santo dentro de nós (João 4.23-24). Além do mais, os passos a serem tomados para uma redescoberta da verdadeira adoração são exercícios altamente espirituais e contradizem profundamente nossa natureza e impulsos carnais. Mas a verdadeira adoração sempre exaltará Cristo (Apocalipse 5.12), transformará o adorador (II Corintios 3.18-19), convencerá o incrédulo da presença do adorado entre os adoradores (I Corintios 14.24-25) e invocará o "amém" de cada um dos servos de Deus. Ainda, a verdadeira adoração nos capacita para o testemunho e o serviço diário na seara do Mestre. Como diz Armstrong: "Não estamos no negócio de construir mosteiros evangélicos, mas congregações que servirão o verdadeiro Deus como resultado direto da adoração”.
Finalmente, temos que admitir que, de acordo com as Escrituras e a história cristã, adorar a Deus corretamente exige tempo e humildade. Preparação é essencial. Examinar nossas intenções e avaliar nossas ações devem ser exercícios constantes em nossa vida de adoradores (Salmos 66.18 e 131). Além do mais, nosso coração deve ser continuamente guardado contra o egocentrismo a fim de que possamos dizer: "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória" (Salmo 115.1). É somente adorando o Senhor de modo verdadeiro que seremos encontrados por ele e, como disse Richard Baxter: "Se é a Deus que você está buscando em sua adoração, você não ficará satisfeito sem Deus".


FONTE: http://www.thirdmill.org/files/portuguese/20851~9_19_01_10-25-36_AM~refletindo_sobre_a_adoracao.htm

sexta-feira, 20 de março de 2009

WALL-E – Um robô com princípios bíblicos?

Por
Solano Portela

WALL-E (wáli) é o nome do novo filme da PIXAR – aquela empresa que o Steve Jobs comprou e reformulou, enquanto estava de “férias” da Apple, e que lhe gerou mais alguns milhões ao ser absorvida pelos Estúdios Disney (comprada por 10 milhões de dólares, à Lucas Films, foi vendida por 7,4 bilhões, e ele permaneceu como acionista principal!). WALL-E, lançado em 2008, já está fazendo grande sucesso, como fizeram as animações anteriores, que criaram escola, tais como Toy Story (1995, 1999), A Bug’s Life (Vida de Inseto) (1998), Os Incríveis (2004) e várias outras. Andrew Stanton, o diretor-escritor deste filme, declara-se um cristão.O nome, não somente do filme, mas do ator principal – o robozinho, é na realidade: WALL•E, a sigla para Waste Allocation Load Lifter Earth-Class (que seria traduzível, aproximadamente, para: Organizador e Empilhador de Lixo – Classe Terra). Num futuro remoto, há 900 anos, a terra foi destruída pelo consumismo e lixo produzido pelos humanos. As pessoas navegam, no espaço, em uma gigantesca espaçonave. No planeta ficaram robôs projetados para compactar e empilhar o lixo, mas, aparentemente, eles vão parando até que resta apenas WALL-E, que trabalha ávida e criativamente na tarefa. Sua intensa rotina de trabalho é alegrada por quinquilharias coletadas e levadas para o seu lar – um container de aço, onde uma velha tela aumentada de um I-Pod, toca diariamente trechos do musical “Hello, Dolly!”, um antigo musical de 1969. Sua solidão é quebrada com a chegada, do espaço, de um robô ultra-moderno, EVE (Eva), com uma missão ultra-secreta.Fora a competência técnica da quase-perfeita animação, WALL-E, aparentemente, seria apenas mais um filme sobre a rebatida questão ecológica, onde os humanos destroem o seu habitat proporcionando uma mensagem politicamente correta para crianças e adultos. E quem poderia ser contra uma mensagem ecológica?Os cristãos deveriam ser os primeiros a cuidar bem da Terra – afinal temos a convicção do que “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Salmo 24.1). O Universo, e mais especificamente o nosso planeta devem receber nossos cuidados. Deus nos delegou (Gn 1.28) o domínio sobre a criação. Sujeitar e dominar a terra não significa exauri-la ou explorá-la completamente, mas penetrando nas ciências e áreas de conhecimento, utilizar o chão, flora e fauna, com propriedade, para o benefício da raça humana. A Terra é, portanto o lar que Deus nos preparou. Somos mordomos de uma criação harmônica que glorifica a Deus (Sl 19). O Povo de Deus é instruído a cuidar da Terra – pois ela nem é dele nem é autônoma – e os princípios agrônomos de descanso à terra (rotatividade das colheitas) está entrelaçado à Lei Cerimonial e Judicial do antigo Testamento.Confesso, entretanto, que não tenho muito entusiasmo com discursos ecológicos. Talvez isso ocorra porque a maioria de tais palestras, artigos ou livros procuram pintar, injustamente, os cristãos, e seus valores, como predadores do planeta. Enquanto isso os orientais e sua religiosidade são colocados como modelos de preservação ambiental; os índios são utopicamente retratados como aqueles que vivem em paz com a natureza; e por aí vai. Essas alegações não subsistem o mínimo escrutínio ou verificação “in loco”, como prova a poluição intensa da China. Violência ambiental ocorre por puro desprezo a diretrizes divinas; por profundo egoísmo – condenado na Bíblia; por religiosidade inconseqüente e louca – como a encontrada na Índia, com seu defunto e mal-cheiroso, mas religiosamente sagrado, Rio Ganges.É possível que minha rejeição tenha sido provocada por over-dose de projetos pedagógicos ambientais; anos ecológicos da UNESCO; pronunciamentos em encontros de professores de Autoridades Ecológicas; e tantas outras atividades educacionais às quais tive de presenciar e comparecer, enquanto estive mais proximamente ligado à área de Educação Básica. Essas questões dominam com tal intensidade o conteúdo das escolas, que as nossas crianças já recebem pré-definida a sua prioridade de vida: salvar o planeta – acima de suas obrigações para com Deus, pais, nação, o próximo e até para consigo mesmas.Ou talvez a ojeriza provenha de uma recusa de aceitar as pílulas ecológicas prontas a serem deglutidas, preparadas pela mídia e pela agenda do Governo; por ministras mártires, ou por bombásticos sucessores de coletes – que não são salva-vidas. Enfim, perante esses estereótipos, os assuntos debatidos ad-nauseam, e a multidão de eco-chatos, tornei-me um deles, no sentido inverso. Falou de ecologia – já estou vacinado, desconfiado e com um pé atrás – tenho mais a fazer (para a preservação do planeta e das baleias, também) ...Era necessário surgir WALL-E para me motivar a sentar durante duas horas por sua saga ambiental e sair da experiência não somente satisfeito e entretido, com as paradoxais expressões e sentimentos demonstrados pelo maltratado robô, mas ponderando sobre as questões e valores levantados pelo filme. Ele é uma forte crítica social ao estágio de letargia, descaso e hedonismo que caracteriza os humanos, não somente os do filme (que aparecerão mais tarde), mas também os de nossa geração.A primeira coisa que me chama a atenção é o empenho colocado por WALL-E no trabalho, no desempenho de sua missão. É lógico que foi programado para isso, mas no transcorrer do filme o contraste com a preguiça e descuido das pessoas ficará bem evidente. WALL-E tem foco, tem responsabilidade, desempenha o que lhe foi confiado e, os acontecimentos terminam motivando as pessoas a reexaminarem as suas vidas, posturas e prioridades. Apesar de sua seriedade no trabalho, WALL-E não é só isso – ele procura as coisas bonitas ou que entretêm e consegue ser despertado para o lado artístico, criativo e sentimental, que igualmente foram descartados pela humanidade.WALL-E não está exatamente solitário na Terra. Uma simpática baratinha (as mulheres acharão que isso é uma contradição de termos...) o acompanha em todos os seus passos (ou, já que esse robô não tem pernas, nas voltas de sua esteira). Nessa Terra pós-catástrofe o filme dá guarida à tese, já bastante repetida, que, no advento de um holocausto global “as baratas herdarão a terra” (aparentemente há um tênue respaldo científico para essa suposta resistência das baratas, existindo registros de que elas sobreviveram o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki; testes posteriores revelaram que elas suportam 10 vezes mais radiação do que o ser humano – apesar de continuarem impotentes perante o solado de sapato de minha esposa).Mas a sua solidão é, realmente, quebrada, quando EVE, uma robô de última geração, coletora de alguma coisa, é deixada na terra. Segue-se uma singela história de aproximação e de amor entre WALL-E e EVE. Sem qualquer palavra ou diálogo durante quase metade do filme, podemos testemunhar não somente a timidez de WALL-E, mas pudor, recato – valores que estão muito ausentes de nossas crianças e de nossas famílias. A estranha história de amor dos dois, muito ensina sobre altruísmo, proteção da amada, compartilhamento de belezas e interesses – todos valores cristãos bem registrados por Paulo em 1 Co 13.Sem diálogos e apenas com a expressão dos olhares, vamos sendo envolvidos na história do robozinho feioso, que “pega”, após recarregar as baterias, com som harmônico do computador MacIntosh, e da robozinha, com aparência de I-Pod, até o contato cheio de aventuras com a nave de humanos que já órbita a Terra há muitos anos, esperando tempos melhores para retornar ao planeta.O contato não somente dos robôs, mas do espectador, com os humanos revelará uma humanidade totalmente destruída em seu élan. A crítica social é clara e pertinente: o consumismo não somente dominou a todos, mas uniformizou a humanidade em uma massa amorfa, com todos acima do peso; quase sem movimentação própria; ligados 100% na televisão. Nessa sociedade fechada da “arca”, os humanos são tão introvertidos e preocupados em ser servidos, que o contato social com os semelhantes foi praticamente obliterado. Não falta conforto, mas ao mesmo tempo, a essência do viver bem foi reduzida a quase nada. A perspectiva de uma volta ao planeta, para retrabalhá-lo, recolonizá-lo, se os desafios para chegarem a esse ponto forem vencidos, significará muito trabalho e um novo estilo de vida a ser adotado. Estarão dispostos a isso? Assista ao filme e não se surpreenda se os humanos do filme se pareçam com você, grudado à poltrona do cinema ou de sua casa!No final, WALL-E deixa um balanço positivo, além da admirável técnica de vanguarda em entreter, mesmo que siga a trilha Holywoodiana de tratar as questões ignorando a existência de Deus. O filme fornece campo para muitas discussões proveitosas (e não apenas na área de ecologia). Valores bíblicos relacionados com a filosofia do trabalho; com o valor da família; com amor e desvelo – estão presentes em várias ocasiões. “Há esperança, no meio do caos,” é a mensagem – e temos oportunidade de mostrar e reafirmar qual é a verdadeira esperança da humanidade e em quem confiam os cristãos. A busca do WALL-E por companhia, pode nos levar a discussão sobre o perigo e a dor da solidão.WALL-E celebra as virtudes de moderação e auto-controle no mercantilismo exacerbado de nossos dias – demonstrando as conseqüências da ausência de limites e o perigo de sermos consumidos pelo consumo. Preste atenção, igualmente, ao término do filme, na animação que acompanha os “créditos”, onde temos um tributo às artes, ao trabalho e ao cultivo. WALL-E é, portanto, mais do que uma parábola ecológica, é uma crônica de resgate de valores que não podem ser esquecidos por nossa sociedade, sob pena de pagarmos pesados pedágios. É um lembrete sobre os perigos do individualismo e do egoísmo.




quarta-feira, 18 de março de 2009

O SEGREDO DO BEM VIVER

I PEDRO 3.10-12
No século presente, percebemos um grande esforço da humanidade para ter uma vida mais instável e livre de preocupações. Pessoas que visando o seu bem estar, muitas vezes passam até por cima do seu próximo, e ainda dizem: “O mundo é dos mais espertos”; pessoas que estão preocupadas, com o seu aspecto material e físico, por exemplo: gasta-se uma fortuna em estética e beleza, em esportes e lazer. Não estamos aqui querendo condenar o bem estar das pessoas, o que nos preocupa é o bem estar espiritual, que não mais é evidenciado até mesmo na vida de pessoas crentes no Senhor Jesus. Crentes vazios que em suas vidas não demonstram o novo nascimento, onde o que é evidenciado o velho homem. A insubmissão também estar evidente na vida, tanto de pessoas que não conhecem ao Senhor Jesus, como daqueles que conhecem e servem ao Senhor, pessoas que não ouvem seus pais, seus professores, seus pastores e o que nos chama a atenção é quando o pastor muitas vezes usando do zelo pastoral para com determinada ovelha para aconselhar, o que muitas vezes ele escuta é o seguinte argumento: “Eu não preciso de pastor, para me dizer o que é certo ou o que é errado, eu sei cuidar da minha vida!” É triste ver todas estas coisas acontecendo no mundo e o pior ainda é que tais práticas tem entrado na igreja de Deus. Viver bem, isto é, em harmonia com o próximo, amando-o, respeitando deve ser o ideal de cada homem, porém ninguém estar mais capacitado para viver essa vida ideal do que o crente. Temos que colocar em nossas mentes que fomos chamados para glorificar a Deus e viver bem com o nosso próximo, isto por que além de ser ajudado pela graça de Deus, somos também orientados pelos ensinos da Bíblia e é nestes ensinos que vamos encontrar o segredo do bem viver. Queremos considerar neste artigo, em que consiste esse segredo, encontrado nos ensinos bíblicos.

I – EM TRAZER A LINGUA SEMPRE REFREADA.


Nos versículos 8 e 9, o escritor lembra que os filhos de Deus devem ser de “igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injuria por injuria”; o segredo do crente para viver bem seria obedecer esta regra, mas o que vemos em nossos dias é: “Se pisar no meu pé, eu devolvo com a mesma moeda, eu não gosto e nenhum vou com a cara de fulano, por isso eu vou armar contra ele, o povo fala de mim é claro que eu vou falar do povo”, são estes e outros exemplos que poderíamos dar, mas julgamos inconveniente para o momento, mas para que os irmãos tenham uma idéia do problema. “pagar mal por mal” é “olho por olho dente por dente”, é com este quadro de problemas do dia a dia que o escritor começa a partir do versículo oito, a explana sobre a vida exemplar que o crente deve ter. para começarmos a nos policiar, sobre o nosso comportamento e o segredo para vivermos bem com Deus e com o nosso próximo, devemos refrear a nossa língua. Veja o que nos é dito no versículo 10: “Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal”, Pedro esta querendo dizer que “quem quer, ou desejar ter uma vida de virtude cristã, e viver dias de felicidades, deve pausar, impedir cessar a sua língua (paussh = pausê). “Do fruto da boca o coração se farta, do que produzem os lábios se satisfaz. A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”, Pv 18.20, 21. O que a nossa língua anda plantando? Coisas que edificam o ou destroem a nossa comunhão com o nosso Deus e com o nosso próximo? Devemos notar que o poder da língua, tanto mata, como traz vida. Como estamos utilizando a nossa língua? O ato de falar pode trazer o bem ou o dano. Nos diz o comentário da Bíblia de Genebra: “A pessoa que gosta de falar deve observar que caminho seus feitos tomam”. Nossos caminhos serão determinados, pelo que falamos ou deixamos de falar, mais em todo o caso ainda é aconselhável calar mais e ouvir mais. Quantas pessoas magoamos, pelo fato de termos, na linguagem popular, “o pavio curto”, quantos deixamos de ganhar, por que não conseguimos controlar a nossa língua. Confiram em vossas Bíblias Tg 3.1-6, que nos é dito:

“Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo. Porque todos tropeçam em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear todo o corpo. Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro. Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigido para onde queira o impulso do timoneiro. Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! Ora, a lingual é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno”.

Muita desgraça poderia ter sido evitada no mundo se estivesse sido colocado um freio, na língua, muita coisa em nosso dia a dia poderia ter sido evitada, se aprendêssemos a controlar este órgão que é tão pequeno, mais aterrador, a falta de comunhão na igreja deixaria de existir, se parássemos de usar a nossa língua para tentar destruir o nosso irmão. É o que Pedro quer dizer com: “refreie a língua do mal”, ou seja, ponha um freio em sua língua, para que vivas bem, com Deus e com o próximo. Uma outra verdade que devemos aprender sobre o refrear a língua, é que se refrearmos a nossa língua, estaremos evidenciando o sinal de sabedoria, espiritualidade e crescimento na graça, vejamos Pv 15.2, 28: “ 2A língua dos lábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama estultícia (imbecilidade, idiotice, etc.), 28 O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos perversos transborda maldades”. Temos que ter sabedoria, no nosso falar, palavras não voltam no tempo, e se voltassem, quantas coisas evitaríamos falar para ou do nosso próximo, causando-lhe destruição e tristeza. Devemos, usar nossas palavras com sabedoria, devemos muitas vezes nos calar em determinada situação e pedir sabedoria a Deus, se devemos ou não responder, é o que nos diz em Eclesiastes 3.7: “Tempo de estar calado e tempo de falar”. Que possamos orar a Deus para que ele nos dê sabedoria para usar a nossa língua nos momentos oportunos e com sabedoria para não ferir-mos ninguém com as nossas palavras.


II – EM REPUDIAR A MENTIRA. “E os seus lábios não falem engano”


Depois de exortar a igreja a refrear a língua, Pedro fala também que os nossos lábios não falem engano, ou seja, a mentira deve ser posta de lado, esquecida somente a verdade deve estar em nossos lábios, veja o que nos é dito em Ef. 4.25: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros”. Encontramos neste texto seis maneiras concretas de como os crentes despojam a velha vida e se reveste da vida de Cristo e a primeira que o apostolo Paulo menciona é “Deixar a mentira”, pois os filhos de Deus não devem mentir, mas detentores da verdade. Em Pv 14.5, nos é dito: “A testemunha verdadeira não mente, mas a falsa se desboca em mentiras”. Como podemos ser verdadeiras testemunhas do evangelho se praticamos a mentira, como acreditarão no que pregamos? É comum também ouvirmos em nossos dias, a seguinte expressão: “É só uma mentirinha, não tem problema”, isso é comum ao mundo que desconhece as verdades bíblicas, mas é triste ouvir tais expressões, na boca de crentes. Quem é o pai da mentira? O diabo! E aqueles que praticam a mentira, são seus filhos. Leia-mos Jo 8.44: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o principio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira”. Entre todos os pecados que poderiam ser mencionados como características de Satanás, o homicídio e a mentira são destacadas. “Ele foi homicida desde o principio e jamais se firmou na verdade”, Satanás nunca se firmou na verdade, pois sua boca sempre foi objeto de mentiras, para enganar os homens e induzi-los ao erro.
Porque devemos repudiar a mentira? a) Porque a mentira é do diabo e o que mente é seu filho (Jo 8.44); b) O justo aborrece a mentira (Pv 12.19; 13.5), 12.19 “O lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento”, 13.5 “O justo aborrece a palavra de mentira, mas o perverso faz vergonha e se desonra”. C) Porque o mentiroso não entra no reino do céu, veja em Ap 21.8: “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”. Que sejamos praticantes da verdade, deixando de lado a mentira e nos voltando mais e mais para o Senhor, pois a nossa herança, foi Deus que nos deu, que é o céu. Que possamos evidenciar essa característica de verdadeiros servos de Deus.


III – EM SER INIMIGO DO MAL E AMIGO DO BEM.

Na primeira parte do versículo 11 de I Pedro, nos é dito: “Aparte-se do mal, pratique o que é bom”. Sabemos que o caminho do mal é o caminho do ímpio. O homem natural busca fazer o contrário à vontade de Deus, nós os servos do Senhor devemos andar no caminho do bem, é o que o texto nos aconselha: “Aparte-se do mal, pratique o que é bom”; estamos seguindo o caminho do bem e praticando o que é bom? Deus conhece os nossos caminhos, ele sabe o que fazemos ou o que deixamos de fazer, ele conhece o que estamos pensando neste momento. Para andarmos no caminho do bem, é preciso fazer a vontade do nosso Deus, e a vontade do nosso Deus é que o amemos de todo o nosso coração e também ao nosso próximo como a nós mesmo. Como falamos antes, Deus conhece os nossos caminhos, vejamos Sl 1.6: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”. Em Pv 4.19, também nos é dito: “O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam”. O caminho do mal pertence aos perversos, nós devemos estar distantes de tal caminho, devemos andar no caminho do bem, pois esse é o caminho dos servos do Senhor. “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminho de morte”, Pv 14.12. O mundo tem apresentado uma mascara que tem enganado a muitos. A maldade e a malicia tem levado a muitos a não confiarem mais em ninguém, até dentro da igreja tem acontecido isto. O mundanismo tem adentrado na igreja, os caminhos de maldades têm que ser deixados de lado, pois é isso que o texto de I Pedro 3. 11 nos diz. Somos intimados a deixar o mal e seguir o bem, começando pelo refrear da língua. Uma coisa que é difícil ser feito, é pagar o mal com o bem. A tendência é: “Se alguém pisar no meu pé, eu revidarei” e muitas vezes pecam contra o Senhor, usando a sua palavra para sustentar a sua maldade, quando diz: “esta escrito: Olho por olho, dente por dente”. Vejamos o que nos é dito em Rm 12.17, 20: “Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mais daí lugar á ira; por que está escrito: A mim pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. É o que é exortado pela palavra de Deus, para que nós observemos esta regra, para vivermos bem, e em harmonia um com os outros deixando a maldade e praticando o bem. Praticar o bem e detestar o mal é uma elevada expressão do caráter cristão. O nosso semblante demonstrará esta mudança; demonstrará que realmente somos novas criaturas, “Porque assim é a vontade de Deus, que pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos” I Pe 2.15, nossas ações serão evidenciadas e pesadas na balança do Deus Vivo, não devemos usar da nossa liberdade cristã, como pretexto para impiedade, mas vivendo como verdadeiros servos de Deus: “Como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malicia, mas vivendo como servos de Deus. Essa deve ser a nossa postura de cristãos, honrar ao Senhor nosso Deus, nos distanciando do mal e praticando o bem.


IV – EM SER AMIGO DA PAZ

Por fim, ao avaliar-mos toda a nossa vida e testemunho cristão, como segurar-mos a nossa língua, para não falar-mos, coisas que não edificam, mas destroem, repudiarmos a mentira, pois para Deus não existe mentirinha, ou mentira grande, ambas tem o mesmo peso e nos distanciarmos do mal, pois o caminho do mal pertence aos ímpios, que terão a sua recompensa no ultimo dia. Avaliemos também que ao deixarmos todas as práticas citadas anteriormente, devemos buscar a paz, ser amigos da paz. Esta paz que devemos buscar esta ligada ao que dissemos antes, ao invés de fazermos o contrário à palavra do Senhor, devemos ser santos. A nossa guerra não é entre nós, mas com o inimigo das nossas almas e não contra o nosso próximo. É nosso dever viver em paz com todos, “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”, Rm 12.18. a paz deve partir de nós, não brigam dois, quando um não quer, “se depender de vós”, buscar a paz com todos, por que o pacificador é filho de Deus e bem aventurado, por que Cristo é o príncipe da paz e nós os seus discípulos.

CONCLUSÃO:

Diante do que foi exposto, é nosso dever como cristãos, colocarmos em prática estas normas, para vivermos bem, dizemos isto por dois motivos:

a) Porque assim estamos agradando ao Senhor e glorificando o seu Santo Nome.
b) Porque ficaremos felizes, ou em paz com o nosso Deus e com o nosso próximo.

terça-feira, 17 de março de 2009

SER PRESBITERIANO

A Igreja Presbiteriana chegou ao Brasil em 12 de Agosto de 1859, sendo, portanto, a primeira denominação evangélica a se instalar oficialmente como missão em terras brasileiras. Mas a origem do presbiterianismo é bem anterior. Na verdade é uma das correntes da própria Reforma do Século 16. João Calvino (1509-1564), o Reformador de Genebra, pode ser considerado o pai do Presbiterianismo, embora esse nome só tenha sido dado pelo trabalho de John Knox (1514-1572) na Escócia. Na Europa a Igreja Presbiteriana (também chamada de Reformada) se estabeleceu firmemente em países como Suíça, Holanda, Escócia, Inglaterra, Irlanda, e também França, Hungria e Alemanha. Da Europa o Presbiterianismo migrou para os Estados Unidos com os peregrinos puritanos onde se estabeleceu como uma das principais denominações daquele país. Dos Estados Unidos, o missionário Ashbel Green Simonton (1833-1867) foi enviado ao Brasil em 1859 para iniciar a missão.
Ser presbiteriano significa ter um grande respeito pelas Escrituras(Sola Scriptura). Significa crer em Jesus Cristo como único Salvador (Solus Cristus) e pautar a vida sob a insigne da soberania de Deus, vivendo para a Sua glória (Soli Deo Glorie). A vida como um todo, em seu aspecto espiritual, social e cultural precisa estar sob a vontade de Deus. Ser presbiteriano significa viver plenamente os dons divinos desfrutando do privilégio e da responsabilidade de ser um escolhido e um representante da misericórdia de Deus nesse mundo.