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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A MORTE DE UMA IGREJA




A MORTE DE UMA IGREJA
 


 



Por Rev. Hernandes Dias Lopes



As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?

Em primeiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma igreja não tem antídoto para resistir a apostasia quando abandona sua fidelidade às Escrituras nem a inevitabilidade da morte quando se aparta dos preceitos de Deus. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações históricas capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por  um lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade. Não podemos confundir numerolatria com crescimento saudável. Nem sempre uma multidão sinaliza o crescimento saudável da igreja. Uma igreja pode ser grande e mesmo assim estar gravemente enferma. Sempre que uma igreja troca o evangelho da graça por outro evangelho, entra por um caminho desastroso.

Em segundo lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido. Alguém disse: "Fui procurar a igreja e a encontrei no mundo; fui procurar o mundo e o encontrei na igreja". A Palavra de Deus é clara: ser amigo do mundo é constituir-se inimigo de Deus. Quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Há pouca ou quase nenhuma diferença hoje entre o estilo de vida daqueles que estão na igreja e daqueles que estão comprometidos com os esquemas do mundo. O índice de divórcio entre os cristãos é tão alto como daqueles que não professam a fé cristã. O número de jovens cristãos que vão para o casamento com uma vida sexual ativa é quase o mesmo daqueles que não frequentam uma igreja evangélica. A bancada evangélica no Congresso Nacional é conhecida como a mais corrupta da política brasileira. A teologia capenga produz uma vida frouxa. Precisamos voltar aos princípios da Reforma e clamar por um reavivamento!

Em terceiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes. O cristão não deve ser um fariseu. O fariseu aplaudia a si mesmo por causa de suas virtudes, mas olhava para os publicanos e os enchia de acusações descaridosas. O cristão verdadeiro não é aquele que faz um solo do hino "Quão grande és tu" diante do espelho, mas aquele chora diante de Deus por causa de seus pecados.

Em quarto lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Doutrina sem vida produz orgulho e aridez espiritual; vida sem doutrina desemboca em misticismo pagão. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade, credo e conduta!

Em quinto lugar, a morte de uma igreja acontece quando falta-lhe perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou igreja morta?


Fonte: editorafiel.com.br; adaptação para o blog: Rev. Ronaldo P Mendes

domingo, 16 de dezembro de 2012




Em nossos dias, o mundanismo raramente é mencionado e, menos ainda, identificado com aquilo  que realmente ele é. A própria Palavra começa soar como algo antiquado. Mundanismo é o pecado de permitir que os apetites, as ambições ou a conduta de alguém sejam moldados de acordo com os valores do mundo. “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”, 1 Jo 2.16,17.
Apesar disso, nos dias de hoje, presenciamos extraordinário espetáculo de programas de igreja elaborados explicitamente com o objetivo de satisfazer os desejos carnais, os apetites sensuais e o orgulho humano --- “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida”. E, para satisfazerem esse apelo mundano, as atividades das igrejas vão além do que é meramente frívolo. Durante vários anos, um colega meu formando o que ele chamou de “arquivo de horror” --- recortes falando de igrejas que estão lançando mão de inovações, a fim de evitar que os cultos de adoração se tornem monótonos. Nos Estados Unidos tem se utilizado de recursos mundanos, tais como comédia “pastelão”, peças cômicas entremeadas de música, exibições de luta livre e até mesmo imitações de strip-tease, para tornar um pouco mais atrativas suas reuniões dominicais.  Nem um tipo de grosseria, ao que tudo indica, é ultrajante o suficiente para não ser trazida para dentro do santuário. O entretenimento está rapidamente  se tornando a liturgia da igreja pragmática.
Além do mais, muitos na igreja crêem que essa é a única forma pela qual haveremos de alcançar o mundo. Por isso, dizem-nos que, se as multidões  de pessoas que frequentam as igrejas não querem ouvir pregações bíblicas, devemos dar-lhes aquilo que desejam. Centenas de igrejas têm seguido à risca essa teoria, chegando a pesquisar os incrédulos a fim de saber o que é preciso para que estes passem a frequentá-las.
Sutilmente, em vez de uma vida transformada, é a aceitação por parte do mundo e a quantidade de pessoas presentes aos cultos o que vem se tornando o alvo maior da igreja contemporânea. Pregar a palavra e confrontar ousadamente o pecado são vistos como coisas antiquadas, meios ineficazes de se alcançar o mundo. Afinal de contas, não são essas coisas que afastam a maioria das pessoas? Por que não atraí-las para a igreja, oferecendo-lhes o que desejam, criando um ambiente confortável e amigável, nutrindo-lhes os desejos que constituem seus impulsos mais fortes? É como se, de alguma forma, conseguíssemos que elas aceitassem a Cristo, tornando-O, de algum modo, mais agradável ou tornando a mensagem dEle menos ofensiva.
Essa maneira de pensar distorce por completo a missão da igreja. A Grande comissão não é um manifesto de marketing. O evangelismo não requer vendedores, e, sim, profetas. É a Palavra de Deus, e não qualquer sedução mundana, que planta a semente que produz o novo nascimento (1 Pe 1.23). Nada ganharemos, senão o desprazer de Deus, se procuramos remover o escândalo da cruz (Gl 5.11).

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Fonte: John MacArthur. Livro: “Com Vergonha do evangelho”, Ed. Fiel, Pág. 12-14.     

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Casamento Misto

 

por

Pr. Neilson José


Dentro de uma sociedade que prega a liberdade total de ações encontramos a Igreja numa situação não muito confortável, pós a mesma não pode andar de conformidade com o padrão vigente e imperante desta sociedade. Está situação torna-se evidente em alguns dilemas em que o povo de Deus envolver-se, este é caso do casamento misto ou jugo desigual.
Para podermos discorrer de forma lógica precisamos primeiramente esclarecer o que seria um casamento misto a principio podemos afirmar que se trata de um relacionamento pessoal e matrimonial de duas pessoas que não professam o mesmo credo, proveniente de religiões diferentes, aplicando esta definição de forma particular seria um relacionamento entre uma pessoa filha do pacto e uma gentil, ou seja, um cristão com um incrédulo. Com relação a isto existe motivo para tanto alarido? Ou polemica? Qual o mal que há entre duas pessoas se relacionarem, ou melhor um homem e uma mulher terem uma vida conjugal. Em geral não existe problema algum. Entretanto para aquilo que Deus estabeleceu como sendo o padrão de povo separado e santo há muitos problemas. Então passemos a analisar segundo esta perspectiva qual seja as implicações para o casamento misto.
No A.T. Deus ordena para que seu povo não se misture com os povos visinhos para a preservação da sua pureza e santidade isto encontramos em : Dn 2:43 “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão pelo casamento; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.”; Gn 6:2; Jz 2:6 “tomaram por mulheres as filhas deles, e deram as suas filhas aos filhos dos mesmos, e serviram aos seus deuses.”.
Chegando no N.T. observamos o mesmo padrão no qual o apostolo Paulo estabelece duras observações a qualquer possibilidade desta pratica vejamos II Cor. 6:14-18, pois segundo o texto não pode existir comunhão entre trevas e luz.
Com relação a tudo isto que já vimos podemos concluir o seguinte o que existe na verdade é uma carnalidade evidente dentro do povo de Deus que deveria ser santo porque para muitos, pouco importa a vida piedosa quando da escolha daquela pessoa que será parte integral da própria carne por isto é preciso repensar I Pd. 2:9 o que seja ser povo escolhido nação santa propriedade exclusiva de Deus.
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Pr. Neilson José da Silva (Pastor da IPF de Tabira-PE) 
http://wwwigrejapresfundemtabira.blogspot.com.br/

Dia do Senhor

Pr. Elissandro Rabêlo

Texto: Dia do Senhor 17

Leitura: 1ª Coríntios 15:01-23


Amados irmãos em Cristo e prezados ouvintes

Qual a importância da ressurreição de Jesus para os cristãos? A ressurreição de Jesus tem conseqüências práticas pra nossa vida? Por que Jesus ressuscitou? A Bíblia responde estas perguntas e nos revela alguns aspectos importantes sobre a ressurreição do Senhor. Em I Coríntios 15, Paulo toca no assunto da ressurreição de Cristo num contexto em que algumas pessoas na igreja de Corinto estavam afirmando que não existe ressurreição de mortos. Para defender o ensino de que haverá ressurreição dos mortos, Paulo usa como base a ressurreição de Jesus e apresenta os seguintes pontos:

  • Em primeiro lugar, Paulo mostra que a ressurreição de Jesus foi um fato histórico testemunhado pelos discípulos (I Coríntios 15.5-8). Tanto ele quanto os doze e mais de 500 cristãos foram testemunhas oculares do Cristo ressurreto. Cristo apareceu aos discípulos por mais de 40 dias antes de subir ao céu e pouco tempo depois revelou-se também a Paulo na estrada de Damasco. Não foi uma alucinação da mente deles. Eles, de fato, viram o Senhor, tocaram nele, comeram com ele e ouviram a sua voz.   
  • Em segundo lugar, Paulo revela que a ressurreição de Jesus não é uma invenção da igreja, mas está baseada nas Escrituras (I Coríntios 15. 4). Paulo e os demais apóstolos anunciaram a ressurreição do Senhor em suas pregações não só porque foram testemunhas desse fato, mas também porque essa era uma mensagem baseada nas Escrituras já desde o AT. No Salmo 16, Davi, inspirado pelo Espírito Santo, profetizou acerca da ressurreição do Messias (Sl. 16.8-10). Pedro e Paulo basearam-se nesta profecia para anunciar o evangelho da ressurreição de Cristo (At.2.25-31; 13.34-37).
  • Em terceiro lugar, Paulo deixa claro que a ressurreição de Jesus é um acontecimento essencial à salvação da igreja (I Co. 15.14-19). Se Jesus não ressuscitou, Paulo argumenta, nossa pregação e nossa fé não têm valor algum, ainda permanecemos em nossos pecados e somos as pessoas mais infelizes do mundo, pois não temos esperança da salvação eterna. Se a morte retivesse o Senhor, não haveria salvação.

E por fim, Paulo apresenta a ressurreição de Jesus como uma doutrina prática e abençoadora para a igreja de Cristo. Paulo mostra em suas cartas que essa doutrina promove alegria, conforto e esperança para os cristãos que sofrem (I Co. 15.32-34). Pois, por meio de sua ressurreição, Jesus derrama sobre sua igreja os dons da salvação como a justificação, a santificação e a glorificação. Observe que o Domingo 17, baseado na Bíblia, aplica a doutrina da ressurreição de Jesus na vida de cada crente e mostra o resultado prático e abençoador que essa doutrina traz para toda a igreja de Cristo.


Tema: Jesus ressuscitou para abençoar a Igreja


Pois, por meio da sua ressurreição, Jesus garante à igreja três bênçãos que envolvem a salvação:

  • 1. Justificação
  • 2. Santificação
  • 3. Glorificação

1. Justificação


“Que importância tem para nós a ressurreição de Cristo? Primeiro: Pela ressurreição, ele venceu a morte para que pudéssemos participar da justiça que ele conquistou por sua morte”. Essa explicação do catecismo deixa bem claro que a ressurreição de Jesus garantiu para nós o benefício da nossa justificação. Mas o que é nossa justificação? É uma obra realizada por Deus em nosso favor. É ser declarado inocente diante de Deus e estar livre da culpa do pecado. Mas como Deus pode conceder essa benção a pecadores como nós, culpados e dignos da condenação eterna? 

Por causa de Jesus e sua obra redentora. Por sua morte, Jesus pagou o preço pelos nossos pecados e satisfez a justiça de Deus. Ao ressurgir dos mortos, Cristo declara e garante a sua igreja que ele pagou completamente por nossas transgressões. A ressurreição de Jesus proclama e garante a benção da justificação para todo aquele que crê nele. Em I Coríntios 15.17 lemos que se Jesus não ressuscitou ainda permanecemos em nossos pecados! Em outras palavras: Se Jesus não ressuscitou, não há libertação da culpa do pecado e ainda estamos debaixo de condenação diante de Deus! Mas graças a Deus, Ele ressuscitou! E por que ressuscitou? Paulo responde em Rom. 4.25: “O qual (Jesus)... ressuscitou para nossa justificação”, ou seja, para nos livrar da culpa do pecado.

Meus irmãos! Quando Jesus, já ressuscitado, apareceu aos seus discípulos e lhes mostrou as marcas dos pregos em suas mãos, qual era sua intenção com isso? Não apenas testemunhar ao incrédulo Tomé que ele tinha ressuscitado, mas declarar a todos que ele derramou o seu sangue e venceu a morte para nos dá a benção de sua justiça. É como se ele dissesse a todos: “Paguei a dívida de vocês com meu próprio sangue! Olhem aqui as marcas! Mas eu venci e estou vivo! Eu ressuscitei para o bem de vocês! Ressuscitei para que vocês sejam justos diante de Deus e participem da minha salvação!

Lembre-se disso, meu irmão, minha irmã, a cada domingo que você vem a igreja! Jesus ressuscitou para te livrar da culpa do pecado! Quando Satanás lançar em seu rosto os seus pecados ou quando sua própria consciência o acusar das suas transgressões, não desanime nem continue em seus pecados! Olhe para o Cristo Ressurreto! Ele vive a interceder por você! Ele cobre as tuas transgressões diante de Deus! Não confie em suas boas obras, mas confesse seus pecados e descanse na justiça de Cristo. Afinal de contas, “quem levantará acusações contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica! Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, ressuscitou, o qual está á direita de Deus e também intercede por nós” (Rm. 8.33,34). Portanto, “nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus (Rm. 8.1), pois ele ressurgiu para nossa justificação.


2. Santificação


A Bíblia diz que Jesus se tornou da parte de Deus não só a nossa justiça, mas também a nossa santificação (I Co. 1.30). Todas as bênçãos que recebemos de Deus não é algo que merecemos, mas é fruto da obra redentora de Cristo em nosso favor. Por meio da sua ressurreição, Jesus também ganhou para nós a santificação. A ressurreição do Senhor é importante para nós porque por meio dela “nós também, por seu poder, somos ressuscitados para a nova vida”. 

Nossa santificação é uma obra de Deus em nós pela qual ele nos livra do poder do pecado e nos capacita por Seu Espírito a andarmos em novidade de vida! Isso é possível porque o mesmo Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos nos ressuscita para uma nova vida, uma vida não mais dominada por pecados, mas uma vida dedicada a Deus e dominada pelo seu Espírito.

Meus irmãos! Jesus ressuscitou para vivermos uma nova vida, para sermos santos. Em Romanos 6.4 lemos: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida”. Nós estávamos envolvidos na morte e na ressurreição de Jesus. Ele morreu para morrermos para o pecado! Ele ressuscitou a fim de vivermos para Deus (Rm. 6.5,10, 11). A ressurreição de Jesus é uma garantia de sua vitória não só sobre a morte, mas também sobre o pecado e o diabo! Lembre-se que Ele ressuscitou para livrar você do domínio do pecado e do diabo e fazer de você um servo de Deus que não vive mais dominado por suas paixões carnais, mas que serve com dedicação e alegria a Deus. A Bíblia diz que “quem está em Cristo é nova criatura. As coisas antigas passaram; tudo se fez novo” (II Co. 5.17). 

Você tem experimentado esse benefício da ressurreição do Senhor em sua vida? Tem buscado as coisas do alto onde Cristo vive? Você tem vivido a nova vida que o Senhor ganhou pra você por sua ressurreição? Tem crescido em santidade diante do Senhor? Saiba que é impossível para alguém está unido a Cristo pela fé e não viver a nova vida que ele ganhou para sua igreja mediante sua ressurreição. 

Saiba também que muita gente que se diz cristão e comemora a ressurreição do Senhor não tem experimentado ainda o poder dessa ressurreição. São pessoas que lembram a ressurreição do Senhor como uma tradição e vivem escravizadas ao pecado e ao diabo! Não sabem porque Jesus ressuscitou! Mas nós sabemos e cremos! Jesus ressuscitou não para permanecermos em nossos pecados, mas para deixarmos o pecado e andarmos em novidade de vida (I Co. 15.17 e 34). Ele ressurgiu para sermos santos.


3. Glorificação


Nós confessamos também que a ressurreição de Cristo é importante pra nós porque “ela é uma garantia de nossa ressurreição em glória”. Jesus ressuscitou para nossa glorificação, ou seja, para nos garantir a benção de viver em corpo e alma na glória eterna com Deus. Ressurgir dos mortos e viver eternamente com Deus com corpos perfeitos e livres de todo sofrimento e pecado não é um conto de fadas ou uma ilusão da cabeça dos crentes. É uma garantia da ressurreição do Senhor! É uma promessa de Deus para o seu povo. No último dia, todos serão ressuscitados pelo Espírito de Cristo (Rm. 8.11). Os crentes que morreram serão ressuscitarão para a vida eterna, enquanto que os ímpios ressuscitarão para o juízo (Jo. 5.29). Os crentes que tiverem vivos terão seus corpos transformados e feitos semelhantes ao corpo de Cristo.

Assim será pra você meu irmão, que está em Cristo! Não tenha dúvida disso! Pois Cristo ressuscitou e a Bíblia diz que ele é as primícias dos que dormem (I Co. 15.20) e o primeiro da ressurreição dos mortos (At.26.23). Sabe o que isso significa? Que você tem parte na ressurreição e glorificação de Cristo (I Co. 15.21-23)! Que você também, assim como Jesus, terá um corpo que nunca mais vai morrer ou sofrer dores e tentações, um corpo perfeito para habitar com o Senhor no novo céu e na nova terra! 

Jesus ressuscitou para sua glorificação! Você se enche de consolo com essa mensagem? A fé no Cristo ressurreto te enche de alegria? Os discípulos abandonaram a tristeza e se encheram de alegria ao verem o Cristo ressuscitado! (Mateus 28.8; João 20.20). Que consolo pra você que está passando por aflições e tentações ouvir o evangelho da ressurreição do Senhor! Ele ganhou a glória pra você e as aflições desse tempo nem se comparam com a glória que se revelará aos filhos de Deus (Rm. 8.17). Olhe para o Cristo glorificado e viva na esperança da glória que ele te garante com sua ressurreição!

Além do consolo e da alegria que recebemos da ressurreição de Cristo, há ainda mais duas lições práticas que essa doutrina nos oferece. Em primeiro lugar, mantenha-se firme na fé no Cristo ressuscitado diante da negação dessa doutrina (I Coríntios 15.1,2). A cada domingo confessamos que Jesus não só padeceu, foi crucificado, morto e sepultado, mas também ressuscitou dentre os mortos no terceiro dia. O Filho de Deus venceu a morte. Ele mesmo já tinha dito: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo. 11.25). E também afirmou: “Dou a minha vida para reassumi-la” (Jo. 10.18). O sepulcro não reteve o Filho de Deus. A morte foi tragada pelo poder do Senhor! Jesus ressuscitou! Essa é a confissão da igreja! Permaneçamos firmes nessa fé para nossa salvação. 

Em segundo lugar, seja motivado a proclamar a ressurreição do Senhor àqueles que não o conhecem verdadeiramente e ainda permanecem em seus pecados. Os discípulos do Senhor não fizeram outra coisa senão anunciar o Cristo ressurreto para a salvação dos pecadores (Atos 2.32; 3.26; 4.33). O Cristo ressurreto é a única esperança de salvação. Somente ele pode livrar pecadores da culpa e do poder do pecado e levá-los para a glória eterna! Afinal de contas, Ele ressuscitou para a justificação, santificação e glorificação de todo aquele que crê! Se você ainda não está em Cristo, creia nele e desfrute dessas bênçãos que ele ganhou para sua igreja através da sua ressurreição.
Amém!
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FONTE: Pregação Reformada